<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924</id><updated>2012-01-29T14:47:09.429-08:00</updated><category term='Madastavicius'/><title type='text'>Cinema e Letras: impressões</title><subtitle type='html'>Impressões despretensiosas sobre filmes e textos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinemeletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>191</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8960414759722848991</id><published>2012-01-16T18:07:00.000-08:00</published><updated>2012-01-16T18:12:55.896-08:00</updated><title type='text'>Não desistam, por favor!</title><content type='html'>Enquanto não publico novos textos, que tal lerem os mais antigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que a maioria é sem dúvida atemporal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço e até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8960414759722848991?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8960414759722848991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8960414759722848991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2012/01/nao-desistam-por-favor.html' title='Não desistam, por favor!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2516832011617451176</id><published>2011-12-13T03:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T04:07:55.249-08:00</updated><title type='text'>AMIGOS LEITORES</title><content type='html'>Àqueles que sentem falta dos meus textos, peço que aguardem um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem sido por falta de vontade que tenho escrito menos frequentemente: ser avó em tempo integral não me tem deixado tempo para mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, não tenho do que reclamar: estou certa de aprender mais, de crescer mais, como avó do que no desempenho de qualquer outra atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, deixo-lhes aqui um grande abraço e votos de um Natal realmente voltado para as coisas do espírito, do crescimento interior... Única maneira de podermos pensar na possibilidade de um Ano Novo melhor para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2516832011617451176?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2516832011617451176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2516832011617451176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/12/amigos-leitores.html' title='AMIGOS LEITORES'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3957421784528379518</id><published>2011-11-14T16:01:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T16:03:46.962-08:00</updated><title type='text'>Em breve</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em breve, novos textos: prometo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3957421784528379518?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3957421784528379518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3957421784528379518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/11/em-breve.html' title='Em breve'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1238730590506139166</id><published>2011-10-18T05:25:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T07:59:24.512-07:00</updated><title type='text'>CORPORATIVISMO</title><content type='html'>Tenho acompanhado, pelo jornal “O Globo” (do qual colho as informações nesse texto utilizadas), as notícias relativas à possível suspensão, pelo Superior Tribunal Federal (STF), da independência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no julgamento de juízes suspeitos de qualquer tipo de deslize...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso os poderes do CNJ venham a ser reduzidos, aqueles que torciam no sentido inverso, na esperança de vê-los ampliados - quem sabe com a diminuição do número de juízes a integrarem o Conselho? -, ver-se-ão bastante frustrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, é bom ver como se tem manifestado a população, demonstrando que não apenas o seriado “Os Simpsons” está com seus dias contados mas também a alienação (característica do personagem principal da série) do povo ( vide movimentos mundo afora ). Delineando-se sua revolta, em relação ao caso em tela, também porque a ação que está para ser julgada pelo STF, proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), inclui contestação à resolução do CNJ que permite retirar dos juízes aposentados compulsoriamente o direito (único caso em todo o funcionalismo público) de receber vencimentos proporcionais ao tempo de serviço (pesquise nesse blog texto intitulado “Sobre a aposentadoria compulsória de juízes criminosos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o quadro, à aparente intenção do Ministro Cezar Peluso de apoiar a AMB na citada ação, temos sua reação diante das declarações da Ministra Eliana Calmon à Associação Paulista de Jornais, segundo as quais o esvaziamento das atribuições do CNJ seria “o primeiro caminho para a impunidade da magistratura” que, de acordo com a Ministra, estaria “infiltrada com bandidos escondidos atrás da toga”. Inconformado com tais palavras, o Ministro quis que a colega se retratasse (o que não aconteceu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORPORATIVISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não houvesse até hoje comprovação de qualquer ato criminoso sob as togas, o simples, reconhecido, admitido ou presumido Corporativismo da classe que as veste já acenaria para a necessidade de séria supervisão externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à classe médica, por exemplo, que parece bastante afetada por esse mal, ouvimos tristes piadas sobre a “máfia branca”... Pior é imaginarmos a possibilidade de um dia nos depararmos com uma “máfia de toga”... Pois esperamos que a Justiça realmente se faça pela independência do pensamento e do sentimento de cada juiz (fazendo parte de seu difícil trabalho, inclusive, conscientizar-se, em cada caso, dos movimentos humanos e obscuros no fundo de sua alma... As segundas intenções sempre precisam ser desmascaradas)... E é assustador imaginarmos a possibilidade de que qualquer decisão jurídica possa ser tomada em função do medo hierárquico ou corporativo, dos interesses pessoais do magistrado, da troca mesma de favores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sempre que um homem abre mão de suas próprias impressões – juiz ou não -, ele se corrompe. A verdade é que o corporativismo, ao qual muitas vezes nos referimos como característica quase inerente a uma ou outra instituição não é um mal menor. Ele pode ser pai da corrupção que tanto afirmamos desejar combater.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E a soma de movimentos carregados da solidariedade exagerada e imposta - que é como meu irmão se refere ao corporativismo –, a ter lugar no judiciário, só pode resultar – ironia! - numa série de injustiças, a culminarem, bola de neve, em variedades de crimes que não estou apta a classificar... Crimes esses, imagino, seguidos por outro mar de transgressões perpetradas em vista da “necessidade” de manutenção de uma imaculada imagem institucional em algum momento idealizada (pesquisem nesse blog o texto “Respeitabilidade e Autoengano”) e cada vez mais seguidamente desmistificada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conferir-se realmente tal estado de coisas dentro da Justiça brasileira, o CNJ não pode deixar desamparados, além de seus usuários – vítimas potenciais -, os bons juízes acuados, assediados moralmente e fragilizados pela engrenagem corporativa que os ameace engolir... E, ao invés de esperar que juízes sejam justamente acusados ou escolhidos como bodes expiatórios, deveria ver-se livre para continuar seu belo e útil trabalho, passando a atuar ainda mais preventivamente, digamos assim, no combate ao decantado Corporativismo dentro de todo o sistema judiciário. Fiscalizando das menores ações administrativas até as mais importantes decisões de nossos tribunais; desmanchando, enfim, qualquer possibilidade de ali dentro viver-se sob a tutela do autoengano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é bom sabermos que, para o veredicto final do caso em questão, contamos, no STF, dentre outros, com o Ministro Eros Grau, que, ao prefaciar o livro do rabino Nilton Bonder, intitulado “Segundas Intenções”, confronta o “yetser há-tov” (impulso ético) com o “yetser ha-rá” (segundas e egoístas intenções, conforme aprendemos com o autor que, à p. 98, nos lembra de que, “para mantermos nossa honestidade, precisamos reconhecer nossa desonestidade” – ainda que potencial). Afirma o Ministro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Importa indagarmos – e o livro de Nilton me faz pensar nisso – se a decisão dos juízes, em cada caso, provém do yetser há-tov (o bom impulso ético), construído a partir do senso de justiça e decência, ou se eles a tomam dominados pelo yetser há-rá. Eis a grande questão que o livro me propõe, como a reafirmar o caráter dramático da decisão jurídica. Toda decisão jurídica é terrível, como o anjo de Rilke. Será trágica sempre que o yetser ha-rá prevalecer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. Informada de que o Ministro Eros Grau estaria aposentado, acredito que o texto acima permaneça valendo, na medida em que imagino outros Ministros do STF a encarnarem a mesma consciência inferida de sua acima citada afirmação.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1238730590506139166?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1238730590506139166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1238730590506139166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/10/corporativismo.html' title='CORPORATIVISMO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3527398962190216418</id><published>2011-10-07T11:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T10:52:05.752-07:00</updated><title type='text'>MICHAEL MOORE</title><content type='html'>E não é que os &lt;strong&gt;NOVENTA E NOVE PORCENTO &lt;/strong&gt;da população que tens ajudado a acordar (e Marx certamente adoraria ver como o próprio podre sistema capitalista tem colaborado nesse sentido) acabaram por cercar Wall Street?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente como temos a sensação de que seja teu desejo em “Capitalismo: uma história de amor” ( vide nesse blog texto sobre esse documentário )...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, precioso cineasta, do fundo do meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARABÉNS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3527398962190216418?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3527398962190216418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3527398962190216418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/10/michael-moore.html' title='MICHAEL MOORE'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6034393670810972286</id><published>2011-09-13T05:13:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T07:06:14.018-07:00</updated><title type='text'>MELANCOLIA</title><content type='html'>Lindo o retrato da integração de Justine ( vestida de noiva ) com a natureza, a nos abrir o filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumada às “intempéries e oscilações cósmicas” dentro das próprias entranhas, mostrou-se ela a única capaz de se manter tranquila diante da certeza do final dos tempos. A ponto de idealizar, para os últimos minutos de existência do planeta, uma “caverna mágica” – lembrei de nossos índios, inconsciente coletivo - capaz de proteger a pureza do pequeno sobrinho de qualquer fantasia dolorosa a respeito do que estivesse para acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto sua irmã Claire, controladora e bastante adequada aos ritos sociais, além de muito apegada aos bens materiais, angustiada, não conseguia se conformar com a total &lt;strong&gt;perda&lt;/strong&gt; de controle...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito boa a passagem na qual as irmãs conversam sobre como passarem o derradeiro instante. Claire é ainda capaz de imaginar a tradicional taça de vinho na varanda, enquanto a irmã, sempre pronta a desconstruir, quer saber por que não no banheiro, ou de qualquer outra maneira, como a que acaba afinal por idealizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à covardia do marido de Claire, homem acostumado a dar conta de tudo com um talão de cheques, são dispensados quaisquer comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme Melancolia trata do final da Terra, enquanto nos transmite a ideia, através de Justine - "Eu sei" - de que não haveria por todo o Espaço qualquer outro ser consciente, além de nós. Ninguém, portanto, capaz de dar-se conta de nosso fim. E acabo chegando à conclusão de que, sendo assim, não haveria o que temer... Pois não mais havendo vidas como a nossa, deixaria de existir também a tão temida morte. Não seria apenas o filho de Claire a deixar de crescer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de mundo mesmo talvez seja o que todos os dias vivenciam tantas criaturas ante desgraças advindas da miséria, da violência...; ou vendo suas famílias arrastadas por enxurradas destruidoras que poderiam ser menos arrasadoras não fosse a corrupção que, inacreditavelmente, continuando sobre a desgraça, acaba por atrasar qualquer tipo de reconstrução...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de mundo mesmo talvez seja vermos todos os dias criaturas amáveis e educadas, como o marido de Claire ( lembram? ), a pretenderem, com seus milhões acumulados, comprar a salvação apenas para si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que achei o filme lindo e saí do cinema nada melancólica, muito longe de experimentar as insônias descritas por outros espectadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei, então, de que, para consolar a irmã, Justine fora categórica: “A Terra é má”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de qualquer forma, se no fim estava o - nosso atavicamente reconhecido - nada ( ainda que não absoluto ), princípio de todas as coisas, quem sabe também encontrava-se ali a chance de uma nova &lt;em&gt;humanidade&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. E, afinal, Justine era “boa” ou “má”?, mocinha ou bandida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez apenas de repente mais consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente integrada à Terra, é provável que fosse diretamente desse vínculo que lhe viessem – o inconsciente trabalha sem parar, para o bem ou para o mal – os tais slogans comemorados por seu patrão, na agência de publicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe se toda a energia de tantos publicitários capazes de insights fenomenais, somada àquela que parte de nossos tantos bons criadores, fosse dirigida – ao invés de no sentido de produzir cifras a qualquer custo - para a construção de um mundo melhor, a nossa Terra não tivesse outra chance? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6034393670810972286?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6034393670810972286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6034393670810972286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/09/melancolia.html' title='MELANCOLIA'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-215494297224867372</id><published>2011-09-06T17:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-08T18:33:56.639-07:00</updated><title type='text'>CISNE NEGRO</title><content type='html'>Bela representação da luta travada na alma de uma jovem mantida refém pela controladora e invasiva mãe que, tendo outrora desistido da carreira seguida pela filha Nina, não hesita em culpar a maternidade por seu próprio fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Determinada a superar os limites nela apontados pelo diretor da nova e transcendental montagem de “O lago dos cisnes”, Nina enfrenta&lt;em&gt; fantasmas&lt;/em&gt; que a levam quase a palpar o medo-limite de chegar a matar e/ou morrer em nome do sonho de tornar-se a bailarina perfeita para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um embate entre o bem e o mal, os cisnes branco e negro a serem encarnados pela bailarina acabam por representar sua busca por uma identidade integradora, que a possa libertar dos efeitos da mensagem contraditória e esquizofrenizante contida na &lt;em&gt;voz &lt;/em&gt;de sua mãe: &lt;em&gt;seja a melhor, mas jamais me supere&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A automutilação ( até que ponto? ) - além da incapacidade de manter uma vida sexual plena - foi a forma que Nina encontrou para, negociando com a confusa figura materna – cisão interna, não sucumbir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos não antes de alcançar a almejada &lt;em&gt;glória&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-215494297224867372?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/215494297224867372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/215494297224867372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/09/cisne-negro.html' title='CISNE NEGRO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6238007339472527123</id><published>2011-08-23T06:40:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T06:42:43.206-07:00</updated><title type='text'>O Discurso do Rei</title><content type='html'>Outro filme sobre o qual custei muito a escrever...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que demorei também a assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, após ler alguns comentários, sempre parecidos e positivos, sobre o enredo da premiada película, não cheguei a imaginar que, ao assisti-lo, desligaria a televisão tão insatisfeita: eu queria era conhecer mais da história daquele primogênito pouco focalizado; aquele que, em nome de sua história pessoal, resolveu abrir mão – e contente! - do trono, em benefício do irmão ansioso por libertar-se da gagueira e... ascender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De histórias como a daquele é que estamos precisando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, o que há de interessante ou de novo em alguém que faz de tudo para ter uma boa performance ao assumir o sôfrega e cegamente desejado Poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, isso me lembra Frei Betto, em “ A mosca azul...”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para alguns, o poder é a suprema ambição. Há homens que fora do poder sentem-se terrivelmente humilhados, expulsos do Olimpo dos deuses. Como é difícil voltar ao que se era! Vargas preferiu meter uma bala no coração a ver-se destituído de poder. Jânio Quadros renunciou para ter mais poderes, mas calculou mal o lance. Honrosa exceção de desapego ao poder, a merecer estátua em praça pública, é o paulista que não quis ser rei, Amador Bueno da Ribeira, quando uma parcela da população de São Paulo se negou, em 1640, a reconhecer o reinado de dom João IV. Aclamado rei sem ter sido consultado, Ribeira não cedeu aos encantos do poder. Preferiu fugir e esconder-se a ter a cabeça ornada por uma coroa. Só em abril de 1641, São Paulo prestaria juramento a dom João IV. ( Certamente esta foi a nossa primeira manifestação de independência. )”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao “discurso do rei”, não consegui compreender também o personagem principal como alguém cuja gagueira fosse símbolo de sua fragilidade - ou algo assim -, que, ao ser superada, representou uma grande conquista para um grande homem, responsável por sei lá que grandes feitos durante a segunda grande guerra mundial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, acabei é concluindo que a gagueira era seu lado mais sadio, a protegê-lo justamente de sua inveja do irmão – mais próximo, então, do por ele ardentemente almejado trono... Do que teria sido capaz aquele homem se sua gagueira não houvesse colocado sua ânsia sob controle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a seus feitos durante a guerra, ora, ora, ele simplesmente cumpriu o seu papel. Tomou as decisões que favoreciam seus interesses e que, graças a Deus, naquele momento, estavam do melhor lado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6238007339472527123?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6238007339472527123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6238007339472527123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/08/o-discurso-do-rei.html' title='O Discurso do Rei'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4862995231479887108</id><published>2011-08-23T06:05:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T06:37:35.713-07:00</updated><title type='text'>DE PERNAS PRO AR</title><content type='html'>Como sabem os meus devotados leitores, não tenho podido me dedicar ao blog como gostaria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti há alguns meses ao DVD do filme “De pernas pro ar” e acabei adiando tanto o momento de sentar e escrever sobre a história que provavelmente será difícil, mesmo com o auxílio das notinhas rabiscadas e espalhadas sobre a minha mesa, acessar em meus arquivos internos todas as observações feitas então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa comédia inofensiva(?), ao contar a história de uma mulher que nunca tivera um orgasmo, traça espécie de caricatura do que seria o processo de liberação da libido feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia no filme um viés de crítica ou ironia? Pode ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o espectador comum acaba mesmo é à mercê de uma espécie de propaganda do sexo industrial, segundo a qual modelo de mulher livre e ardente é aquela que faz uso, sem maiores hesitações, de brinquedinhos de todos os tipos, desde calcinhas mastigáveis até o coelhinho eletrônico escolhido pela personagem para ajudá-la a conhecer seu próprio corpo (???)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consumismo realmente parece haver invadido definitivamente a vida dos infelizes seres humanos. Longe da certeza de que o autoconhecimento, a comunhão com seus corpos, almas, fantasias e criatividade, além da sintonia com o companheiro, são mais do que suficientes para que atinjam todo o prazer possível a sua faixa etária e hormonal, muitas mulheres talvez tenham saído do cinema dispostas a encher os bolsos dos vendedores de bugigangas sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior é que ( inadvertidamente? ) o filme talvez passe uma mensagem não muito educativa para o público mais jovem... Além da comercial associação entre prazer e “brinquedinhos”, como o primeiro orgasmo da mulher ocorre após ter estado ela em uma festa barulhenta na qual experimentou algum tipo de droga, não podemos rechaçar a possibilidade de que, inconscientemente, alguns espectadores interiorizem a triste e equivocada ideia de que festas barulhentas e drogas se associem à liberdade. À mesma “liberdade” que, no filme, acaba por levar a mulher - já em casa - ao orgasmo, com a ajuda do coelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Para os menos atentos, pode ficar tudo associado: drogas, coelho e satisfação sexual. A verdade é que mensagens subliminares são sempre perigosas. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ser livre é justamente desistir de estereótipos; é pensar, agir, escolher, falar, vestir, ser, sempre em busca da melhor expressão de nossa singularidade que, ao mesmo tempo, nos individualiza e reconcilia com cada outro ser humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser livre é, sem fazer parte de qualquer patotinha excludente ou “exclusiva”, ter coragem de descobrir o que realmente se pensa e sente sobre tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, caso isso interesse à construção de um mundo melhor para TODOS – única patota à qual de fato todos e cada um de nós pertencemos -, ter coragem de dizê-lo, sem medo de qualquer tipo de exclusão...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4862995231479887108?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4862995231479887108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4862995231479887108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/08/de-pernas-pro-ar.html' title='DE PERNAS PRO AR'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8148617923250253347</id><published>2011-08-06T16:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-06T16:06:24.679-07:00</updated><title type='text'>A Mosca Azul - reflexão sobre o poder</title><content type='html'>É de Frei Betto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já leu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8148617923250253347?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8148617923250253347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8148617923250253347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/08/mosca-azul-reflexao-sobre-o-poder.html' title='A Mosca Azul - reflexão sobre o poder'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-9075476930349716079</id><published>2011-07-06T18:03:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:02:58.808-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>PRECONCEITO</title><content type='html'>Impressionante a força do preconceito em relação a tudo o que se refira às classes menos favorecidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro da professora Heloisa Ramos, “Por uma vida melhor” - que ainda não tive o prazer de ler -, parece haver atraído a ira não só de todos aqueles aos quais interessa a manutenção do status quo; mas também a dos que, humildes e absolutamente sufocados pela ideologia dominante, não conseguem compreender que pensam contra si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz por conferir que algumas almas iluminadas, como o escritor Francisco Bosco, acabaram escrevendo belos textos sobre o assunto. Mostrando o quanto a leitura sincera do livro em questão pode levar qualquer um a compreender que o objetivo de sua autora – nas polemizadas passagens - é simplesmente fortalecer a autoestima daqueles que se preparam para conhecer – naquele próprio livro - a dita norma culta de sua Língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, é preciso a certeza de que não se é “menos” do que qualquer um daqueles que nasceram com as concordâncias na ponta da língua, para que se possa, fazendo uso dos seus próprios manejos linguísticos, acessar outras modalidades do idioma pátrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto é assim que, como professora de Redação, há muito concluí que marcar com traços vermelhos as incorreções gramaticais dos primeiros textos produzidos por qualquer aluno, de qualquer classe social, é garantia de limitar-se em muito sua capacidade criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, é preciso que os alunos acreditem que já estão – porque já estão -, de alguma maneira, atingindo o objetivo número um de qualquer Língua: a comunicação daquilo que pensam e sentem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, e somente depois, será possível que bons professores possam levá-los a DESEJAREM aperfeiçoar essa capacidade, através de muita leitura e orientações relativas às formas mais elaboradas da Língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine que soube de alguém tentando comparar a linguagem humana à matemática, exigindo o acréscimo preciso dos sufixos para que a emissão de um pensamento ou sentimento pudesse ser aceita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo onde, infelizmente, as humanidades estão sendo deixadas de lado em nome das ciências exatas; no qual atender ao interesse do mercado é o que se espera da Educação, não se tem mesmo tempo para a EDUCAÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E EDUCAR, parece ser o que pretende a professora Heloisa através de seu trabalho, além de promover o acesso legítimo de alunos carentes a todas as esferas do saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, em tempos de discussão em torno do que seja "bullying", a escola precisa pensar em como promover e preservar o respeito de cada aluno por si mesmo; levando-o a saber que jamais terá de se envergonhar de sua origem ou diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que, em última análise, ainda quando, eventualmente, venha a ser de alguma forma provocado, ele possa escolher respeitar cada um de seus próximos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-9075476930349716079?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9075476930349716079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9075476930349716079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/07/preconceito.html' title='PRECONCEITO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2848360476394708033</id><published>2011-06-27T19:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:06:09.303-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Além da Vida</title><content type='html'>Bela maneira encontrada por Clint Eastwood para nos falar de sua visão daquilo que nos espera ao final da vida de nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos UM TODO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após nos livrarmos de nossas carcaças, passamos a existir e sentir como (ou com ) cada um dos demais seres animados ou "inanimados". Espécie de holograma cósmico: o um no todo, e o todo no um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo para os mais egoístas, uma boa razão para dedicarmos nossa vida à construção de um mundo melhor para todos, não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2848360476394708033?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2848360476394708033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2848360476394708033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/06/alem-da-vida.html' title='Além da Vida'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3022437030474566359</id><published>2011-06-27T18:00:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:06:56.486-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>AMOR POR CONTRATO</title><content type='html'>Esse filme pode ser entendido como interessantíssima metáfora daquilo que se tornou nossa vida no mundo capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumir. Invejar. Consumir. Invejar. Consumir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher, um homem e um casal de adolescentes, espécies de belos atores, são contratatos por algo como um consórcio de empresas para que, fingindo ser uma família perfeita, passem um ano instalados numa belíssima casa em determinada cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo: divulgar, através de seu “invejável” estilo de vida, os sofisticados lançamentos de seus patrões, que vão desde peças de vestuário e decoração, passando por congelados servidos em sofisticadas reuniões, até potentíssimos carros e aparelhos de ultimíssima geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança com a sôfrega procura pelos bens – ou por suas imitações – associados a ricos e famosos nas matérias de revistas especializadas não parece ser mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a verdade talvez seja que não apenas as classes média e baixa vivam atordoadas por seus desejos consumistas insuflados pelo marketing cada vez mais presente por todos os lados. Exatamente como no filme estrelado por Demi Moore, nossas elites – esquecidas totalmente da queda que sempre chega com o envelhecimento e a morte - parecem continuar ad infinitum no triste joguinho do vamos ver quem tem mais, manipuladas, vejam só!, por nada menos do que seus próprios pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é o que parece ironizar, a caminho da lucidez, a parte masculina do casal-modelo, ao exclamar, em animada conversa sobre suas últimas e imediatamente invejadas aquisições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“_ Aquele que morrer com mais brinquedos vence!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. De suas palavras, vemos todos rindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que, atordoados pelo brilho de tais brinquedos, não houvesse ali quem lhe pudesse escutar com a devida atenção, o que certamente poderia evitar a tragédia final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando, mais uma vez, no quanto a quantidade de plásticas, o cuidado exagerado com a indumentária, além da inutilidade de muito daquilo de que as pessoas se fazem cercar apontam para o simples fato de que grande parte de nós mergulha o tempo todo no maior de todos os autoenganos possíveis, que é a negação da própria morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me lembro da brincadeira de menina, durante a qual recitávamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Da morte ninguém escapa:&lt;br /&gt;Nem o rei, nem o bispo, nem o papa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só eu é que escapo:&lt;br /&gt;Compro uma panela, entro dentro dela, e tampo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a morte chegar,&lt;br /&gt;Eu digo assim para ela:&lt;br /&gt;_ Aqui, não há ninguém.&lt;br /&gt;Passe a senhora muito bem. Obrigada!”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3022437030474566359?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3022437030474566359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3022437030474566359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/06/amor-por-contrato.html' title='AMOR POR CONTRATO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7060424524481316862</id><published>2011-06-23T10:44:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:08:54.706-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Meia-noite em Paris</title><content type='html'>Sempre à meia-noite começa o sonho do escritor americano em Paris, deslumbrado com a cidade que, décadas atrás, reunira as almas criativas e sensíveis que tanto admira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu último filme, Woody Allen consegue agradar inclusive aqueles que simplesmente se divertem com os encontros surreais do personagem principal com cada um dos escritores do passado por ele reverenciado, enquanto tenta dar nova forma ao romance que está para concluir. Sem falar no hilário fim dado ao detetive contratado pelo pai de sua noiva para descobrir as estranhas “ausências” noturnas do futuro genro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade parece ser que Allen encontrou uma interessantíssima maneira de falar sobre a intertextualidade. Da qual todo aquele que se aventura pelo mundo da escrita acaba descobrindo-se incapaz de escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não só o personagem, ao escrever, revisita aqueles dos quais recebeu alguma influência direta ou indireta, como também acaba por “ver” referências a si mesmo em um velho livro garimpado em uma loja de antiguidades. Momento que acena magicamente para a certeza de que cada um de nós, além de influenciado pelas leituras feitas, faz uma leitura única de tudo aquilo que escolha ler, “influenciando” inclusive aqueles escritores de um tempo no qual sequer sonhávamos existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quebra, em “Meia-noite em Paris”, podemos acompanhar o fortalecimento interior do escritor, que acaba por desvencilhar-se do compromisso com uma noiva não muito afim com sua sensibilidade e, depois de encontrar – numa daquelas visitadas figuras do passado – sua, como diria Jung, anima ( a parte feminina da alma do homem ), parece pronto para estabelecer, no mundo real e presente, um sadio relacionamento amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não podemos deixar de registrar o posicionamento crítico do cineasta em relação ao “Tea Party”, extrema-direita americana ( seria em protesto que o escritor no filme acaba por se instalar definitivamente em Paris? ), que, por alguma razão, me levou a recordar “Mal-estar na modernidade”, de Sérgio Paulo Rouanet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A miséria brasileira não está no transplante cultural, está na denúncia ideológica do transplante cultural, está na ideologia da autenticidade cultural. Essa ideologia torna invisíveis as iniquidades locais e funciona segundo o mecanismo de defesa que Freud chama de “Verschiebung”, pelo qual a atenção é desviada de um tema central e conflitivo ( as relações de poder ), para um tema acessório e inócuo [...]”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rouanet esclarece:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se retificássemos os termos do problema, desfazendo a astúcia da “Verchiebung”, as relações do poder reassumiriam o primeiro plano, e nesse caso a política cultural passaria a significar não a defesa da autenticidade nacional contra a imitação da cultura estrangeira, mas a incorporação das classes populares, enquanto consumidoras e produtoras de cultura, aos circuitos brasileiros e estrangeiros da cultura universal, como um dos aspectos do processo sócio-econômico de emancipação dos trabalhadores e de sua ascensão a uma modernidade que seja mais que puramente ideológica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. Talvez Paris haja sido escolhida para ambientar o último filme de Woody Allen tanto por conta de sua história culturalmente efervescente quanto por sua atual política social.&lt;br /&gt;Segundo o jornal “O Globo”, de 12 de junho último, a vice-prefeita da cidade, Anne Hidalgo, vem tentando por em prática a proposta dos grandes arquitetos, segundo os quais, a solução para a violência e outros males é “misturar a população, ao invés de afastar as classes de baixa renda para as periferias ou para as favelas”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7060424524481316862?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7060424524481316862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7060424524481316862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/06/meia-noite-em-paris.html' title='Meia-noite em Paris'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4710091889766947497</id><published>2011-06-23T10:38:00.000-07:00</published><updated>2011-06-23T10:56:20.573-07:00</updated><title type='text'>Religião ou Preconceito?</title><content type='html'>Quem costuma ler meus textos sabe que acredito, acima de tudo, no respeito ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, talvez não precisasse frisar que acredito sinceramente no direito de qualquer cristão se posicionar diante daquilo que sua fé identifique como pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas faço duas observações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Se alguém é capaz de encontrar na Bíblia que segue a referência ao homossexualismo como pecado, há de ser também capaz de identificar a posição de Jesus em relação a qualquer pecado: rejeitar o pecado, mas amar e respeitar – sempre – o pecador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, fica claro que, ainda que livre para, em seu púlpito, em sua igreja, discorrer sobre os pecados a serem evitados segundo sua fé, jamais qualquer cristão poderia discriminar, humilhar ou diminuir quem quer que seja no seio da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Por outro lado, sabemos que o mesmo olhar sobre a Bíblia que possa levar à interpretação do homossexualismo como pecado leva também à de que o ato sexual deva ter como fim único a procriação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos casais dedicados à religião têm apenas um ou dois filhos, não seria o caso de reverem outras interpretações?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4710091889766947497?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4710091889766947497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4710091889766947497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/06/religiao-ou-preconceito.html' title='Religião ou Preconceito?'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7393870835368670575</id><published>2011-06-02T06:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:09:58.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Como assim, "propaganda de opção sexual"?</title><content type='html'>Sinceramente, não dá para acreditar que a distribuição dos kits anti-homofobia nas escolas haja sido cancelada porque o governo chegou à conclusão de que não deve fazer “propaganda de opção sexual”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi os kits e não posso dizer de sua qualidade técnica, mas sinto-me na obrigação de lembrar que o homossexualismo, longe de ser mera “opção” passível de ser incentivada, representa uma das possibilidades da natureza humana. Afinal, sabemos inclusive que filhos de pais homossexuais assumidos têm tantas chances de virem a ser homossexuais quanto os que convivem com pais heterossexuais ou homossexuais enrustidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a sexualidade humana fosse uma questão de “propaganda”, não teríamos hoje, em nossa sociedade, tantas mulheres, não é?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, após serem massacradas, ao longo do tempo, pela supervalorização dos machos da espécie e de, iludidas talvez, haverem lutado para a eles se igualarem sob vários aspectos, elas continuam cada vez mais decididas a encontrarem um bom companheiro do sexo masculino que atenda a seus clamores de fêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, entendo que o objetivo do kit anti-homofobia fosse aliviar a dor das crianças e jovens que se percebem diferentes da “propaganda” oficial do que seja ser “normal”; abreviando o tempo que levariam para descobrir que normal é todo aquele que vive a sua vida e ama, respeitando o próximo e suas diferenças ( ou alguém acha que normal é sair por aí espancando e/ou humilhando? ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar no quanto tal trabalho - conscientizando - poderia resultar na diminuição ou extinção mesmo das agressões havidas no ambiente escolar, não raro, partindo daqueles que lutam por calar dentro de si mesmos qualquer tipo de ambivalência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que os envolvidos no projeto “kit anti-homofobia” continuem a pensar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, sugeriria, aos que a ele se opõem, que assistam a um dos episódios do antigo programa infantil “Teletubbies”, no qual o homossexualismo de um dos doces personagens é tratado saudavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, talvez seja a divulgação ( também nas escolas ) de criações assim, como o “Teletubbies”, nas quais o homossexualismo é, a exemplo da vida, algo simplesmente natural, o melhor caminho para que a institucionalizada hipocrisia humana comece a ser – ela sim - desmoralizada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7393870835368670575?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7393870835368670575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7393870835368670575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/06/como-assim-propaganda-de-opcao-sexual.html' title='Como assim, &quot;propaganda de opção sexual&quot;?'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8757758168311636076</id><published>2011-05-30T16:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T17:06:37.612-07:00</updated><title type='text'>DOIS ANOS!!!</title><content type='html'>E o "CINEMA E LETRAS: IMPRESSÕES" completou dois anos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigada, queridos leitores, pelo carinho e permanente interesse por aquilo que escrevo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo, em breve, voltar a escrever com mais frequência. Encaminhar o novo romance ( "A VISITA" ) e ser avó são as atividades que, nos últimos meses, têm ocupado quase todo o meu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que tenho lido pouco e ido menos ainda ao cinema...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, num esforço de reorganização, comecei a ler "A Mosca Azul - reflexão sobre o poder", de Frei Betto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8757758168311636076?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8757758168311636076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8757758168311636076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/05/dois-anos.html' title='DOIS ANOS!!!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6912745607873845684</id><published>2011-04-24T10:49:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:10:59.737-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>LIBERDADE DE EXPRESSÃO ( ? )</title><content type='html'>Nada mais flagrante da ideologia de um jornal do que depararmos com um seu encarte sobre debates havidos, entre alguns de seus colaboradores contumazes, em torno da muito falada liberdade de expressão, tendo como patrocinadora nada mais, nada menos do que a maior indústria de cigarros do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bom entendedor ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que nem sempre compreendi a evidência de certas “sutilezas” e que até hoje capto apenas(?) o espírito de certas coisas, gosto de escrever para aqueles que estão a meio caminho da consciência, cada vez menos vulneráveis às ideias do poder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eles, como sempre, dedico minhas reflexões de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O autor do livro “O Estado babá...” também participou de tais discussões... Não lhe parece fácil criticar-se o Estado babá vivendo-se em um país antigo - Inglaterra, com alto nível de Educação e respeitada TV pública?&lt;br /&gt;Realmente, onde a educação, a cultura e a saúde, além da satisfação de outras necessidades básicas, estejam ao alcance de todos, a crítica a qualquer restrição à liberdade individual de escolha pode ser apropriada. Afinal, espera-se que nesses países estejam todos, pelo menos, quase em igualdade de condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no entanto, onde à maioria é reservado apenas o direito de trabalhar pensando no alimento a ser consumido na próxima refeição... Onde a Educação e a Cultura estão muito distantes de atingirem o objetivo ínfimo de esclarecerem nossos “menores” e “maiores” cidadãos quanto a deverem acreditar em si mesmos e naquilo que sentem no fundo de suas almas - de onde poderia vir qualquer senso crítico... Bem, aqui, se não tivermos algum cuidado por parte do Estado, essas pessoas ficarão mesmo é à mercê inclusive de sociopatas desejantes de lucro ilimitado, e do que quer que seja dito por qualquer propaganda “bem” bolada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum lugar li declaração da professora Ângela Kretschmann, segundo a qual o acesso a conteúdos é fundamental para que as pessoas se sintam partes de uma civilização, “que se comunica e dialoga em uma linguagem que, se não for acessível, significa a exclusão”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta de Jirau, como definiu o procurador do trabalho no Rio Cássio Casagrande, em recente artigo publicado pelo jornal O Globo, “em sua força bruta e chocante, também nos faz pensar como ainda estamos longe do Primeiro Mundo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você infere disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu infiro que, em um país de excluídos – muitas vezes infantilizados pela insegurança resultante dessa condição, o mínimo que o Estado pode fazer, enquanto reúne forças para as providências necessárias a uma real e humana distribuição de renda e de direitos – inclusive o da total independência associada à maioridade -, é tentar frear, através de leis e cuidados, aqueles que, sem qualquer escrúpulo, só pensem em extrair lucro de nossa frágil população...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão de obra barata, quase escrava em algumas situações, de um lado, é igual a lucro, lucro, lucro... E, de outro lado, muito mais lucro, ao atingirem por campanhas publicitárias, diretas e indiretas (muitas vezes embutidas, por exemplo, em uma entrevista em programas ou jornais televisivos ), nosso povo, em termos Históricos ainda criança, levando-o ao consumo de coisas legais e ilegais – não raro em função justamente da frustração disso tudo resultante, e à custa da própria saúde e das finanças de suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Li, em algum lugar, que o jornalista Reinaldo Azevedo teria dito que a “sorte da liberdade de expressão depende da existência do patrocínio, de empresas que não dependam tão umbilicalmente do Estado”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas como a Souza Cruz, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o texto publicitário, fechando o citado caderno especial com o conteúdo dos debates em torno da dita “LIBERDADE”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Entre todos os valores que existem, um é inegociável: LIBERDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Souza Cruz acredita na liberdade de expressão, como fundamento essencial da livre-concorrência entre as empresas que trabalham com produtos legais, e na liberdade de seus consumidores adultos para fazer suas escolhas livremente. Uma grande empresa não é só medida por seus números, mas também por seus ideais. Valorizar e praticar princípios como livre-iniciativa, livre-concorrência, livre-arbítrio, livre-expressão é o que faz uma empresa ser grande. Não importa o tamanho que tenha. É nisso que acreditamos. É isso que fazemos há 107 anos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora... Se um bebê crescido sem ouvir qualquer palavra jamais aprenderia a falar, imagino que não possamos considerar “adultos”, em face de mensagens sofisticadamente urdidas, qualquer de nossos culturalmente “excluídos” sexagenários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, que liberdade pode haver, por exemplo, no gesto da dona de casa humilde que compra um monte de cubinhos de caldo de carne, após assistir, em um programa de televisão repleto de gente bonita e sadia, a execução de uma receita utilizando-se temperos à base de glutamato monossódico? Temperos esses, diga-se de passagem, provavelmente jamais usados por qualquer um dos magros, esclarecidos e elegantes anunciantes do produto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que liberdade no gesto daqueles que vimos, em nosso país, antes das restrições às propagandas de cigarros, iniciarem-se no vício movidos pelas imagens de sucesso, liberdade, força e alegria insufladas em seus inconscientes pelas imagens veiculadas através do único instrumento de distração de que dispunham então ( sem falar que campanhas publicitárias atingem toda a população, independente de sua faixa etária )?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não confundamos liberdade PARA os interesses comerciais, com liberdade em seu sentido amplo, humano, condição primeira a ser desejada por todo e qualquer homem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estaríamos hoje vendo as restrições à venda de antibióticos em nossas farmácias justamente por conta da medicalização que vimos vivendo? A propaganda atingindo inclusive nossos médicos, levando-os(?) a receitarem remédios da moda, a resultar(?) na infeliz conclusão dos pacientes de que medicar-se sozinho não poderia ser muito difícil???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Ouço dizer que, hoje, a direita defende a liberdade, enquanto a esquerda preocupa-se com o fim das desigualdades... Que bobagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direita parece defender, sim, hoje, como sempre, a liberdade, mas apenas para suas próprias ações e fins lucrativos, ainda que à custa da saúde do povo. Quanto à preocupação das esquerdas – e vamos parar com esse negócio de associar “esquerdas” com rançosos comunismos - com o fim das desigualdades, ela não exclui o interesse relativo à liberdade, uma vez que o sentir-se "igual" é justamente o suporte necessário à conquista de qualquer liberdade, da capacidade para qualquer decisão autônoma e não impulsionada pela ideologia dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao texto publicitário acima citado: ao frisar ser produtora de algo “legal”, a empresa produtora de cigarros parece querer utilizar em seu benefício um dos argumentos utilizados por alguns daqueles que defendem a legalização de qualquer outra droga, que é justamente a questão da liberdade de cada adulto escolher o que queira para si mesmo. Pois, de seu lado, utilizam como argumento, os defensores do Estado de direito a reivindicarem igualdade de condições – legalização - para a produção, venda e consumo de qualquer droga, o fato de ser “legal” o uso do sabidamente nocivo tabaco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os publicitários contratados pela Sousa Cruz parecem querer associar a tão estimada liberdade de expressão à liberdade de propagandear-se à vontade o consumo de seus produtos... Se antes víamos alpinistas, desportistas, garanhões soltando suas baforadas em cada colorido e belo filme publicitário de cigarros, agora pode ser que vejamos a polêmica e muito valorizada liberdade de expressão como sinônimo do direito não só de fumar, mas também do direito de divulgar o fumo omitindo-se os mais do que conhecidos malefícios por ele trazidos ao fumante e seus vizinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, ora... Liberdade de expressão é uma coisa, liberdade de manipulação é outra muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um país no qual as pessoas sequer podem usufruir o direito de ir e vir, por não terem como pagar o transporte, tendo de permanecer diante da televisão em seus poucos momentos de lazer, a propaganda pode ser arma muito perigosa... Vide o endividamento da população com empresas fornecedoras de empréstimos, após ser seduzida por carismáticos artistas a lhe dizerem como ali o dinheiro seria “fácil, fácil, fácil”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A verdade é que o Estado que não consegue permitir que grande parte de seus cidadãos sejam pais e mães maduros e presentes para seus filhos – incapazes que são muitas vezes de cuidar até de si mesmos - tem mesmo obrigação de se transformar em um Estado-babá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quanto a ser “legal”, qualquer droga dessas terríveis que há por aí, ao ser legalizada, jamais tornar-se-ia legal no sentido de bacana, boa, respeitável, digna de belos e bem produzidos anúncios nos maiores canais de comunicação... Seria apenas legal no sentido de “sob controle” da sociedade... Sem falar que, ao contrário do que parece pleitear subliminarmente a Souza Cruz – liberdade de expressão para divulgar amplamente os seus cigarros? -, as drogas outras, após sua possível legalização, ao invés de terem seu consumo incentivado, contariam é com um especial programa educativo, propaganda contra mesmo; educação no sentido de dar-se noção, principalmente aos mais jovens, dos diferentes significados possíveis ao signo “legal”, dentre os quais sem dúvida prevalece o “controlado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Enfim, diria aos empresários que desejem total, ampla e irrestrita liberdade para dizerem o que quiserem e como quiserem sobre seus produtos, que invistam, nas próximas décadas, em Educação; que se disponham a ganhar menos; que doem parte de seus lucros; que se disponham a pagar mais impostos, inclusive relativos a heranças; que trabalhem em favor da Reforma Agrária... Assim, diante de um povo mais igual e fortalecido, diante de adultos que não sejam analfabetos funcionais, facilmente manipuláveis e sempre correndo o risco de pegar o ônibus errado, talvez possam dispor de sua propagandas como queiram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, espero que cada vez mais se vejam obrigados a aceitar as regulamentações do Estado-babá de um povo que, ainda quando intui que algo está errado, por não confiar em si mesmo, vítima que é da ideologia dominante, fica vulnerável aos apelos da propaganda e consome sem escolher... Muitas vezes, inclusive, sem poder.&lt;br /&gt;( Depois, certamente é muito mais compreensível que qualquer Estado seja babá de seu povo do que de grandes empresários e banqueiros. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, depois de tal exercício, talvez outros valores pudessem ser por tais empresários conquistados, levando-os à consciência de que LIBERDADE é muito mais do que lucrar sem limite, podendo ser justamente soltar-se da obrigação de acumular sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. 1) Em “Eu matei Sherazade...”, a escritora árabe Joumana Haddad, em um de seus desabafos, deixa claro o quanto muita liberdade dada à publicidade pode infiltrar valores na população, cerceando a liberdade de existir e de se conhecer dos indivíduos – lá como aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu matei Sherazade com as mãos de toda adolescente que morre de fome por ter sofrido uma lavagem cerebral que a levou a acreditar que os homens vão gostar dela em pele e osso.” ( embora, eu diria, alguns, sob o efeito das mesmas influências, cheguem a acreditar que gostem )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu matei Sherazade com as mãos de toda boneca Barbie que poluiu a cabeça de todas as menininhas de todas as cidades do mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Uma contradição do nosso mundo “fetichizado”, no qual tudo se transforma em objeto a ser vendido, é que, de uma ou outra maneira, alguns daqueles que com lucidez o atacam acabam sendo divulgados por vários canais... Vejam outro trecho desse livro:&lt;br /&gt;“Na verdade, foram-nos dadas unhas por uma razão: para diferenciar, para cavar mais fundo, para rasgar a pele generalizadora, sensacionalista, e estender a mão para o que está além da superfície brilhante...&lt;br /&gt;Pois os véus existem em muitos modelos e texturas: há o véu do repúdio; o véu da ilusão; o véu da mensagem política tendenciosa; o véu da visão e da extrapolação distorcidas; o véu da apreensão e do medo; o véu do julgamento tacanho; e, o mais perigoso de todos, o véu do símbolo falso, fabricado pela mídia...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6912745607873845684?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6912745607873845684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6912745607873845684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/04/liberdade-de-expressao.html' title='LIBERDADE DE EXPRESSÃO ( ? )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8268513941684545697</id><published>2011-04-11T19:38:00.000-07:00</published><updated>2011-07-07T08:14:20.374-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>ORKUT</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;SÓ PARA LEMBRAR O QUE DESDE SEMPRE - desde os primeiros textos do Cinema e Letras: Impressões - VAI AÍ, AO LADO, EM LETRINHAS AZUIS: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NÃO TENHO - nem pretendo ter - PERFIL &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;NO ORKUT OU EM QUALQUER SITE SEMELHANTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8268513941684545697?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8268513941684545697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8268513941684545697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/04/orkut.html' title='ORKUT'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6559926379720391409</id><published>2011-04-01T07:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T08:55:08.101-07:00</updated><title type='text'>Novos textos</title><content type='html'>Logo, logo, novos textos aqui no blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6559926379720391409?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6559926379720391409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6559926379720391409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/04/juiza.html' title='Novos textos'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4580276894947741269</id><published>2011-03-02T06:46:00.001-08:00</published><updated>2011-03-02T06:48:20.968-08:00</updated><title type='text'>"A VISITA"</title><content type='html'>"A Visita" é o título do romance que acabo de concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, mais uma leitura importante à disposição dos bons leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4580276894947741269?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4580276894947741269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4580276894947741269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/03/visita.html' title='&quot;A VISITA&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-976897025033111268</id><published>2011-02-03T08:56:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T13:29:14.353-08:00</updated><title type='text'>Depois do carnaval</title><content type='html'>Depois do carnaval, textos novos para os meus queridos leitores... Enquanto isso, que tal lerem ou relerem alguns dos textos -  quase sempre atuais - já publicados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance "A Juíza", também depois do carnaval, volta a ser vendido, aos domingos, na barraquinha dos "Escritores ao ar livro", na praça Getúlio Vargas, Icaraí, Niterói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-976897025033111268?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/976897025033111268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/976897025033111268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/02/depois-do-carnaval.html' title='Depois do carnaval'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2743654737883346660</id><published>2011-01-06T04:36:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T08:15:33.131-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>POR UM MUNDO MELHOR! SEMPRE</title><content type='html'>Se procurarem “março/10” no arquivo do blog, verão que, no período, dentre outros, escrevi dois textos ( “Adam Smith e Lula” e “A divisão social do trabalho” ) em torno de texto escrito pelo economista Rodrigo Constantino e publicado então pelo jornal “O Globo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo os textos, perceberão que, como sempre, falo diretamente do meu coração, sobre minhas impressões; quase “intuitivamente”, como costuma dizer um bom amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que há muito tempo descobri que os mesmos livros, os mesmos pensadores, os mesmos fatos podem ser usados tanto por aqueles que defendam, quanto pelos que condenem uma ideia... Isso, aliado à consciência que tenho do quanto – friso: não creio que seja o caso do articulista em questão – convivemos com “intelectuais” ( estudiosos de resumos de livros, incapazes de formular uma teoria própria? ) que se garantem na ignorância alheia, é o que me faz cada vez mais valorizar o como nosso coração receba qualquer coisa que nos tentem fazer engolir como verdade absoluta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o fato é que foi apenas alguns meses depois de escrever tais textos que, lendo “A Corrosão do caráter”, de Richard Sennett, registrei o quanto minha intuição, ao rebater a análise feita por Constantino em relação ao pensamento de Smith, poderia haver sido certeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ ‘A riqueza das nações’ é um livro muito grande, e os proponentes da nova economia da época de Smith tenderam apenas a referir-se a seu início dramático e otimista. À medida que o texto avança, porém, torna-se sombrio; a fábrica de alfinetes vira um lugar mais sinistro. Smith reconhece que a decomposição das tarefas envolvidas na fabricação de alfinetes condenaria os trabalhadores individuais a um dia de um tédio mortal, hora após hora passadas num serviço mesquinho. Em certo ponto, a rotina torna-se autodestrutiva, porque os seres humanos perdem o controle sobre seus próprios esforços; falta de controle sobre o tempo de trabalho significa morte espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smith acreditava que o capitalismo de sua época cruzava esse grande abismo; quando declarou que ‘os que trabalham mais obtêm menos’ na nova ordem, pensava mais nesses termos humanos que em salários. Num dos trechos mais sombrios de ‘A riqueza das nações’, ele escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘No progresso da divisão do trabalho, o emprego da parte muito maior daqueles que vivem do trabalho... passa a limitar-se a umas poucas operações muito simples; frequentemente uma ou duas... O homem que passa a vida realizando umas poucas operações simples... em geral se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível tornar-se uma criatura humana.’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 28 de dezembro último, também no jornal “O Globo”, li outro texto de Constantino. Intitulado “A ditadura do politicamente correto”, o artigo acaba fazendo importante divulgação do livro “Contra um mundo melhor”, do filósofo Luiz Felipe Pondé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escabreada, por conta de minha experiência anterior com as palavras de Rodrigo Constantino, e não tendo ainda lido qualquer dos textos – publicados pela “Folha” – de Pondé, fiquei curiosa: estaria eu mais uma vez diante de uma pessoal interpretação do economista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acabei procurando pelo referido livro, cujo título – intrigante - poderia ser mero jogo de palavras, e, não o encontrando, resolvi dar uma olhada na internet, ver se conseguia ler alguma coisa do filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois dessa vez parece que Constantino apenas abraça as ideias de alguém que realmente com ele tem afinidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem?, às vezes tenho a impressão de que há mesmo aqueles intelectuais dispostos a fazerem contorções reflexivas ( como a babá que sacode - ao invés de balançar suavemente - o bebê que resiste ao sono? ), no sentido de atordoar aqueles que precisam de ajuda para não despertarem de uma vez; aqueles que se autoenganam e se esforçam para não compreenderem que toda infelicidade e insatisfação que os habitam se originam mais de sua incapacidade de perceber-se parte do todo social do que do fato de se sentirem ameaçados em seu conforto pelas diferenças – que fazem questão de manter? - que os circundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que alguns dos artigos que pude ler do filósofo chegam a assustar mais do que qualquer um dos que tenha lido de seu divulgador... De forma bastante clara, em defesa do que seriam os interesses de uma classe média/alta inconsciente e alienada(?), ali podemos encontrar muitas ideias, como as que passo a comentar do texto intitulado “A oligarquia de esquerda”, publicado pela “Folha”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) “Mas antes da pergunta ‘o que é justiça social?’, podemos perguntar quem seriam ‘os paladinos da justiça social’. Seria gente honesta? Ou aproveitadores do patrimônio dos outros e da ‘matéria bruta da infelicidade humana’, ansiosos por fazer seus próprios patrimônios à custa do roubo do fruto do trabalho alheio ‘em nome da justiça social’?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o raciocínio capitalista que nos faz acreditar que todos estejam, o tempo todo, querendo “lucrar” é justamente aquele que a verdadeira justiça social tenderá a derrubar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, Pondé, aqueles que falam e realmente almejam ( os outros simplesmente não são de esquerda, mas de uma espécie de direita disfarçada ) a talvez utópica justiça social estão falando de um ideal a ser perseguido, e, em um ideal, não cabem os possíveis perversos, dispostos a qualquer coisa em nome de qualquer cifra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, já que o filósofo apenas conjectura, conjecturemos também: todo patrimônio é fruto de trabalho honesto? E a exploração do trabalho humano não seria roubo? Como se constituíram as primeiras propriedades particulares que têm sido transmitidas aos herdeiros, geração após geração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que, sabemos bem, a “matéria bruta da infelicidade humana” potencialmente manipulável não é encontrada apenas dentre a população menos favorecida... Toda a injustiça que nos cerca é evidente sintoma de que toda a sociedade – inclusive os seus membros melhor aquinhoados, acometidos por tantos vícios, doenças e depressões – vai bastante mal, e de que parte dela - sacudida por seus “intelectuais-babás”? - ainda não acordou o suficiente para perceber que “justiça social” é também benefício para seus próprios filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não apenas porque eles poderão transitar por um mundo mais seguro, mas porque quem insere uma vida digna para seus próximos em sua concepção de mundo desejável automaticamente se vê inserido num sentimento libertador de humanidade, que certamente não vale a pena tentar explicar àqueles que parecem haver escolhido ser tradutores dos agonizantes e mais egoístas valores de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) “Outro filósofo britânico, Locke (século 17), chamava a atenção para o fato de que sem propriedade privada não haveria qualquer liberdade possível no mundo porque liberdade, quando arrancada de sua raiz concreta, a propriedade privada (isto é, o fruto do seu esforço pessoal e livre e que ninguém pode tomar), seria irreal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imagino ocorra com a maioria dos leitores, não conheço o pensamento de Locke a ponto de poder saber o que quis o filósofo dizer com tais palavras, inclusive porque, como vimos em relação ao pensamento de Smith, pode ser bastante complicado pinçarmos uma frase ou outra de alguém que viveu para pensar e para contradizer a si mesmo sempre que necessário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem falou que justiça social implica necessariamente em abolirmos a propriedade privada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionar, no entanto, o acúmulo de riquezas resultante da exploração do trabalho e das fragilidades de outros seres humanos, sim, faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que liberdade seria afinal aquela que vive de escravizar o próximo em múltiplos sentidos? Só pode ela resultar no aprisionamento dos proprietários a suas propriedades; só pode ela resultar na maior infelicidade que pode acometer um ser humano: desumanizar-se ( vide no blog o texto “ O menino do pijama listrado”, em julho/09 ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que me assusta mais ainda é pensar que não seja difícil confundir alguém com textos como os que li de Pondé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia presenciei uma conversa na qual duas jovens mulheres diziam a uma terceira que ela, por ter um certo padrão de vida, por gostar de certos confortos, não poderia defender a justiça social como parecia querer fazer... Segundo elas, que pareciam querer calar dentro de si a inquietação provocada pelas palavras da amiga, ser socialista – ou qualquer coisa que o valha – era escolher a pobreza como estilo de vida. E ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, justiça social, sabemos bem, não significa igualarmos todos pelo padrão mais baixo. Justiça social a longo prazo é na verdade garantir a todos direitos não apenas básicos, mas também aqueles de escolhas mais sofisticadas ( vide o pensador indiano Armatia Sen ), como, por exemplo, o consumo de algumas iguarias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, gostar de conforto e de belas coisas certamente não torna qualquer um de nós mau. A diferença entre as pessoas não se evidencia ao observarmos aquilo de que gostam ou aquilo que usam. Mas aquilo que são capazes de fazer para obterem o que gostariam de possuir ou usufruir. Ou aquilo de que são capazes de abrir mão em nome de abstrações como solidariedade e dignidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo socialmente justo, Pondé, poderá continuar a haver ricos, até riquíssimos, mas a distribuição de riquezas se dará de maneira humanizada, não havendo lugar para as misérias material e humana que nos cercam...&lt;br /&gt;O caminho? Reforma tributária... Reforma agrária... Reforma política...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforma humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) “Engana-se quem acha que propriedade privada seja apenas "sua casa". Não, a primeira propriedade privada que existe é invisível: sua alma, seu espírito, suas ideias. É sobre elas que a oligarquia de esquerda avança a passos largos. Em nome da "justiça social" ela silenciará todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer homem que pense – até o mais rico entre nós, como temos visto acontecer -, que tenha ideias próprias e não apenas de classe; qualquer homem que tenha coragem de ir fundo dentro de si mesmo, descobre-se tão próximo de todo e qualquer outro ser humano que trabalhar pela justiça social pode se tornar a única forma através da qual possa se sentir realmente livre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2743654737883346660?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2743654737883346660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2743654737883346660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2011/01/por-um-mundo-melhor-sempre.html' title='POR UM MUNDO MELHOR! SEMPRE'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4671307471842422581</id><published>2010-12-28T06:12:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T08:59:05.117-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Você vai conhecer o homem dos seus sonhos</title><content type='html'>Em “Tudo pode dar certo”, tive a impressão de que Woody Allen se aproximara de uma espécie de tranquilidade lúcida diante do absurdo da vida e da humanidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, em “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”, sou obrigada a admitir que o cineasta deixa-se pender novamente para espécie de irônico e desconfortável pessimismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que as palavras que abrem suas histórias são aquelas mesmas que podem ser tomadas como resumo da mensagem que deseja registrar... Assim é que, lembrando Shakespeare, a voz narradora do filme nos fala que a vida é plena de sons e fúria a resultarem em absolutamente nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como boa obra de arte, a verdade é que “Você vai conhecer...” consegue reproduzir a ideia apresentada tanto em seu conteúdo quanto em sua forma: ao final do filme, ficamos mesmo com a sensação de que, apesar de algumas promessas ( som e fúria? ), fomos arremessados no mais absoluto nada... Nada esse coroado pelas palavras do narrador que, fechando a última cena, faz questão de frisar o quanto a ilusão pode ser nossa única chance de felicidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro os sentimentos provocados em mim por “Tudo pode dar certo” ( procure aqui o texto em maio/10 ). Mas respeito o momento do cineasta, certa de que muitas vezes esse “retrocesso” pode representar futuro aprofundamento nas questões pelas quais tenha sido cortejado durante a realização do outro filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, Fernando Pessoa já nos dizia que o maior sentido da vida é não ter ela sentido algum... E, no entanto, é também lendo seus belos textos que acabamos por descobrir o quanto tal consciência é justamente – adoro os paradoxos da existência! - aquela que, ao nos levar a abdicar do obsessivo desejo de encontrarmos para nossa vida um sentido egoísta no qual possamos satisfazer nossas vaidades umbilicais, acaba por nos mostrar que a solidariedade com cada outro indivíduo arremessado no mesmo absurdo existencial pode representar a verdadeira razão de nossa existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. De qualquer forma, os personagens Greg e sua amante, ainda que pertencentes a um plano secundário, ao parecerem de certa maneira harmonizados em suas vidas, levam-nos a pensar que os “sons e fúrias” que não levam a lugar algum talvez sejam aqueles resultantes dos desejos essencialmente egoístas e pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os do escritor medíocre e de sua esposa, esta última tão preocupada com o próprio umbigo que sequer se incomodou com o fato de sua mãe consultar uma vidente charlatã, desde que isso não afetasse sua própria vida... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Como os do velho - vivido por Anthony Hopkins - ansioso por negar a passagem do tempo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4671307471842422581?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4671307471842422581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4671307471842422581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/12/voce-vai-conhecer-o-homem-dos-seus.html' title='Você vai conhecer o homem dos seus sonhos'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-528246139455072124</id><published>2010-12-18T05:59:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T10:45:12.254-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Desejo a todos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Desejo a todos - nos próximos final/início de ano - toda a alegria e toda a paz possíveis apenas àqueles que se dispõem a oferecer ao mundo o seu melhor como seres humanos.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-528246139455072124?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/528246139455072124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/528246139455072124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/12/desejo-todos.html' title='Desejo a todos'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-910627130749799107</id><published>2010-12-03T14:03:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:00:10.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Lucidez Espiritual</title><content type='html'>Segundo Nilton Bonder, em "O Sagrado", a lucidez espiritual nos situa no universo sem que o distorçamos de forma grosseira. E cita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Diz a Ética dos Ancestrais: (4:1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é sábio?&lt;br /&gt;Aquele que aprende de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é poderoso?&lt;br /&gt;Aquele que contém o próprio ímpeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é rico?&lt;br /&gt;Aquele que se satisfaz com o que é e tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é respeitado?&lt;br /&gt;Aquele que respeita."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-910627130749799107?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/910627130749799107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/910627130749799107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/12/lucidez-espiritual.html' title='Lucidez Espiritual'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7276533505207751943</id><published>2010-12-03T11:59:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:01:20.804-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>REVOLUÇÃO</title><content type='html'>A VERDADEIRA REVOLUÇÃO ACONTECE DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7276533505207751943?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7276533505207751943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7276533505207751943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/12/revolucao.html' title='REVOLUÇÃO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-446480466536653467</id><published>2010-12-02T04:53:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:02:19.217-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>"Grandes esperanças"</title><content type='html'>Volta e meia constato o quanto Cora Rónai é capaz de dizer o que pensa em poucas linhas... Nem sempre alcanço o mesmo resultado: o texto que escrevi sobre o filme “Tropa de Elite 2”, por exemplo, provavelmente por sua extensão, acabou se revelando um amontoado de opiniões ( ainda que minhas ), oferecendo talvez ao leitor menos clareza sobre o que penso a respeito dos temas ali tratados do que eu poderia desejar. Tanto assim que resolvi retirar o texto do blog ( é o que faço sempre que fico em dúvida quanto à clareza e/ou utilidade de algum texto ) e pensar na possibilidade de dividi-lo em três ou quatro menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, em sua crônica de hoje, no jornal “O Globo”, intitulada “Grandes esperanças”, Cora nos fala de seus sentimentos diante da constatação da existência de dois grupos humanos em nossa sociedade... Segundo compreendi: aquele dos que tiveram amor e melhores oportunidades de Educação, e o constituído pelos que, privados de toda chance de valorização e aperfeiçoamento humanos, correm o risco de acreditar encontrar, em uma organização criminosa ou através dela, a "visibilidade" perdida ( de que fala o sociólogo Luiz Eduardo Soares ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, sobre o crescimento da criminalidade, a jornalista afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não acredito que a ‘culpa é da sociedade’. A sociedade trabalha como um camelo e paga cada vez mais impostos, exatamente para que os gerentes que elege para cuidar do coletivo possam construir e manter escolas e hospitais, organizar e vigiar a polícia, prestar atenção à urbanização e assim por diante. A culpa tem nome, endereço e CPF: todo governante, todo político que desviou dinheiro, que fez acordo com o crime, que preferiu as pompas do poder ao trabalho que foi contratado para fazer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que a culpa – ou ausência dela – da sociedade como um todo diante das desgraças que nos assolam pode ser medida levando-se em conta apenas o que ela paga em forma de impostos? Não seria a reverência prestada por cada vez um maior número de seus membros diante de riquezas, poderes e sucessos e futilidades, em detrimento dos melhores valores humanos, a fôrma dentro da qual crescem muitas crianças? Não são, muitas vezes, as crianças que vêem o pai - ou alguém admirado -pisar, em nome de algum tipo de lucro, o amigo, o sócio, o vizinho ou o empregado que um dia virão a assumir postos na Polícia, ou serão eleitas para os nossos Legislativo e Executivo ( afinal, qual a profissão mais escolhida pelos ditos "pitboys"? )?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de uma pessoa sensível e humana, como a jornalista em questão parece ser, colocar como prova de estarmos, enquanto sociedade, quites com todos os que nos rodeiam apenas porque pagamos em dia nossos impostos, parece demonstrar como nossos valores foram invertidos.&lt;br /&gt;Desde quando, pais que cercam seus filhos de todo o conforto e lhes dão as costas podem dizer que cumpriram sua missão? Pois sabemos que educamos muito mais com nosso testemunho de vida do que com ensinamentos formais pagos em altas mensalidades... Como podem pais entregues a qualquer tipo de vício, por exemplo, alertarem seus filhos sobre o perigo das drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não estamos justamente a dizer que a única chance de vermos revertida a barbárie que nos ameaça é a Educação? Em casa. Nas escolas. No seio da sociedade. Afinal, mais do que impostos, precisamos oferecer valores humanos aos jovens e crianças que nos cercam. Até para que qualquer dinheiro de qualquer imposto encontre, um dia, profissionais respeitáveis - bem criados e educados pelo exemplo dos que os cercam - que saibam/queiram lhe dar, única e exclusivamente, a direção correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, se tantos se curvam diante do dinheiro e do poder – e o desejo de ter criaturas curvadas diante de si, no mundo capitalista de hoje, parece se haver confundido com o humano desejo de ser amado -, dinheiro e poder serão o que tantos outros buscarão ter. Infelizmente, muitos sem qualquer preocupação com o caminho a ser percorrido: criminosos, para estes, sempre serão os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que acabo depositando “grandes esperanças” na possibilidade de conscientização ( passando pelo autoconhecimento ) não das massas mas de nossas classes médias que, atordoadas pelas alegrias que imaginam pulular no andar de cima, não medem esforços para lograr a simpatia ou ao menos um banquinho para sentar-se ao lado de um ou outro membro de nossas elites. Muitas vezes servindo a interesses nada admiráveis e constituindo-se massa de manobra indispensável para a manutenção do status quo e de toda injustiça que isso possa representar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo da necessidade de tal conscientização? Ora, valores - aquilo por que uma pessoa vive, morre e algumas vezes até mata - são, via de regra, reproduzidos em cascata, de cima para baixo ( da mesma forma que bolsas Louis Vuitton são copiadas e vendidas nas esquinas ). E as classes médias conscientes poderiam não só evitar o próprio deslumbramento com o andar de cima, como, ao dar rumo mais humano a seus objetivos, certamente haveriam de refleti-los no andar de baixo. ( Leia aqui "Capitalismo: uma história de amor", julho/2010; "Respeitabilidade e Autoengano", abril/2010; "O Menino do Pijama Listrado", julho/2009 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o que tentei dizer, em minha análise do filme “Tropa de Elite 2”, resumo aqui: não há como querermos mudar a realidade a nossa volta e acabar com a bandidagem que nos ameaça por todos os lados apenas apontando o dedo para uma ou outra de nossas instituições putrefatas ( embora, obviamente, esperemos punição igual para cada criminoso, seja qual for sua classe social ), se elas foram apodrecidas pela presença daqueles que aprenderam a valorizar e a querer acima de tudo dinheiro e poder enquanto eram alimentados no seio de algumas parcelas nada admiráveis de nossas classes privilegiadas; ou em torno delas, a observá-las... Tomando como exemplo seus valores, suas escolhas e suas atitudes... Desejando - em completa alienação -, mais do que a própria vida, TER/ser como elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-446480466536653467?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/446480466536653467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/446480466536653467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/12/grandes-esperancas.html' title='&quot;Grandes esperanças&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-763532059300418729</id><published>2010-11-29T17:47:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:03:30.372-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>"Quando me apaixono"</title><content type='html'>Sinceramente, não posso compreender por que “Quando me apaixono” não logrou o sucesso merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as críticas que cheguei a ler concluíram tratar-se de um filme "feminino" em torno da maternidade, ou, no máximo, sobre a questão da adoção; além de manifestarem alguma perplexidade diante de uma Helen Hunt completamente sem maquiagem e de um Salman Rushdie numa pontinha de médico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível que ninguém associou a “piada” que inicia e fecha a película tanto à presença do escritor de “Versos Satânicos” quanto à nenhuma produção da imagem da atriz? Será que ninguém percebeu que “Quando me apaixono” é na verdade um filme sobre a FÉ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A historinha da abertura é mais ou menos assim: o pai pede ao filho pequeno que suba um degrau da escada e, em confiança, pule, a seguir, em seus braços. Assim, de degrau em degrau. Quando o menino se joga, afinal, de altura considerável, o pai se afasta, deixando-o estatelar-se no chão, sob a macabra pergunta: “Aprendeu a lição?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, podemos pensar que tal lição seja a fria conclusão de que, na vida, não se pode confiar em ninguém, nem no próprio pai. E nos assustamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde, então, o Deus amoroso, que deveria nos proteger de todo o mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É diante de tal questão, após seguidas perdas a abalarem sua fé, que se vê April, a personagem de Helen Hunt. Mas ela acaba sendo confrontada – com a ajuda da mãe biológica recém encontrada - com a necessidade de reconhecer que Deus é Amor, sim. Mas talvez seja também Temor. Simples e Complicado... De certa forma, exatamente como ela própria e como aqueles que a cercam: capazes de amar e de trair...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do filme, sabemos que a historinha pode ser mais libertadora do que amedrontadora. Só quem sabe que a qualquer momento pode ser magoado é que realmente se torna capaz de amar, de perdoar. Só quem sabe que, “querendo ou sem querer”, pode vir a trair, de alguma maneira, inclusive aqueles que ama, torna-se realmente capaz de dar, de receber, e também de evitar a traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lição "dura" transmitida pela metáfora judaica, enfim, talvez fale da Unidade, da compreensão e da aceitação de nós mesmos, de nosso próximo e da VIDA em sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo a ver com o rosto lavado e belamente envelhecido de Helen Hunt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Em "O Sagrado", livro do rabino Nilton Bonder, encontramos fundamentos para essa teoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É sem dúvida impressionante a grandeza de um ser que pensa e que consegue não se colocar no topo de nenhuma cadeia ou pirâmide. Há nobreza no pensamento que não se enreda em autovalorização e autoglorificação e se submete a uma incessante auditoria para não se corromper por seus próprios desejos&lt;strong&gt;. Não somos especiais e esse é o segredo do segredo&lt;/strong&gt;." )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O título do filme em Português poderia ser melhor escolhido.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-763532059300418729?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/763532059300418729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/763532059300418729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/quando-me-apaixono.html' title='&quot;Quando me apaixono&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1836773812206286908</id><published>2010-11-21T19:12:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:05:42.722-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Cristovam Buarque ( 2 )</title><content type='html'>Em artigo intitulado “Gordura e crescimento”, publicado no jornal O Globo do último sábado, o senador Cristovam Buarque traça um interessantíssimo paralelo entre o excesso de gordura em nossas cinturas, sabidamente pernicioso, e a gordura acumulada pelas sociedades capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cinturas, em sociedades desiguais como a nossa, seriam as classes mais favorecidas, que representam os 20% que consomem, segundo o senador, 85% de todos os bens produzidos... Segundo o texto, tal concentração não pode ser considerada positiva, resultando em espécies de dores e tumores por todo o corpo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos sabendo ainda, durante a leitura do referido artigo, que andam em busca de um outro indicador para o progresso, em vista do total contraste da valorização do PIB com essa nova consciência – uma possibilidade seria o IDH -; e também que a Europa discute espécie de “Decrescimento Feliz”, que se resumiria no "decrescimento da produção de bens materiais e privados, com aumento na oferta de bens e serviços públicos e culturais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristovam Buarque não se esquece de ressaltar que esse decrescimento, numa sociedade tão desigual como a nossa, não poderia ser linear, levando-nos a deduzir que, paralelamente a ele, ou antes dele, seria necessário implementar-se algumas reformas ( aquelas previstas no último Plano Nacional de Direitos Humanos? ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mesmo sabendo o quanto a novidade encontrará resistência, sabemos que o primeiro passo, que é pensar-se seriamente sobre o assunto, já foi dado. E, afinal, como lembra o senador, se houve um tempo em que as pessoas muito gordas eram símbolos de saúde, riqueza e satisfação, e hoje essa visão acabou por se inverter, é claro que podemos ter esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1836773812206286908?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1836773812206286908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1836773812206286908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/cristovam-buarque-2.html' title='Cristovam Buarque ( 2 )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8607383654998984257</id><published>2010-11-21T19:08:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T09:06:57.880-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Cristovam Buarque ( 1 )</title><content type='html'>Parece que o senador Cristovam Buarque apresentou projeto de lei que obriga todo político eleito ( prefeitos, vereadores e deputados ) a colocarem seus filhos nas escolas públicas de suas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelente ideia, que deveria desde já receber todo o apoio possível. Seus presumidos efeitos, eu não preciso sequer enumerar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em texto intitulado “Sobre as Cotas”, julho/09, eu sugiro outra também interessante forma de levarmos cada um de nossos legítimos representantes a agir como tal. Veja no trecho abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Assim é que fico imaginando o que poderia ser feito, paralelamente ao estabelecimento do sistema de cotas, no sentido de que dele pudéssemos abrir mão o mais breve possível. E não consigo imaginar seguimento da sociedade com mais DIREITO e OBRIGAÇÃO de participar diretamente desse momento do que nossos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente porque se, escolhidos pelo povo - sobre o qual pesa toda a amorfa culpa histórica de que falávamos -, acabam usufruindo de inumeráveis benefícios, nada mais justo do que, também como nossos representantes, serem obrigados a contribuir com uma porcentagem da verba destinada a seus gabinetes ( que no Brasil parece ser três vezes maior do que nos países de primeiro mundo ) ou de seus salários, com o objetivo de criar condições, a médio prazo, de nossos jovens negros e pobres poderem ingressar por mérito nos cursos superiores de sua escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa contribuição, além de destinar-se à melhoria da qualidade do ensino de modo geral, incluindo-se aí uma atenção aos cursos de formação de professores, poderia ter ainda um destino revolucionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando a possibilidade de uma MESADA a ser oferecida a cada aluno da rede pública, em pequenas parcelas diárias ou ao final de cada semana de aula ( garantindo sua presença na escola ), para que ele pudesse ter condições similares às de nossos filhos diante da rotina escolar: lanche ( além da merenda oferecida pela escola – por que não? ), material, LIVROS, passagens ( eles não precisam ir apenas à escola ), CINEMA, xeroxes, DIGNIDADE. O que, por acréscimo, ao desonerar suas famílias, acabaria por melhorar expressivamente sua qualidade de vida e, automaticamente, o aproveitamento dos estudantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que cada aluno seria observado por assistentes sociais, psicólogos e professores no sentido de se identificar se estaria adquirindo o material necessário aos estudos, bem como andando limpo e alimentado. E, dentre os inúmeros benefícios de tal medida, registre-se que muitos desses jovens deixariam de ser alvo fácil de qualquer grupo que desejasse cooptá-los para o crime, acenando-lhes com dinheiro sujo e prazo de validade estreito. A escolha seria rápida: sua mesada, além de limpa, a acenar-lhes com a possibilidade do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre-se também que ninguém poderia acusar tal medida de “paternalista”, justamente porque é o que seria mesmo ela, uma vez que, em última análise, somos todos e cada um de nós, adultos, de certa forma, "paternalmente" responsáveis por cada criança que nos há de suceder no tempo e na História.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8607383654998984257?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8607383654998984257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8607383654998984257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/cristovam-buarque-1.html' title='Cristovam Buarque ( 1 )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1345893641014339592</id><published>2010-11-21T05:27:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T16:15:12.265-08:00</updated><title type='text'>VOVÓ ( 2 )</title><content type='html'>Acabo de receber simpático e-mail do amigo Saint-Clair Machado de Mello, que mantém o blog "Asfalto e Mato" ( com o nome dele e o nome de seu blog, no Google, vocês chegam lá ), sobre a minha tentativa de por em palavras a emoção de ser avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, que já é avô há algum tempo, sabiamente me aconselha a esperar pela concretização do fato para escrever sobre o assunto, pois será quando a emoção, em suas palavras, definir-se-á como "&lt;strong&gt;um amor acachapante antes da derrocada final do ser humano".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo! Lindo! Lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, da mesma forma que a paternidade e a maternidade não sensibilizam alguns dentre nós, imagino que o poder do sentimento “voterno” não esteja acessível a todos aqueles que começam a ver seus filhos se multiplicarem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, cujo papel de mãe sempre foi a prioridade da minha vida, imagino que realmente irei a nocaute quando vir meu neto nos braços de sua mãe... Quando pegar o nosso reizinho em meus braços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Freud, três grandes golpes foram desferidos, ao longo da História, na vaidade humana: além da descrição, feita por ele mesmo, do inconsciente, que levava o homem à certeza de não ser senhor em sua própria casa, a constatação, de Copérnico, sobre a Terra não ser o centro do Universo, e os estudos de Darwin, segundo os quais descendemos do macaco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando que muitos parecem se haver protegido de tais golpes com mais vaidade ainda... A ponto de tentarem hoje vencer também o tempo, inclusive recusando-se a assumir o papel de avós... Como se não quisessem deixar o lugar - ilusório? - de protagonistas...; preferindo abrir mão da dádiva de se sentarem na privilegiada cadeira dos derretidos espectadores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apenas prestássemos atenção à fugacidade de nossas vidas – a "derrocada final" sempre está à espreita -, isso bastaria para nos tornarmos humildes, independente de termos vindo ou não dos macacos, ou de sermos movidos por acontecimentos dos quais não temos a menor lembrança... Pois o simples fato de aceitarmos nosso fim - iminente como o de qualquer ser humano - levar-nos-ia à permanente consciência e consequente aceitação de não sermos o centro do Mundo. E pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, acredito que o amor por nossos netos, tão fortemente quanto o amor por nossos filhos, seja espécie de ensaio para o amor universal, também porque nos oferece, carinhosamente, através desse “amor acachapante antes da derrocada final”, a consciência de que sempre chega a hora de passarmos nossa "coroa"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que mesmo aqueles dentre nós que nunca tiveram filhos, se olhassem a sua volta de coração aberto, teriam a oportunidade de perceber – na beleza e nos sonhos dos jovens e na pureza e alegria de todas as crianças ( postos permanentemente revezados ) - que não há por que lançarem mão de tantos recursos, teimosos em não ceder o seu lugar às gerações que seguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não existe sentimento que possa justificar mais a vida de um homem do que o sentimento da sucessão humana, a levá-lo à consciência da única razão possível para que haja nascido: colaborar na construção de um mundo melhor não para si mesmo, mas para aqueles que vêm depois. Sejam eles seus filhos e netos, ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1345893641014339592?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1345893641014339592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1345893641014339592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/vovo-2.html' title='VOVÓ ( 2 )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-9089158073029604769</id><published>2010-11-20T03:57:00.000-08:00</published><updated>2010-11-20T04:10:35.320-08:00</updated><title type='text'>VOVÓ ( 1 )</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Perplexidades à parte, fiquemos com o que realmente importa: já me sinto avó desde que minha &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;filha resolveu engravidar... &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas agora, que começamos a contagem regressiva, simplesmente não consigo colocar em palavras o que sinto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas hei de tentar!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-9089158073029604769?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9089158073029604769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9089158073029604769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/vovo-1.html' title='VOVÓ ( 1 )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5556398027118376377</id><published>2010-11-19T05:56:00.000-08:00</published><updated>2011-07-07T10:44:04.987-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Madastavicius'/><title type='text'>Querido John</title><content type='html'>O fato é que cada vez me convenço mais de que estar entre os livros mais vendidos ou dentre os filmes mais assistidos nem sempre tem a ver com a qualidade da obra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Querido John”, que acabo de assistir e imagino que o livro não seja muito diferente, pode ser resumido em duas palavras: superficial e piegas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5556398027118376377?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5556398027118376377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5556398027118376377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/querido-john.html' title='Querido John'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8956375417575388989</id><published>2010-11-16T16:58:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T17:01:04.849-08:00</updated><title type='text'>Aritmética Emocional</title><content type='html'>Bom filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas contas precisam ser feitas... E todos os sofrimentos devem ser respeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODOS!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8956375417575388989?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8956375417575388989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8956375417575388989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/aritmetica-emocional.html' title='Aritmética Emocional'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4224325807710197793</id><published>2010-11-16T16:48:00.001-08:00</published><updated>2010-11-16T16:58:18.950-08:00</updated><title type='text'>Mary e Max</title><content type='html'>Muito interessante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar de ser espécie de desenho animado, nada apropriado para crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4224325807710197793?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4224325807710197793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4224325807710197793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/mary-e-max.html' title='Mary e Max'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4515122162327810833</id><published>2010-11-12T08:06:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T05:49:55.741-08:00</updated><title type='text'>FRACASSO(?)</title><content type='html'>De vez em quando, penso em parar com o blog... Essa minha necessidade de falar de minhas impressões, de dizer o que sinto e penso, às vezes me deixa preocupada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente quando vejo pessoas que, como o jornalista/cineasta Arnaldo Jabor, parecem não saber ouvir, sobre seu trabalho ou ações, opiniões que, sob seu próprio ponto de vista, não lhes sejam favoráveis ou destoem da imagem que fazem questão de ter ( e de impor aos outros ) de si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referido jornalista/cineasta manifesta seu descontentamento, em relação, por exemplo, aos comentários pouco elogiosos a seu recém-lançado filme “A suprema felicidade”, através de sua coluna no jornal O Globo... O artigo que me levou às presentes reflexões intitula-se “Patrulhas ideológicas e patrulhas pop” e foi publicado na última terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico pensando que aqueles que, não sabendo receber críticas e não tendo qualquer habilidade com as palavras, ou qualquer dom criativo, através dos quais possam expressar seu orgulho ferido(?), possam lançar mão de artifícios outros – trotes telefônicos? - com o único intuito de desconfortar os que, de uma ou outra maneira, acabem por “revelá-los”, ainda que por tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, acabo concluindo mesmo é que a mediocridade humana existe e que todo mundo que escreve ou diz o que pensa e sente acaba tendo de aprender a lidar com ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, no entanto, mais difícil de compreender é como criaturas nada medíocres, como certamente é o caso do jornalista/cineasta Arnaldo Jabor, possam prestar-se ao papel de responder com tamanha revolta àqueles que não puderam ver em seu filme aquilo que talvez a princípio desejassem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam estes trechos, do texto do cineasta, que se referem a um dos críticos de “A suprema felicidade”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sei que grandes frustrações na vida se compensam por elusivas fantasias de grandeza. Sei que a onipotência não realizada, o narcisismo que parou no meio provocam ódio, e entendo que ele tenha buscado, digamos, 'profissionalizar' seu rancor. Assim ele descolou esse 'bico' para aliviar sua dor interna.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“’A dignidade severa é o último refúgio dos fracassados.’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, em alguns momentos, parece que podemos voltar suas palavras para sua própria demonstração de intolerância ( justo Jabor, que sabe melhor do que ninguém agudamente criticar ) com a variedade de opiniões possíveis aos diferentes seres humanos, diante da mesma situação, do mesmo fato, da mesma obra de arte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à última afirmação, sugeriria ao jornalista/cineasta ( que respeito acima de tudo pela lembrança de belos textos seus produzidos em uma sua outra fase ) a leitura do livro “A corrosão do caráter”, de Richard Sennett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro, o autor consegue relativizar o conceito de “fracasso”, mostrando como ele está associado ao sistema, aos valores capitalistas... Dentre as inúmeras e profundas conclusões que tiramos de seus capítulos, uma das principais talvez seja que o maior de todos os fracassos é não sermos capazes de assumir qualquer um de seus tipos. E todos sabemos que uma boa bilheteria nem sempre é prova do sucesso de um filme, a não ser que o único objetivo dos envolvidos em sua produção possa ser em cifras colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerro com uma frase de Sennett:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando as pessoas acham vergonhoso estar em necessidade, podem tornar-se mais decididamente desconfiadas das demais.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4515122162327810833?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4515122162327810833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4515122162327810833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/fracasso.html' title='FRACASSO(?)'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5239182119433134340</id><published>2010-11-07T10:21:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T11:19:34.188-08:00</updated><title type='text'>Ônibus 174</title><content type='html'>Acabo de assistir ao filme “Ônibus 174”, e fiquei abismada, ao constatar que seu diretor é o mesmo José Padilha de “Tropa de Elite 2”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse capacidade para conduzir um roteiro como esse, certamente me prepararia para aprofundar, em outro filme, as teorias nele suscitadas - em vista de desgraças como aquela -, em torno da responsabilidade disseminada por todo o tecido social... Algo bem mais abrangente do que o diretor acabou por fazer - com estrondoso sucesso, diga-se de passagem - em seus dois últimos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico a me perguntar, então, qual o peso da influência do produtor, do diretor e do roteirista no delineamento do espírito de cada filme...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5239182119433134340?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5239182119433134340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5239182119433134340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/onibus-174.html' title='Ônibus 174'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4079086382651587906</id><published>2010-11-07T09:36:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T02:17:50.938-08:00</updated><title type='text'>MACHUCA</title><content type='html'>Belíssimo filme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao registrar o momento, da história do Chile, em que o governo de esquerda de Allende é violentamente substituído pela ditadura de Pinochet ( apoiada pelo governo norte-americano ), dá mostras de como a classe média – iludida e manipulada pelos anseios capitalistas – acaba sendo usada como massa de manobra naquele asqueroso golpe militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelentes artistas, as crianças conseguem transmitir com muito realismo o quanto “a política” que nos rodeia acaba por interferir em nossos relacionamentos pessoais, colocando em xeque os melhores valores humanos... Inclusive a amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4079086382651587906?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4079086382651587906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4079086382651587906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/machuca.html' title='MACHUCA'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8405378168479705795</id><published>2010-11-07T08:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T05:51:47.212-08:00</updated><title type='text'>"A suprema felicidade"</title><content type='html'>Sinceramente, não sei se gostei de não gostar do filme de Arnaldo Jabor, fortalecendo minha ultimamente normal tendência a não gostar daquilo que faça o jornalista/cineasta... Ou se, no fundo, esperava encontrar, em “A suprema felicidade”, motivos para esquecer os textos intragáveis que ele tem escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que não gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme – que tomarei como autobiográfico, pelo menos em algum sentido -, apesar dos ótimos atores, é chato ( as piadas são infames ), cansativo, “histérico”, como a maioria dos textos que tenho suportado ler de seu autor... A conclusão parece ser que o título é um deboche, e que Jabor acredita que a felicidade, em sua fugacidade, simplesmente não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, a película, de muito mau gosto, ao contrário do que tenho ouvido dizer alguns, nem por um momento poderia ser compreendida como algum tipo de louvor ao Rio de Janeiro, ou a uma época... Acredito que todos que, como eu, não tenham qualquer lembrança dos anos 40/50, ou aqueles que os guardem vivos na memória sequer por um segundo sentiram-se nostálgicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi alguém, por exemplo, conseguir mostrar tanto desprezo pelas prostitutas, sem dizer que esse seria seu propósito, como Jabor, em “A suprema felicidade”... Aliás, o sexo, no filme, parece sempre colocado de modo perverso... Os sons vindos do quarto dos pais do menino Paulo - eles não tomavam qualquer tipo de cuidado? - incomodavam-no muito... Suas fantasias, associadas aos disparates ouvidos dos grotescos padres do colégio, poderiam mesmo favorecer a construção de uma sexualidade atormentada... E não é que, ao chegar à juventude, todas as mulheres que o atraem, além de parecidas fisicamente com sua mãe, parecem também, como ela, bastante místicas, além de gostarem de dançar e/ou cantar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena da mãe, buscando a “vidente”, cuja família era constituída por cegos, parece ser outro deboche... Jabor sempre fez questão de dizer, em seus artigos, de seu ceticismo... E parece haver acabado, ironia!, tão assombrado por seu passado, por sua visão pessimista da vida e da morte, quanto cada uma das personagens femininas - que acaba por delinear - a se dizerem em contato com o sobrenatural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forte impressão que nos fica, ao sair do cinema, é a de que, apesar de tudo – e talvez como qualquer um -, Jabor tenha uma visão bastante benevolente de si mesmo... O menino da história, em cada uma de suas fases, é sempre o “mocinho”. Ainda quando, na juventude, acaba por "vingar-se” do pai, que trai a mãe ( a fixação do menino por ela - antes de traí-la, o militar sufoca sua ânsia pela vida - é evidente )... Paulo apaixona-se e conquista - incestuosamente? - a moça pela qual o progenitor estava fascinado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico me perguntando se a raiva que Jabor tem demonstrado nutrir por Lula e pelo PT, fazendo a corte a ideias incompreensíveis, não seria fruto do sentimento ali surgido... Será que o cineasta/jornalista, em algum momento, sentiu como se a esquerda o houvesse traído, ao “deixar-se" ( e a sua pátria - mãe - amada ) sufocar pela ditadura militar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, no fundo, de certa forma, Paulo culpasse sua mãe ( o que é, afinal, aquele teatrinho de terror "apresentado" ao menino de 8 anos e a seus coleguinhas? )...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se, depois de tantos anos longe dos roteiros, Jabor resolveu escrever “A suprema felicidade” à guisa de exorcismo, fico satisfeita... Pois tenho uma vaga lembrança de uma fase sua na qual produzia textos apaixonados pela possibilidade de um mundo melhor... Quem sabe possa retomá-los agora, reorganizados seus arquivos internos? Deixando desmancharem-se suas mágoas, seu nojo(?), seu desprezo(?) pelo ser humano, pela vida que o tornou impotente(diante da ditadura?)... Por outro lado, permitindo crescer, em seu coração, a certeza de que a felicidade fugaz de que lhe falava o avô – que a experimentara por “10 minutos” - talvez seja o máximo, a suprema felicidade a ser almejada por todos os homens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Obs. 1) A verdade é que, se essa felicidade for fruto da percepção da unidade, da consciência de sermos um com toda a humanidade – com DEUS -, ainda que a experimentemos uma única vez, sua lembrança há de encorajar-nos, iluminando o resto de nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;2) A cena em que o avô mostra a Paulo o homem morto pode ser compreendida como um aceno ao menino para a necessidade de se aproveitar a vida, os prazeres carnais, enquanto isso for possível, uma vez que o fim pode nos surpreender ( infelizmente, talvez seja essa a mensagem do filme )... Mas, por outro lado, poderia ser simplesmente um pedido de sua atenção para aquilo que, acima de tudo, une cada um de nós a cada outro ser humano: sim, somos mortais. Motivo mais do que suficiente para sermos - uns com os outros - infinitamente solidários.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8405378168479705795?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8405378168479705795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8405378168479705795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/11/suprema-felicidade.html' title='&quot;A suprema felicidade&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-9108384725694131227</id><published>2010-10-31T19:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T19:08:42.728-07:00</updated><title type='text'>PARABÉNS, DILMA!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Parabéns, Dilma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, Lula!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, principalmente, parabéns ao povo brasileiro!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-9108384725694131227?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9108384725694131227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9108384725694131227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/parabens-dilma.html' title='PARABÉNS, DILMA!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6239185312938486116</id><published>2010-10-22T16:56:00.000-07:00</published><updated>2010-12-28T17:37:39.972-08:00</updated><title type='text'>TROPA DE ELITE 2 - resumos do texto original ( não deixe de ler também o texto "Grandes esperanças", dezembro/10 )</title><content type='html'>Comecemos pelo fim: durante a última cena de “Tropa de Elite 2”, na qual somos levados a sobrevoar Brasília e seus castelos, a voz de Nascimento nos coloca diante da seguinte questão: “quem sustenta tudo isso?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, se o didatismo não se fizesse presente nas explicações que seguem e que nos levam a deduzir o ponto de vista do diretor ou roteirista do filme, o espectador, largado, sem paraquedas, sob o peso dessa interrogação, talvez fosse capaz de aterrissar em conclusões menos óbvias do que a certeza de que esse preço esteja embutido apenas nos impostos pagos pelo povo e nos maus serviços por ele recebidos, com a insegurança e a corrupção a ameaçarem a todos permanentemente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento – ou José Padilha - tem razão sobre o preço alto pago por todos nós. Mas peca ao tentar nos levar a crer que o que sustentamos seja apenas a boa vida de marginais travestidos de políticos... Pois não apenas sustentamos aquilo tudo no sentido de mantê-lo, financiá-lo, mas também no sentido de originá-lo. Com nossas escolhas diárias. Com nossos valores. Com nossa sede consumista. Com cada uma de nossas posturas diante de cada acontecimento... Os valores - aquilo por que um homem vive e morre e algumas vezes mata– são produzidos e transmitidos, em cascata, SEMPRE de cima parabaixo. E aí está a RESPONSABILIDADE de nossas elites, das classes privilegiadas, dos pensadores e intelectuais diante de nossa miséria humana e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é apenas do maconheiro que, em certo sentido, se pode dizer que sustente os traficantes... Outros vícios, como dinheiro e poder e vaidades, além de, por tabela, serem pai e mãe do vício em qualquer droga, são exatamente o que sustentam, alimentam e multiplicam toda a podridão que vemos a nossa volta e embaixo de nós, caso sobrevoemos Brasília ou as casas de muita gente “boa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a classe média colabora: toda vez que, por exemplo, um de seus filhos compra recibos para o imposto de renda ou adquire um produto pirateado ( a cada vez que o povo “dá um jeitinho” diante daquilo que acha injusto, ele se acomoda e se afasta do dia em que, força unida, irá exigir um mundo melhor para todos ), está colaborando na manutenção dessa sociedade doente na qual vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetindo, em pequena escala, os grandes crimes do Capital, o povo enfraquece porque, identificado com seus algozes, torna-se impossível combatê-los...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu provavelmente, apesar das ressalvas acima,permaneceria muito tempo sob a simples impressão de haver gostado bastante do filme “Tropa de elite 2”, sem, no entanto, conseguir explicar a razão de um certo desconforto a me cutucar a alma, não abrisse no dia seguinte o jornal “O Globo”, deparando com algumas das peças que faltavam no quebra-cabeças posto diante de minha sensibilidade, desde o momento em que assisti ao filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor de “Tropa de Elite 2 – o inimigo agora é outro”, ao defender-se apaixonadamente, naquelas páginas, da “acusação” de haver assinado documento em favor da candidatura de Dilma, tratava de me explicar, por linhas transversas, aquilo que ainda não me ficara claro...Ora, não é possível que o cineasta não haja pensado – depois de fazer o filme que fez – na possibilidade de seu nome haver sido incluído ali por algum participante – registre-se que ele teve acesso à lista original, sem o seu nome - de espécie de jogo duplo... Afinal, a publicidade negativa para Dilma a partir do fato seria praticamente garantida... Muito boa ideia no sentido de plantarem a dúvida a respeito do apoio de várias outras personalidades cujos nomes constavam da mesma relação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pode ser que esteja errada, mas, pelo tom incisivo das perguntas feitas ao cineasta, parecia que o jornal, insatisfeito por haver sido“obrigado” a veicular a notícia de apoio tão significativo, como os de Chico Buarque de Holanda e Leonardo Boff, entre outros, queria encontrar uma maneira de diminuir o impacto positivo da notícia que não pudera deixar de dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que conheço de Marcelo Freixo – inspiração para o personagem Fraga – imagino que o deputado haja ficado satisfeito com o “votocrítico” concedido por seu partido, o PSOL, à candidata do PT... Mas José Padilha defendeu-se da possível vinculação de seu nome a ela como se a defesa fosse da acusação de um crime... O fato é que é incompreensível que ele não tenha percebido o quanto faz política, ao afirmar que, não querendo “politizar seu filme”, e não acreditando em qualquer dos candidatos em disputa, permaneceria, sem aderir “a candidato algum nesta eleição pelos motivos explícitos em Tropa deElite 2”... ( Infere-se, da referida matéria, que tais motivos seriam, segundo o cineasta, o fato de os dois partidos, nestas eleições, não terem política de segurança pública. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: reduzir significativamente a pobreza em um país como o nosso, como vem fazendo o governo Lula, não seria, de alguma maneira, ter uma “política de segurança pública”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, ora, ora, então, sempre que não tivermos o candidato ideal, cruzaremos – cega, interesseira, competitiva, orgulhosamente, ou porqualquer outro motivo - os braços, ao invés de apoiarmos, aquele melhor possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das perguntas feitas a Padilha pelo Globo, em relação à pressão que ele teria sofrido para assinar o documento, foi: “E em nenhuma conversa chegaram a dizer abertamente ou a insinuar que, caso não assinasse, você ou o setor de cinema poderia enfrentar problemas com o governo, problemas de verba, de financiamento de filmes?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, uma vez que o jornal dá a ideia, não posso deixar de desejar perguntar ao cineasta se, por outro lado, ele não usaria de toda essa veemência para se defender da acusação de haver assinado a tal lista em função de espécie de cobrança do Globo, que, de seu lado, parece também bastante interessado no sucesso de “Tropa de Elite 2”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observemos ainda o quanto pode ser curioso pensar que a Mídia focalizada criticamente pelo filme é aquela cujo responsável, em sua total omissão diante de trágicos fatos envolvendo a política estadual, declara sobre o governo: “ele é nosso parceiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é justamente isso o que a Rede Globo vem tentando nos convencer que está a nos ameaçar caso o presidente Lula/Dilma resolva investir na redução do poderio das empresas de Comunicação? ( Ali, devem haver gostado bastante do filme... )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se relacionamentos promíscuos pudessem se estabelecer automaticamente e não por escolha de ambas as partes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não seria justamente o raciocínio capitalista viciado no desejo de lucrar ilimitadamente aquele mesmo que acaba por levar tantos a crerem que, diante de qualquer redução de “ganhos” - provável em qualquer diminuição de poder -, qualquer pessoa física ou jurídica esteja disposta a corromper-se e a corromper?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Obs. 1) Certamente é trágico constatar que nosso povo, além de possivelmente submetido, durante as eleições, à manipulação a ele imposta por candidaturas milionárias ( com o apoio da mídia? ) - bancadas por interesses privados, quiçá estrangeiros -, vê seu direito ao voto também perversamente manuseado por outro tipo de bandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse quadro aterrador, devemos pensar que, apesar de estar claro que grande parte dos brasileiros ainda precise amadurecer politicamente ( o que é de se esperar em um país recém-saído da ditadura e no qual ainda tem lugar tanta injustiça ), não podemos desmerecer nosso povo por isso. Ou corremos o risco de fortalecer aqueles que ( vide texto “Capitalismo: uma história de amor”, julho/2010 ) desejariam a ele negar o direito de votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, se o povo acaba sendo a grande vítima das próprias “escolhas”, não pode mesmo sofrer qualquer castigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi outra senão essa a grande descoberta, a grande conscientização de Nascimento ( o processo de ampliação da consciência desse personagem, em suas idas e vindas, até espocar no ponto sem retorno da vida dedicada à busca de um mundo melhor para todos, é, semdúvida, o ponto alto do filme. Salve Wagner Moura! ). Nascimento fora treinado, como de resto policiais ainda parecem sê-lo no Brasil, para lidar com um mundo totalmente dividido: o “mal” preto e pobre e “burro”, de um lado, e o “bem” branco e rico e “bem educado”, de outro... Matar em "defesa" desse último grupo era parte da programação dentro de Nascimento... Aconteceu, porém, que ele acabou percebendo, a sua volta, a antiga e "legalizada" exploração do homem pelo homem... E Nascimento se percebeu muitas vezes a serviço de criminosos engravatados ( na realidade, tais criminosos nem sempre são políticos perversos mas outro tipo de personalidade – vide no blog “Respeitabilidade e Autoengano”, abril/10 )... Nascimento compreendeu, enfim, de forma global, toda a situação da qual ele também era, de certa forma, vítima. Acordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão bom se despertássemos todos e nos tornássemos capazes de desejar ardentemente um mundo melhor para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o caminho nessa direção parece ser longo... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Ah!, o ser humano... Tanta energia, tanto tempo dedicados ao ego, à vã satisfação dos desejos de um corpo que apodrece a olhos visto, ainda quando submetido a todas as plásticas possíveis e imagináveis...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Imaginem que, diante da atual crise mundial, que só se agrava, a conclusão de especialistas, segundo o jornalista Luiz Antonio Costa, em artigo recentemente publicado pela revista "Carta Capital", é a de que nenhum lado quer ceder a uma negociação que distribua os custos do ajuste: "Todos esperam recuperar ou manter sua própria 'normalidade' à custa dos países mais fracos, assim como, dentro de cada país, banqueiros e empresários tentam manter a sua à custa dos trabalhadores, e parte destes, por sua vez, tenta se proteger expulsando os que estão em condições ainda piores, como os imigrantes sem documentos"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa mesma estrutura que se repete cotidianamente quando vemos um vizinho agredir o outro; um colega destruir o outro; sempre em nome da competição e do permanente desejo de “lucrar” a qualquer preço...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Graças a Deus, continuo acreditando que tudo seja uma questão de CONSCIÊNCIA e, em nome dela, mais uma vez, lanço mão no blog daquilo que nos fala Michael Moore, em "Capitalismo: uma história de amor...", sobre documento elaborado pelo Citibank.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nos conta que nesse dossiê consta que “os caipiras”não usariam sua força política porque estavam subjugados a outra muito maior. Os ricos contavam era com a ilusão sob a qual vivia cada um daqueles que constituíam os 99% restantes da população de seu país. Ilusão essa que consistia em acreditarem piamente na possibilidade de, se continuassem tentando - através de expedientes muitas vezes nada admiráveis -, poderem um dia usufruir de parte de toda a riqueza, de todos os benefícios e conforto que eles, o 1%, atiravam-lhes na cara todos os dias... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Segundo Moore, a estratégia a ser usada, então, segundo o Citibank, deveria ser continuar a fomentar essa crença, continuar colocando “a cenoura à frente dos caipiras”, para que eles continuassem puxando a carroça. Dispostos a não reclamar das posturas erradas, porque dispostos, aqui e ali, a errar também... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Assim, a verdade é que, combatendo dentro de si mesmo qualquer impulso no sentido de reproduzir os valores capitalistas concentrados basicamente na ganância, na competição, no consumismo desenfreado e na vaidade desmedidas ( em seu nome, do que o homem não tem sido capaz?), o homem consciente ( de qualquer classe social ) já terá feito a sua parte, e poderá disso se orgulhar, a ponto de poder suportar melhor a espera pela transformação de nossa sociedade que, segundo vaticina Nascimento, "sobre" Brasília, infelizmente, "vai demorar".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;2) A primeira impressão é a de que “Tropa de Elite 2...” é um ótimofilme... Um filme, ou um livro, qualquer história, enfim, é sempre um recorte do todo. E, como recorte, ele, não há como negar, é bastante bom. Ótimos atores, ótima fotografia, ótimas sequências... Sem falarque, apesar de ser um filme violento e de muitas locações pouco aprazíveis, o enredo quase não nos deixa desviar os olhos da tela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Em “Capitalismo: uma história de amor” ( veja aqui o texto sobre esse filme, julho/10 ), o magistral cineasta Michael Moore, numa abordagem bem mais abrangente, aponta o total apodrecimento do SISTEMA capitalista, sem se furtar a mostrar, mais uma vez, os tumores do Capital, do mercado financeiro, do setor privado, além de pincelar a deterioração da Justiça... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Seria interessante se observássemos, paralelamente, como Padilha, por sua vez, tentou, durante todo o filme, apropriar-se do vocábulo “sistema”, como se pudesse ele aplicar-se bem aos entrelaçamentos putrefatos apenas entre o legislativo, o executivo e os bandidos nascidos da pobreza... Em suma: ao recorte por ele apresentado da sociedade em que vivemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Não pode.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Assim é que, se “Tropa de Elite 2: o inimigo agora é outro” puder ser compreendido como um filme essencialmente neoliberal, temos de admitir que ele é obra de arte das melhores, sobretudo muitíssimo inteligente, ao focalizar a guerra entre pobres e pobres – milicianos, traficantes( do morro ) e populações das favelas; e ainda por cima dando a impressão de haver colocado "corajosamente" o dedo nos grandes culpados ricos da história: os políticos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Embora, por um lado, não possamos negar que o recorte feito, com percepção afiada, pelo cineasta José Padilha, toque em questões importantes, a ferirem os melhores valores humanos, tanto em relação aos bandidos pobres, quanto aos bandidos “ricos” - políticos - por ele focalizados, precisamos frisar que percebemos, por outro lado, que o filme oculta algo - e que suponho seja o como o setor privado (também o capital estrangeiro? ) pode se articular ao poderio da grande imprensa ( quarto poder ) e à seletividade punitiva do poder judiciário – quadro delineado por Moore -, na constituição da trágica sociedade em que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6239185312938486116?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6239185312938486116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6239185312938486116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/tropa-de-elite-2.html' title='TROPA DE ELITE 2 - resumos do texto original ( não deixe de ler também o texto &quot;Grandes esperanças&quot;, dezembro/10 )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4625558520192676797</id><published>2010-10-17T02:49:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T05:56:50.227-07:00</updated><title type='text'>O que falta aqui...</title><content type='html'>Theotonio de Paiva não é como eu, simples humanista intuitiva... Ele entende de política profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosta do que escrevo em meu blog, mas é exigente: volta e meia vem me dizer algo sobre eu, em questões de política, ter os "meios" - escrever bem - mas precisar aprimorar as minhas "teses"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que suas intenções são as melhores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, enquanto amadureço politicamente - inclusive, lendo-o - e sigo aqui escrevendo aquilo que sinto - e que, claro, tenho visto encontrar eco no coração de muita gente -, sugiro àqueles leitores que desejem mais "substância política" que procurem conhecer os textos publicados por Theotonio de Paiva em seu blog "Cadernos Ensaios".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4625558520192676797?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4625558520192676797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4625558520192676797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/theotonio-de-paiva.html' title='O que falta aqui...'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1210659985566392202</id><published>2010-10-16T07:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T07:53:31.648-07:00</updated><title type='text'>Plano B</title><content type='html'>Uma das piores comédias românticas a que já assisti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1210659985566392202?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1210659985566392202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1210659985566392202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/plano-b.html' title='Plano B'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4499230613744968125</id><published>2010-10-15T16:32:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T04:06:03.475-07:00</updated><title type='text'>Antes de votar, ouça o seu coração!</title><content type='html'>Sinceramente, às vezes penso que só continuo firme em meu propósito de votar em Dilma, porque Serra, para mim, não é opção. Talvez menos por ele em si mesmo ( não o conheço ), diga-se de passagem, do que pelo apoio descarado que – posso estar enganada, claro – a grande imprensa e a extrema direita parecem lhe oferecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas espero que todos os cidadãos progressistas desse país estejam conscientes de que a opção agora não é pelas declarações mais bem formuladas ou produzidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, ainda que Dilma pareça haver sido manipulada e pareça algumas vezes sucumbir à ideia de que precisa se curvar muito em busca dos poucos votos que lhe faltam para eleger-se, não podemos nos esquecer de que ela é humana... E seres humanos simplesmente erram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa agora é sabermos que o PT de Lula – que certamente é progressista e está do lado dos homossexuais, em quaisquer de suas digníssimas lutas; que está do lado das mulheres, INCLUSIVE das mais pobres; que está do lado daqueles que querem acabar com a pouca vergonha do tráfico de drogas, entre outras coisas, porque ele nauseantemente contribui para a manutenção do status quo... Seja por conta da imoral e descarada lavagem de dinheiro, a encher os bolsos daqueles que já têm dele tanto quanto lhes falta em relação aos melhores valores humanos... Seja porque, ao manter cidadãos sob anestésicos de qualquer tipo, acabam por impedir que o clamor por um mundo melhor e mais justo para todos jorre de suas entranhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o que importa é sabermos que esse PT de Lula está do nosso lado. E ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que os brasileiros progressistas não se esqueçam de que é do PT o Plano Nacional de Direitos Humanos que foi tão atacado pelos setores mais conservadores da sociedade. Setores esses cuja voz se fez ouvir, alto e bom som, através da mesma mídia que agora parece querer se mostrar mais progressista do que a candidata do partido do presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que é provável que o item que mais incomodou no citado documento haja sido a clara proposta de intensificar-se ainda mais o processo de redistribuição de renda no país ( aclamada conquista do governo Lula ). Que há de se consolidar com os recursos do pré-sal, cujo destino pretendido, o partido de Lula e Dilma faz questão de deixar claro: o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos dizer, em relação ao partido do outro candidato, com largo histórico de privatizações?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, houve um tempo em que eu escolhia meus candidatos observando qual seria aquele que menos poderia agradar à América do Norte... Hoje – e digo-o sem qualquer vergonha de parecer pouco politizada -, escolho-o, observando qual seria aquele que menos estaria agradando à nossa dita imprensa burguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que sugiro apenas que observem. Que tentem perceber se estão sendo manipulados por matérias “casadas”... E decidam se querem eleger e ser governados pelo representante escolhido por aqueles que levam a candidata preferida pelo povo a se sentir acuada por conta da ambiguidade comum a todo e qualquer ser humano... Principalmente em se tratando de assuntos delicados como o são questões que tanjam à religião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sugiro que decidam se querem votar no candidato daqueles que nos tratam como se fôssemos “Homer Simpson”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4499230613744968125?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4499230613744968125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4499230613744968125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/antes-de-votar-ouca-o-seu-coracao.html' title='Antes de votar, ouça o seu coração!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5943385899176252272</id><published>2010-10-06T05:45:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T13:14:52.934-07:00</updated><title type='text'>SOBRE A QUESTÃO DO ABORTO</title><content type='html'>Infelizmente, para muitas pessoas, fica difícil compreender que grande parte daqueles que se posicionam favoravelmente à legalização, regulamentação e controle social da produção, venda e uso das drogas seja na verdade muito mais contra elas ( vide aqui, a título de exemplo, o artigo “O ópio é o ópio do povo”, março/10 ) do que imenso número daqueles que aprovam a política em torno de sua repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho observado que o mesmo ocorre em relação à compreensão daqueles que defendem a descriminalização do aborto. E percebo que muitos religiosos imaginam que "descriminalizar" ou “legalizar” possa ter conotação de “aprovar”, de julgar legal no sentido de bom e desejável, incentivando-se tal prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a realidade é bem outra. Principalmente porque a verdade é que podemos ser contra o aborto e a favor de sua legalização. E pode-se ser hipocritamente contra a sua legalização e a favor de sua prática. Seja diretamente, participando-se de algum triste episódio na vida de uma parenta/amante, por exemplo; seja indiretamente, cruzando-se os braços diante da atual situação, que só tende a piorar, com mais abortos e mais mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, da mesma forma que ocorre em relação à legalização das drogas, a sociedade e os governos que venham a apoiar a descriminalização/legalização do aborto ( republico abaixo artigo “O Programa Nacional de Direitos Humanos e a Descriminalização do Aborto", de fevereiro/10 ) deverão objetivar a implantação de medidas essencialmente a favor da VIDA que objetivem manter sob controle o que ora está completamente descontrolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que, diante de Deus, acredito ser preferível a defesa da legalização do aborto ( vide no citado artigo sugestão sobre critério - período da gravidez ), que vise a um verdadeiro socorro ( com natural decréscimo do número desses procedimentos ) às mulheres de modo geral - inclusive criando-se possibilidades de orientação, à mulher então acessível, sobre opções como adoção e abrigos para gestantes -, do que o hipócrita posicionamento daqueles que afirmam serem contra a medida e simplesmente "lavam as mãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinemeletras.blogspot.com/2010/02/o-programa-nacional-de-direitos-humanos.html"&gt;O "Programa Nacional de Direitos Humanos" e a descriminalização do aborto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descriminalização do aborto não é uma causa feminista, mas humanista. Pelo menos em nosso país. E é bom que eu, que me considero mais espiritualista do que muita gente que afirma “ter uma religião”, diga que não sou propriamente a favor do aborto. Acredito, inclusive, que sua descriminalização não possa deixar de ser acompanhada por um amplo programa que vise também ao esclarecimento quanto a seus efeitos muitas vezes avassaladores sobre o corpo e a alma de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso acreditar que tantas mulheres se exponham a riscos tão sérios, entregando-se à dor em mãos curiosas ou pouco escrupulosas, simplesmente porque sejam insensíveis aos apelos da maternidade. E penso que seria análise simplista concluir quanto a espécie de irresponsabilidade de cada mulher que engravide sem querer, mesmo diante de tanta informação sobre os vários métodos anticoncepcionais e sobre o “sexo seguro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, talvez não seja possível separar de toda a realidade circundante o número imenso de gravidezes voluntariamente interrompidas todo ano no Brasil. Como determinar possível que mulheres e moças ( de todas as classes sociais ), marcadas por um sem número de carências e dores, possam estar lúcidas o suficiente a cada vez que se torne necessário exigir uma camisinha ou esquivar-se do coito iminente? Pois pode ser, quando não sejam coagidas à relação sexual, que paradoxalmente se debatam entre o desejo de virem finalmente a ser felizes – e aí talvez não consigam abrir mão daquele prazer que de repente se lhe ofereça - e o desejo de acabar com tudo de uma vez ... “O que importa” - talvez pensem amorfamente, então - se, depois do prazer, tiver de encarar uma situação difícil ou definitiva, quem sabe uma grave doença?; talvez a libertadora morte...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa trágica situação, na qual está imerso um número maior de mulheres do que talvez possamos imaginar, precisa ser mudada. Justiça social, qualidade de vida e valores humanos são o que a sociedade deve buscar para todos antes de contorcer-se previamente, sem qualquer abertura para uma ampla discussão, em manifestações contra a descriminalização do aborto.Na verdade, seria interessante verificar se são as mesmas pessoas posicionadas contra a descriminalização do aborto a também se posicionarem contra outras medidas propostas pelo “Programa Nacional de Direitos Humanos”. Medidas essas que, visando à redistribuição da renda em nosso país, provavelmente contribuiriam para uma significativa diminuição do número de gravidezes interrompidas. Dentre as mulheres pobres, porque não se sentiriam oprimidas pela fome. Dentre as moças ricas, porque valores humanos importantes sempre se alevantam em uma sociedade voltada para o resgate de qualquer injustiça. E haveria menos gravidezes ( e menos dependentes de qualquer droga – é bom que o lembremos ) acontecidas na busca de alívio para vidas confusas, perdidas muitas vezes na falta de ideais, na crença de não ser possível trabalhar-se por um mundo melhor para todos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enquanto as coisas continuam como estão, em relação às pessoas das quais vínhamos falando, devemos concluir que sejam simplesmente contra a descriminalização do aborto e não contra a perda de vidas? Não contra as mortes ou perdas de úteros de jovens pobres submetidas a intervenções - que continuarão a acontecer nos porões de nossa sociedade - sem nenhuma assepsia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de Deus, teria mais valor protegermos nossa pessoal ( e egoísta? ) evolução espiritual, abstendo-nos de discutir sobre o “pecado” da descriminalização do aborto ( assim considerado por muitos mesmo se praticado segundo critérios bem delineados ), do que nos preocuparmos com a vida e a fertilidade de jovens mulheres? Como afirmá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer daqueles que se posicionam oficialmente contra a descriminalização do aborto, mas não hesitam em induzirem seus filhos e filhas ( ou amantes ) a interromperem, nas caladas das noites e contra a própria vontade, qualquer gravidez considerada por seus pais fora de hora ou em desacordo com as aparências a serem mantidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocrisia de tais criaturas pode chegar ao máximo se conscientes de que não se importam de impedir o acesso à Saúde Pública das mulheres menos favorecidas, enquanto sustentam médicos pouco escrupulosos, quem sabe capazes de diagnosticar “metropatias hemorrágicas” - a serem tratadas em inocentes hospitais?; certamente mestres em suspeitas cirurgias dentro de clandestinas clínicas de luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, quem defende a descriminalização do aborto, em nosso país, não é necessariamente a favor da prática em si. Inclusive, deveria defender paralelamente a criminalização de todos aqueles que induzissem qualquer mulher a essa prática. Seja em nome das condições exigidas a um “futuro promissor” ou da total falta de recursos materiais dos pais em potencial. Pois é indiscutível o fato de que um filho pode transformar para muito melhor a vida de qualquer pessoa ( sem falar que a adoção deve ser sempre uma possibilidade ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não podemos deixar de acrescentar que quem defende a descriminalização do aborto deveria defender a maternidade como um direito. Faço questão de frisá-lo porque me horrorizo diante daqueles que levantam essa bandeira paralelamente ao posicionamento a favor, por exemplo, da fascista ideia de esterilizar-se mulheres pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando, então...A interrupção dos primeiros momentos de uma gestação, segundo algumas informações, não diferiria em muito de outros métodos contraceptivos; e a anticoncepção, mesmo contra a determinação da Igreja, já é divulgada pelo Estado como parte de seu programa educativo... Por outro lado, o direito à vida é devidamente delineado por nossa Constituição, e, segundo especialistas, em respeito a tal princípio, os transplantes são permitidos apenas a partir do momento em que se constate a morte cerebral. Pelo mesmo raciocínio, alguns não consideram a existência de vida humana antes da formação do sistema nervoso. Assim, talvez se pudesse descriminalizar a prática do aborto se realizada estritamente dentro daquele período em que, a se supor anterior ao início da vida, permitisse algum alívio às consciências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, de maneira alguma estaria sendo considerado “certo”, pois não estamos tratando aqui de uma oposição simplista do tipo “certo x errado”. Estamos falando de espécie de concessão ao provavelmente menos terrível. E aguardemos que um cada vez maior número de pessoas se conscientize de que precisamos arremessar para bem longe toda e qualquer hipocrisia a nos impedir de começarmos a discutir amplamente qualquer questão relacionada à construção de um mundo melhor para todos. E torçamos para que um cada vez maior número de pessoas se conscientize de que esse mundo melhor começa dentro de nós mesmos e se expande através de nossa postura diante de cada situação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5943385899176252272?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5943385899176252272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5943385899176252272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/sobre-questao-do-aborto.html' title='SOBRE A QUESTÃO DO ABORTO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8422833556147907667</id><published>2010-10-04T13:27:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T17:23:24.679-07:00</updated><title type='text'>SEGUNDO TURNO</title><content type='html'>Em tempos ainda de eleição, não resisto à ideia de sugerir a leitura dos dois artigos nesse blog intitulados "Respeitabilidade e Autoengano" ( abril de 2010 ), um deles também publicado pelo Boletim da UFMG. Lembrando que, sejam quais forem os fatores a contribuírem para o resultado no primeiro turno, certamente muito melhor do que ganharmos qualquer coisa imerecidamente é a perdermos sabendo que, se tudo corresse como deveria, o prêmio seria nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantenho bons relacionamentos com pessoas que votam em Serra, em Marina ou em Dilma. E jamais questiono, a não ser em função da boa, pacífica e essencialmente democrática troca de ideias, a escolha feita por qualquer uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, se, de certa forma, nossas opções políticas podem acenar para um ou outro traço de nosso caráter, nem sempre isso pode ser medido a contento. Sem falar que são inúmeras as facetas em cada criatura com as quais podemos escolher nos relacionar, ainda que não lhe sejamos afins em vista de outras tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não posso deixar de sentir um aperto em meu coração, ao ver que a vitória de Dilma foi adiada, provavelmente em função do número daqueles que, confusos diante da compacta campanha contra ela, e querendo um candidato mais à esquerda do que Serra, rejubilaram-se ao constatarem, pouco a pouco, a possibilidade de escolherem a íntegra Marina Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eles, em função do segundo turno das eleições para presidente, pediria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* pensem que, se Dilma e ( ou ) Lula estivessem envolvidos em qualquer falcatrua que os pudesse realmente desabonar, os jornais disso já teriam dado conta há muito tempo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* pensem que todos os recentes escândalos, inclusive toda a nojeira possivelmente encontrada dentro da Casa Civil, em nada diferem – INFELIZMENTE! - de tantos outros casos, envolvendo tantos outros partidos, em tantos outros momentos de nossa História. O que talvez agora faça a diferença é que ficamos sabendo de todos os pormenores em torno do assunto. De qualquer modo, a indignação de nosso presidente jamais deveria ser associada a um seu possível desejo de ignorar qualquer sujeira apontada a seu redor, mas sim ao fato de nossa imprensa parecer falar muito sobre o que ele possa haver deixado de fazer de bom e sobre o que possa haver feito de ruim, por um lado; e muito pouco, de outro lado, daquele muito que tem feito de importante. &lt;strong&gt;A ponto de acabarmos chegando à conclusão de que sua popularidade – imensa! - dentro e fora do país seja decorrente do simples fato de que suas ações falaram por si mesmas;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;* pensem que aqueles que menosprezam as medidas de amparo social implementadas no governo Lula, rotulando-as de populistas, estão se esquecendo completamente de que, se o povo chegou ao governo Lula tão carente e necessitado de tais medidas, foi porque foi assim que os presidentes anteriores o deixaram: enfraquecido. Certo é também que Lula, ao contrário deles, ora deixa um povo fortalecido, de barriga cheia, e pronto para pensar; pronto para usufruir de direitos que Dilma se mostra disposta a atualizar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* pensem que um governo a favor dos pobres e dos mais fracos - em qualquer nível ou sentido - é, na verdade, o único governo a favor da população como um todo. Principalmente em países nos quais as questões relativas à Segurança e à Corrupção ( porque os grandes corruptos sempre precisam da ajuda daqueles que - vulneráveis - lhes sejam submissos ) precisam ser tratadas em suas primeiríssimas causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;strong&gt;pensem que, acima de qualquer religião, devemos privilegiar os principais valores da "religiosidade" que, em essência, referem-se ao desejo amplo e irrestrito de um mundo melhor e mais justo para todos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Marina, sabemos que, ao invés de conveniências políticas, confrontará questões ideológicas na hora de decidir quem apoiar para o segundo turno. Sabemos também que, não fosse assim, a grande vencedora desse primeiro turno veria a imagem construída ao longo dos últimos meses desmanchar-se completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, tenho certeza de que, em breve, veremos os partidos PV e PT muito bem entrosados, como faria todo sentido - dadas suas afinidades muito maiores do que qualquer atrito vaidoso - que o fossem desde sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8422833556147907667?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8422833556147907667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8422833556147907667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/segundo-turno.html' title='SEGUNDO TURNO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5438981801344803692</id><published>2010-10-02T10:14:00.000-07:00</published><updated>2010-11-07T09:05:11.283-08:00</updated><title type='text'>"É Proibido Fumar"</title><content type='html'>Coloquei o texto antes no blog, mas, como não tinha completa certeza do quanto não gostara ou gostara desse filme, achei por bem deixar meus comentários amadurecerem um pouco mais no rascunho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme "É proibido fumar" não é um filme propriamente sobre pessoas comuns, mas sobre pessoas que, apesar de trabalharem com música, parecem desconectadas e incomumente mal sintonizadas com os próprios sentimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a grande maioria das ditas pessoas comuns, ao contrário de Baby - personagem principal do filme, tem seus pequenos interesses e se dedica com carinho a alguma atividade que, ainda que das mais simples e mal remuneradas, preenche suas vidas e as tornam úteis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do próprio umbigo, várias transgressões são por Baby a si mesma permitidas, a partir do momento em que acredita haver encontrado alguém que vá tapar o buraco da sua vida. Vida essa baseada em desejar sofá ( depois desprezado ) que ficara com uma das irmãs, em assistir a inutilidades na TV, em fumar, e em dar aulas de violão completamente desmotivadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrir mão do hábito de fumar em nome do relacionamento iniciado com o vizinho parece ser uma concessão importante... Mas basta-lhe prever a ameaça ao romance, surgida com a volta de uma ex-namorada, para que se sinta no direito de fazer orifícios na parede com o fim de espioná-los, além de voltar ao triste vício. Vício em nome do qual, saindo para comprar cigarros, acaba por atropelar acidentalmente o alvo de seus ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ao se ver em luta com sua consciência, uma vez que o atropelamento permanece por ser esclarecido, que a personagem parece viver o momento de maior humanização. Ao dizer à irmã preferida que tem algo para lhe contar, temos a impressão de que se refere a seu segredo. Mas, de repente, o que deixa sair, entre sentidos soluços, são lembranças carinhosas sobre uma tia falecida, cujo bolo de amendoim não poderia mais comer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, ao buscar aflitivamente algo que pudesse disfarçar o anunciado desabafo que acaba preferindo não fazer, Baby talvez haja tocado num tanto das emoções represadas ao longo de sua existência... Se o disfarce muitas vezes mais revela do que encobre, talvez ela se haja percebido, ao constatar perdida a receita dos bolos de sua infância, a roçar a importância de outras perdas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento digno de atenção no filme é quando, durante jantar, a professora de violão diz ao namorado ter algo a lhe revelar... Mais uma vez, somos levados a imaginar a confissão... Mas ela fala apenas de metade daquela culpa: voltara a fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imediata aceitação do rapaz ( que já não compara sua comida com a da ex ) a deixa satisfeita. Talvez pelo mesmo motivo que nós, ao contrário, experimentamos certo desconforto... Justamente porque entendemos tal atitude, vinda daquele que odiava a fumaça e que já descobrira o terrível segredo da namorada ( não ficando claro se sabia que se tratara de atropelamento acidental ), como espécie de declaração de sua disposição - em nome daquele relacionamento / salva-vidas para ambos? - de aceitar qualquer outra sua transgressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saímos do cinema ( ou desligamos o DVD ) pensando que chega a ser irônica - apesar de absolutamente necessária - a proibição, em nome do bem-comum, de fumar em lugares públicos, em uma sociedade na qual tantas pessoas são capazes de viver egoística e amoralmente em nome de seus desejos e de suas ânsias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5438981801344803692?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5438981801344803692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5438981801344803692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/e-proibido-fumar.html' title='&quot;É Proibido Fumar&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8962081540771168735</id><published>2010-10-02T08:01:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T12:01:26.870-07:00</updated><title type='text'>"COMER, REZAR, AMAR"</title><content type='html'>A sensação que pode ficar após assistirmos a “Comer, Rezar, Amar” é a de que ouvimos o galo cantar mas não sabemos exatamente aonde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua proposta de registrar a busca pelo autoconhecimento vivida pela escritora do livro de mesmo nome e que de fato empreendeu as viagens à Itália, à Índia e a Bali belissimamente reproduzidas pelo filme, a película pode também ser vista como arremedo de volta em torno de nós mesmos. Viagem essa que, por sua vez, de um jeito ou de outro, empreende todo e qualquer ser humano decidido a desfazer-se de seus engessamentos - inclusive culturais -, em busca do sabidamente difícil “equilíbrio interior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Comer” pode ser compreendido como ir ao encontro de nosso lado mais humano, instintivo mesmo. Implica em nos conhecermos através da observação de nossos instintos mais primitivos, associados ao próprio prazer que nos mantém vivos e em condições de contribuir para a perpetuação da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Rezar” pode ser compreendido como ir ao encontro de nosso lado divino, de nossa capacidade de, após conhecermos a fundo nossas próprias vísceras, podermos identificá-las “religiosamente” com as dos demais seres humanos. “Ver-nos no outro e o outro em nós mesmos” poderia resumir essa face do filme, etapa fundamental para a descoberta do amor universal, metaforizado na história pelo nome da menina “Tutti”, filha da mulher que, em Bali, cuida daqueles que atende, enquanto fala do quanto se identifica com suas dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante observarmos o quanto, apesar de o filme registrar que as observações e comentários feitos pelo “Xamã” a cada um de seus visitantes passam pelo óbvio ( não nos esqueçamos de que, ao final, ele menciona a própria morte ) - quase igual em todos os casos -, sua participação no processo de autoconhecimento de cada um não é desvalorizada. Justamente porque esse caminho acena mesmo e necessariamente para a humilde consciência de, apesar de todas as nossas idiossincrasias, sermos mais iguais uns aos outros do que a princípio poderíamos preferir acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amar” é, assim, a capacidade sempre latente em nosso coração e potencializada por todo o processo da busca de nós mesmos. É apenas quando nos conhecemos... É apenas quando, ao nos conhecermos profundamente, podemos nos aceitar integralmente ( no filme, chamam a essa aceitação de “perdoar-se” ) - e, por tabela, a cada outro ser humano - que nos tornamos capazes de Amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor pelos filhos - que, ao ser mencionado por dois personagens, emociona a cada vez mais brilhante atriz Julia Roberts – sempre foi exercício para o amor universal. Já o amor romântico, como o Xamã sabiamente explica, pode ser um saudável “desequilíbrio” no conquistado “equilíbrio interior” daquele que se determinou a caminho da própria alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daonde, então, a sensação de que o galo cantou mas não sabemos aonde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não fica claro no filme que o “equilíbrio interior” não seja um prêmio definitivo oferecido ao final de todo processo de autodescoberta. Ou que todo amor romântico vivido a partir de então não nos irá manter eternamente a caminho de uma linda ilha deserta – cena que encerra o filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a cada um procurar o canto do galo no fundo do próprio coração, certo de que “equilíbrio interior” não é a chegada a qualquer “platô” estático de bem-aventuranças... Certo de que “equilíbrio interior” é nada mais do que tentarmos manter, paralelamente a nossa busca cotidiana pelo nosso melhor possível, a humana, humilde e plena aceitação de todos os pequenos e grandes ciclos da vida, que certamente incluem as permanentes possibilidades da dor, da perda e da morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8962081540771168735?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8962081540771168735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8962081540771168735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/10/comer-rezar-amar.html' title='&quot;COMER, REZAR, AMAR&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5104531641394798700</id><published>2010-09-30T06:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T06:01:25.261-07:00</updated><title type='text'>A gente sonha cada coisa...</title><content type='html'>Noite dessas tive um sonho muito estranho... Foi um pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Acha mesmo que um dia seu romance “A Juíza”, por mais maravilhoso que seja, vai conseguir ser aprovado publicamente por aquela pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho, eu compreendia perfeitamente a que pessoa se referia meu interlocutor. Depois de acordada, no entanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, lembro de haver respondido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a resposta veio sem se fazer de rogada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Ora, você e essa sua ingenuidade que às vezes beira à burrice! Estou falando de que pessoas como ela, cujo aval a seu livro poderia lançá-lo à lista dos mais vendidos, tem uma ou outra causa na Justiça, ou teme vir a ter alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ E daí?, devolvi eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ E daí que, ainda que seu livro seja uma obra de ficção, certas pessoas podem temer que confundam sua aprovação a ele com crítica ao judiciário... Ou, quem sabe?, a algum juiz ou juíza do qual estejam precisando no momento... Depois, você já ouviu falar em corporativismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignada, antes de acordar, encerrei a conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__ Como assim??? Não, não acredito no que diz, não.&lt;br /&gt;Meu livro é um romance e sequer é ambientado com exatidão no tempo ou no espaço... E ainda que fosse ele espécie de crítica a parcela do judiciário, pense: aqueles que agissem da maneira que você sugere, sem coragem de opinar sobre um texto literário - seja por medo de sofrer algum tipo de represália, seja por alguma espécie de fidelidade distorcida - é que estariam fazendo à Justiça, em toda sua inteireza, uma baita crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu entender, isso, sim, é que seria ofensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5104531641394798700?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5104531641394798700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5104531641394798700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/gente-sonha-cada-coisa.html' title='A gente sonha cada coisa...'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2805297573725612370</id><published>2010-09-27T08:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T08:58:54.669-07:00</updated><title type='text'>RETICÊNCIAS...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Uma leitora – que leu um dos meus livros e costuma visitar o blog – acaba de me escrever, dizendo que uma coisa a incomodava em meus escritos: o uso infinito das reticências, a interromperem, toda hora, seu raciocínio.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Respondi a ela, mais ou menos, o que segue. Quem sabe, respondo, por tabela, a outros leitores que possam se incomodar com a mesma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que realmente as reticências sejam característica marcante em meu estilo. Sendo que muitas vezes o que quero é mesmo interromper o leitor, fazendo-o retornar ao texto outra vez ele mesmo... Em todo caso, pode ser que às vezes exagere – vou prestar mais atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, fico pensando: por que você – e certamente pode não ser apenas você – se incomoda tanto com essa espécie de "interrupção" provocada pelas reticências...? Ou melhor, a pergunta talvez seja: por que as pessoas, de modo geral, não querem ser interrompidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria porque, na verdade, a interrupção que todos tememos é a sempre negada morte? E, assim, preferimos nos distrair com tudo que pareça mais contínuo do que a própria vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis sempre cuidou de “interromper”, a todo momento, seus leitores ( vide Roberto Schwarz sobre o assunto )... E eu, que sou apaixonada por sua obra, agora, fico sabendo que estou obtendo, de certa forma, o mesmo tipo de resultado... Creia, fico contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, em relação a cada leitor, o papel do escritor - daquele escritor que, mais do que convencer o leitor daquilo que diz, acaba por auxiliá-lo no caminho do autoconhecimento, em direção ao “humano universal” – talvez sempre haja sido, seja, e continue sendo, pura e simplesmente, ”interrompê-lo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2805297573725612370?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2805297573725612370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2805297573725612370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/reticencias.html' title='RETICÊNCIAS...'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4580171398440635579</id><published>2010-09-27T05:09:00.000-07:00</published><updated>2010-09-27T06:00:37.562-07:00</updated><title type='text'>OS MAIS LIDOS NO BLOG</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fico imensamente gratificada ao ver como o que escrevo tem sido bem recebido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Obrigada, gente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gosto também de constatar que textos como "Capitalismo: uma história de amor" ( procure no mês de julho/10 ) e "O Menino do Pijama Listrado" ( procure no mês de julho/09 ) estão entre os mais visitados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se você ainda não os leu, por que não vai até lá, depois de ler as publicações atuais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Creia, em tempos de eleição, de pensarmos em qual mundo queremos ajudar a construir, eles são ótimas reflexões.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4580171398440635579?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4580171398440635579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4580171398440635579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/os-mais-lidos-no-blog.html' title='OS MAIS LIDOS NO BLOG'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7880784063434866155</id><published>2010-09-23T16:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T20:00:46.694-07:00</updated><title type='text'>5 X FAVELA - AGORA POR NÓS MESMOS</title><content type='html'>Conseguiram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiristas, diretores e atores ( brilhantes! ) definitivamente conseguiram produzir cinco filmes sobre favela capazes de tocar profundamente também a alma daqueles que vivam bastante longe de qualquer favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me lembrar depois, batizei a primeira história de “Faculdade”; a segunda, de “Galinha”; a terceira, de “Violino”; a quarta, de “Pipa”; e a quinta, de “Natal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos primeiros minutos de “Faculdade”, o personagem Maycon, morador da favela que consegue passar no vestibular para a faculdade de Direito, resume as cinco histórias, ao explicar a abastado colega que, no lugar onde mora, "é difícil separar-se o certo do errado"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que também aqui, em nosso mundo, parece cada vez mais tênue a fronteira entre o certo e o errado, entre o bem e o mal... Tanto é que é o rapaz “bem nascido” a propor que Maycon – até então apenas preocupado em ser bom filho, bom irmão e bom aluno - seja seu fornecedor de drogas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as cenas são produzidas com competência e sem qualquer sinal maniqueísta, acredito que, logo de cara, seja impossível a qualquer um ficar na defensiva ou recusar-se a perceber como são permeáveis os mundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectador foi capturado. Acomoda-se melhor na cadeira, percebendo-se diante de muito mais do que uma chance oferecida a jovens diretores de cinema da favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segue descobrindo os vários arquétipos que tocam a humanidade como um todo e que são abordados no filme com maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho, o amor, o sonho, a amizade, o sonho, a família, o sonho, o medo, o sonho, a dor... O sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de Maycon de se formar em Direito é realizado, mas, no terceiro episódio – “Violino” -, vemos o sonho de ser violonista de uma das personagens acabar tragicamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os episódios, percebemos o cuidado, consciente ou não, de não mostrarem qualquer imagem que pudesse ser interpretada como preconceito em relação ao preconceito que, por sua vez, sabemos que ainda sofrem os moradores de qualquer favela. ( Certamente cada vez menos e menos ainda quanto mais for assisitido o “5 x favela...”. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que na tela não vemos brancos maltratando negros ou ricos maltratando pobres ( na faculdade, por exemplo, Maycon não é discriminado por qualquer colega ). E sequer somos obrigados a decidir, na trágica história da violinista – única em que nos deparamos com flagrante violência - se os policiais são melhores ou piores do que os bandidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que nos leve a refletir sobre a esquizofrênica visão do policial em confronto com suas origens não apenas em nome da farda, o filme parece simplesmente querer mostrar o que É. Sem qualquer julgamento. Inclusive as diferenças entre os vários segmentos da sociedade são sublinhadas justamente pela ênfase em sua igualdade, sendo a favela apenas pano de fundo para dramas humanos possíveis em qualquer parte do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se o trecho quase cômico do segundo episódio – “Galinha” -, no qual um grupo de crianças de escola particular assalta os dois garotos que saem da favela em busca de uns trocadinhos para comprar um frango que pudesse incrementar o jantar de aniversário do pai de um deles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa inversão do imaginário social é sublime, um dos pontos altos do filme... Seria uma metáfora para a injustiça social ou algo assim? Não importa. O que importa é que ela confunde, mais uma vez, os dois mundos, aqui e lá, lá e aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto episódio, “Pipa”, rapazinho é obrigado a atravessar a ponte que separa sua comunidade da comunidade rival, em busca da pipa que deixara escapar... Depois de sustos e da pipa recuperada, aproveita ele para visitar a colega de escola – moradora daquele lado -, pela qual estava apaixonado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaque para a poesia improvável da cena que encerra o quadro: uma ponte caindo aos pedaços, sobre um rio de esgoto e sujeira, tendo em seu centro os dois jovens combinando encontro para o dia seguinte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último conto é o “Natal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fala mais marcante da história é do eletricista, que está ali para fazer o reparo em um poste de luz, já que algumas casas corriam o risco de passar o Natal às escuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao telefone, para o colega que o aguarda embaixo e tem pressa de ir embora, viver o seu Natal, Lopes diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Aqui também é Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao segundo episódio. Não consigo deixar de pensar algumas vezes que talvez seja esse aquele do qual mais gostei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belíssimo! Inteligente! Delicado! Sutil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que deixa importante mensagem para os moradores de qualquer dos lados de qualquer ponte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, sei que haverá aqueles espectadores que desmerecerão o episódio por nele identificarem um certo cunho moralista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não: moralista é aquele que vive da forma, da aparência, é aquele que gosta das palavras bonitas e vazias... O moralista não raro é também um hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse segundo episódio – eu o batizei de “Galinha”, mas ele se intitula “Arroz com feijão” - fala justamente das lições mais profundas, daquelas que recebemos diretamente em nosso coração, não através de ensinamentos formais, mas através da simples observação daqueles que têm alguma ascendência sobre nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto, o menino acaba por roubar um frango para presentear o pai, ao qual garante haver comprado o alimento com dinheiro ganho ajudando o “homem dos cavalos” a limpar a sujeira que os animais haviam feito... Mas, durante o jantar, ele fica impressionado com a história do pai sobre o quanto sofrera, em criança, ao saber que o avô do garotinho roubara um frango para alimentar a família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sincero sofrimento paterno diante daquela situação fá-lo tomar a decisão que, além de garantir, ao espectador, final divertido e criativo, ilustra o que seja a única educação passível de obter bons resultados na favela ou fora dela: o testemunho de vida, o exemplo vivo de reação possível diante dos pequenos e grandes embates da vida entre o Certo e o Errado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos negativos, infelizmente, funcionam da mesma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, volto a me lembrar dos jovens sobre aquela ponte e, imaginando-os afetuosos, ali, parados, no ponto exato em que se unem e se separam os territórios dos grupos rivais, penso que os melhores sentimentos estão mesmo acima de tudo... Como as “pipas”, eles não respeitam as fronteiras forjadas em qualquer tipo de guerra... E concluo que uma compreensão profunda da existência de uma espécie de “humano universal” – certamente facilitada por obras como “5 x favela – agora por nós mesmos" - pode ser a ponte entre a favela e o resto do mundo, ou entre o resto do mundo e a favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;REPRODUZIDO NO PORTAL DA PRODUÇÃO DO FILME "5 X FAVELA - AGORA POR NÓS MESMOS".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7880784063434866155?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7880784063434866155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7880784063434866155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/5-x-favela-agora-por-nos-mesmos.html' title='5 X FAVELA - AGORA POR NÓS MESMOS'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1043540734984984066</id><published>2010-09-23T07:45:00.000-07:00</published><updated>2010-11-16T16:37:41.307-08:00</updated><title type='text'>AINDA EM TORNO DOS SIGNOS "PRETO" E "BRANCO" E DO FILME "NOSSO LAR"</title><content type='html'>Partindo-se do princípio de que Chico Xavier haja descrito minuciosamente, no romance que acaba de virar filme, as vestes dos espíritos tanto do “Umbral” quanto de “Nosso Lar”, imagino que aqueles que adaptaram a história por ele psicografada possam haver resolvido apenas reproduzir as imagens criadas pelo médium/escritor ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão da qual tenho tratado aqui independe de que o muito respeitado médium haja feito descrições totalmente objetivas ou que simplesmente roteiristas e diretores tenham interpretado suas palavras a partir de arquétipos durante muito tempo arraigados no imaginário social, associando o branco à pureza e o preto à maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Associações essas que suponho começadas muito antes de qualquer apartheid social. Provavelmente quando os primeiros homens descobriram que a luz do dia e mesmo a do fogo protegiam-nos dos animais ferozes que podiam surpreendê-los na escuridão da noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje sabemos que muitas vezes é ao fecharmos os olhos que podemos ver melhor as coisas... E que são infinitos os exemplos em que as duas cores podem se associar igualmente ao positivo ou ao negativo, o tempo todo relativizados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acredito que, de qualquer forma, precisamos ser cuidadosos, para que nossa memória atávica não interfira na formação de nossos conceitos e valores... Principalmente quando quisermos simbolizar aqueles absolutos como o supremo bem, desejado por todos e indentificado com a evolução espiritual; e o supremo mal, mergulho do espírito no próprio inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tenho querido aqui, ao falar das impressões em mim causadas pelo filme Nosso Lar, tratar da possibilidade de que nosso imaginário esteja sobrecarregado de associações – muito mais do que na época em que foi escrito o livro – das quais, consciente ou inconscientemente, já não estamos muito convictos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, para não nos aprofundarmos muito, quem não conhece a noiva, casando-se em terceiras núpcias, que veste-se de branco apenas para realizar seu sonho de menina? Ou seja: o branco vem deixando de ser considerado símbolo virginal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É transformação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É abrir-se caminho, no caso, para o fim da hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, depois que me falaram de uma pesquisa realizada com crianças negras, às quais foi perguntado, apresentando-se-lhes bonecas brancas e negras, quais seriam as bonecas ruins, e que a resposta veio, de todas elas, firme, com os dedinhos apontados na direção daquelas com sua mesma cor de pele, cheguei à conclusão de que precisamos apressar a desconstrução da noção negativa atribuída ao preto, ao escuro, à cor negra, no imaginário social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o resultado assustador de tal pesquisa acena para valores ideologicamente impostos. E fico pensando se não seria justamente por causa daquela nossa memória antiga, da qual falávamos, que foi possível o domínio cultural e ideológico dos brancos sobre os negros, que demora a acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é todo esse imaginário que precisamos pensar em conscientemente desconstruir. Principalmente os fazedores de cultura. Principalmente os intelectuais. Principalmente todo e qualquer ser humano que se diga espiritualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a verdade é que todo escritor, ainda que seja ele um espírito - e exprima-se através de um médium -, se quiser ser lido e compreendido, além de precisar escolher a Língua da qual fará uso, terá, necessariamente, de utilizar imagens que façam sentido para seu público alvo em determinado momento da História. Ainda quando consiga inserir em sua obra, aqui e acolá, algumas novas perspectivas impactantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aos que venham interpretar, no correr dos anos, qualquer obra, a tarefa de manter carinhosamente seus significados. Sempre conscientes, no entanto, da possibilidade de precisarem rever, a cada vez, os signos através dos quais possam expressá-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1043540734984984066?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1043540734984984066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1043540734984984066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/ainda-em-torno-dos-signos-preto-e.html' title='AINDA EM TORNO DOS SIGNOS &quot;PRETO&quot; E &quot;BRANCO&quot; E DO FILME &quot;NOSSO LAR&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5776085087438065956</id><published>2010-09-22T03:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T10:55:41.166-07:00</updated><title type='text'>"Luminosa Escuridão"</title><content type='html'>Estava imersa em minhas impressões acerca ainda do filme "Nosso Lar" quando me chega o e-mail da prima e amiga Sandra, com quem tenho tido, principalmente ao longo dos últimos anos, o privilégio de compartilhar sentimentos e reflexões em torno de temas relacionados com a espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, ela quer dividir com os amigos belo texto de Huberto Rohden intitulado "Serenidade Mística"... Como um trecho desse texto é emblemático daquilo que venho tentando, de meu lado, dividir com meus leitores sobre o filme, reproduzo-o aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[...] Esse estado é essencialmente anônimo. Deus é o rei dos anônimos - e é por isso que os homens lhe dão tantos nomes, porque nenhum deles define o indefinível, o inominável.&lt;br /&gt;Paulo tentou definir o estado anônimo do homem imerso na atmosfera da indefinível Divindade, mas acabou confessando que o que ouvira eram "árreta rémata" - "ditos indizíveis"...&lt;br /&gt;Agostinho procurou atingir o intangível - mas capitulou com armas e bagagens e gemeu sob o peso da sua incompentência....&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Tereza D'Ávila, João da Cruz, Eckehardt e tantos outros falam em &lt;span style="color:#000000;"&gt;"luminosa escuridão",&lt;/span&gt; em "solidão sonora", "no silêncio deserto da Divindade", no "vácuo da plenitude", e outros paradoxos que nada dizem - e muito fazem adivinhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um desses ébrios da Divindade chega a dizer que esse estado místico é um "des-nascimento" - e esta palavra é uma das mais felizes e verdadeiras. Pelo nascimento se materializa o homem - é necessário des-nascer para a matéria, a fim de poder renascer para o espírito. [...]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Destaco o belo paradoxo "luminosa escuridão": acredito que seja em torno de imagens como essa - a evidenciarem a "coexistência sobreposta" entre o preto e o branco, entre o claro e o escuro - que dever-se-iam reunir os cineastas dispostos a se desfazerem do engessamento de certos conceitos em face de futuras criações do gênero espiritualista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;( Vide nesse blog texto intitulado "UNIDADE", 06/09 )&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5776085087438065956?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5776085087438065956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5776085087438065956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/huberto-rohden.html' title='&quot;Luminosa Escuridão&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5671179214992803994</id><published>2010-09-21T20:13:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T20:35:48.030-07:00</updated><title type='text'>A CRIAÇÃO</title><content type='html'>A história de Charles Darwin, retratada nesse filme, é muito mais instigante do que à primeira menção possamos imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apegado à família e dedicado à sua pesquisa, que - preocupado que parecia em esmiuçar todas as suas observações da evolução dos seres vivos até o surgimento do animal homem sobre a Terra - leva mais de vinte anos para concluir, ele não para por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o cientista, conhecido por sua teoria da “Evolução das Espécies”, tida ainda hoje por muitos como antagônica à teoria da “Criação” - segundo a qual Deus criou o mundo em 7 dias -, surge-nos como personalidade das mais interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto quanto sua dedicação ao trabalho, parece-nos imenso o amor que o cientista nutre pela mulher e pelos filhos, com destaque para a primogênita. De tal forma que, após sua precoce morte, aos 10 anos, passa a manter com ela intermináveis conversas imaginárias, num relacionamento diário mais real do que o mantido com o resto da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor do filme: levar-nos a imaginar que o que atrasou a pesquisa de Darwin, mais do que o nível de sua exigência profissional, possa haver sido a dúvida em relação à conclusão última que, a seu tempo, suas ideias pareciam sublinhar: a negação da existência de Deus. Todo o amor devotado à filha morta, que o levava a querer acreditar que a morte não podia ser o fim de tudo(?), pode haver sido a razão de sua confusão humanamente enriquecedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda: que sua esposa, muito apegada aos dogmas religiosos e o tempo todo contrária àquelas pesquisas, ao final, após ler todo o trabalho do marido - que deixa em suas mãos a decisão sobre sua publicação ou não -, acabe ela mesma encaminhando o calhamaço à editora, pronunciando as contraditórias e humanas palavras: Que Deus nos perdoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela e humana ambigüidade, o conflito, o quase reconhecimento pelo casal de indícios da existência concomitante e complementar de ambas as teorias, Criação e Evolução, colocam como fundo, para essa história ambientada no século XIX, as ideias mais ousadas em torno dessa convergência, diante das quais, em pleno século XXI, muitos ainda reagem furiosamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5671179214992803994?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5671179214992803994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5671179214992803994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/criacao.html' title='A CRIAÇÃO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8854109833284852231</id><published>2010-09-21T09:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-22T06:59:08.314-07:00</updated><title type='text'>A FITA BRANCA</title><content type='html'>Em um fictício vilarejo alemão, pouco antes da primeira guerra mundial, era hábito amarrar-se uma fita branca no cabelo ou braço das crianças, para que não se esquecessem de qualidades como ingenuidade e bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários incidentes, no entanto, acabam por acenar para a possibilidade de que, quando se precisa materializar a pureza em um signo, é sinal de que ela, como que congelada, já deu lugar à hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comenta-se que a feitura do filme pretendeu registrar os traços - presentes nos homens e muitas vezes transmitidos por eles a seus filhos, geração após geração - que poderiam explicar o fato de um povo, de uma ou outra maneira, aceitar o comando vindo de mentes doentias como a de Hitler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que está tudo lá: as ações sádicas de alguns como provável resultado da convivência numa sociedade essencialmente hipócrita; a hipocrisia e desumanidade do pai ao falar com o filho adolescente sobre questões da sexualidade humana – dando início a uma série de recalques(?); as violência e maldade manifestas pelas pessoas, dentro e fora de suas casas; a intolerância com as diferenças, inclusive da própria mãe em relação ao filho dito “retardado mental”; a coragem de usar-se as pessoas em proveito próprio, ignorando seus sentimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observei que alguns, após assistirem a "A fita branca", parecem não compreender a acenada relação de sua história com o terrível nazista que só surgiria trinta anos depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, &lt;strong&gt;fico com a hipótese de ser ela uma alusão à possibilidade de haverem vários “hitleres” em gestação já naquele exato momento... Ou seja: talvez estejamos diante de um filme sobre a sociedade ( certamente não só a alemã ) que forjou o pior ditador nazista de toda a História humana.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao fato de um povo aceitar ser comandado por um homem ignóbil, pode ser explicado, por um lado, pela necessidade de cada um dos outros "hitleres" exorcizar de si mesmo os próprios demônios, quando não esteja essa aceitação baseada simplesmente na escolha de um semelhante... E, por outro lado, pela tendência que a grande maioria das pessoas vulneráveis a todo o tipo de maldade, ali, como em qualquer outro lugar, tem de confundir força com despotismo e proteção com opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais uma vez, concluo que um profundo autoconhecimento e o desejo consciente de encontrarmos nosso melhor como seres humanos é e será sempre a única maneira de fazermos, se não a ideal, pelo menos a melhor escolha dentre nossos possíveis representantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8854109833284852231?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8854109833284852231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8854109833284852231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/fita-branca.html' title='A FITA BRANCA'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4147606264577222173</id><published>2010-09-18T21:05:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T17:31:45.764-07:00</updated><title type='text'>Nosso Lar 2</title><content type='html'>Todos os espíritos “do bem”, em “Nosso Lar”, vestindo roupas brancas e os "do mal" apresentando-se em trapos escuros pode ser outro clichê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que o branco é a soma de todas as cores e que o preto é uma sua absoluta ausência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tomamos o branco como "tudo" e o preto como "nada", e a Física Quântica e as Filosofias Esotéricas nos falam da “potencialidade pura” que pulsa única e exclusivamente no absoluto silêncio do profundo “nada”, que dá origem a “tudo”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se sabemos que a consciência acaba por retornar ao ponto de onde partiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos concluir que escuridão e luz, que o preto e o branco, que o tudo e o nada confundem-se tão completamente que sempre - e principalmente em produções espiritualistas - deveríamos atribuir-lhes o mesmo valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desestigmatizando-se o negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando-se o branco e o preto, juntos, em seu devido e mesmo lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4147606264577222173?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4147606264577222173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4147606264577222173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/nosso-lar-2.html' title='Nosso Lar 2'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6728200253944012333</id><published>2010-09-18T10:48:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T16:27:28.034-07:00</updated><title type='text'>Outro amigo com blog</title><content type='html'>E não é que meu bom amigo Ronaldo Lima Lins acaba de ganhar de presente de uma aluna um blog no qual possa divulgar suas dezenas de livros, dentre romances e ensaios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar nas poesias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As poesias de Ronaldo são das mais bonitas e interessantes que já vi na vida... Filosofia pura... Parece que Fernando Pessoa finalmente encontrou por aqui concorrente à sua altura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pelo título, "Mais do que areia, menos do que pedra", o livro de Ronaldo Lima Lins - que reúne textos poéticos - é estímulo para todos os espíritos, especialmente para aqueles cansados de se decepcionar nas livrarias diante de obras cujo maior mérito de seus autores parece ser conseguir um bom resenhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um trovador&lt;br /&gt;que passava numa aldeia,&lt;br /&gt;a quem perguntaram&lt;br /&gt;ser contra ou a favor,&lt;br /&gt;respondeu:&lt;br /&gt;sou e não sou contra;&lt;br /&gt;sou e não sou a favor.&lt;br /&gt;Enforcaram-no em praça pública.&lt;br /&gt;Mas não lhe enforcaram os versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobreviveu."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6728200253944012333?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6728200253944012333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6728200253944012333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/outro-amigo-com-blog.html' title='Outro amigo com blog'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7747498264601000507</id><published>2010-09-18T09:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T19:42:40.989-07:00</updated><title type='text'>ESCÂNDALO!</title><content type='html'>O “Cinema e Letras: Impressões” sempre se posiciona criticamente diante de ideias e não diante de pessoas ou partidos; já tendo tido eu oportunidade aqui de falar, por exemplo, sobre o quanto é bom aquele que escreve poder se sentir à vontade para analisar livremente o pensamento expresso por alguém, seja ele de direita ou de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, segundo tenho podido concluir, eu, que jamais poderia ser rotulada como de direita, talvez não possa também ser incluída entre os ditos de esquerda... Sou, segundo alguns amigos, uma livre pensadora, mais humanista do que propriamente socialista... E, embora simpatize com alguns esquerdistas, entendo que não façamos parte da mesma turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a força daquilo que escrevo não aumenta ou diminui ao sabor dos mais recentes escândalos em nossa política. E continuo me sentindo à vontade para perguntar: se história parecida com a do tráfico de influência ( nojenta, diga-se de passagem ) envolvendo a Casa Civil tocasse de perto a candidato que não andasse assustando tanto a grande imprensa como, ao contrário, parece que Lula/Dilma vêm fazendo – vide editorial, no Globo de anteontem, intitulado “Um projeto autoritário em marcha” -, será que ela ( a história ) seria tratada com a mesma paixão pela grande mídia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa, no meu entender, é a grande questão ética a envolver os meios de Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso estar enganada, mas, sinceramente, não me lembro de haver visto a mesma disposição em torno de notícias, por exemplo, sobre o escândalo das “Ambulâncias”, a respeito do qual hoje ainda dever-se-ia falar bastante, para que o povo não o esquecesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez a verdade seja que, ao longo dos anos, vimos, em nosso país, tantas imundícies que não daria para determinar aquelas que deveriam ser mais lembradas... Principalmente porque posso imaginar que não seja pequeno o número das que, apesar de lamacentas e terríveis, a pulularem em diversos setores da sociedade, por alguma razão, jamais chegaram a virar notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, partindo do princípio de que a última sujeira vinda à tona corresponda à mais pura verdade, essa é uma ótima oportunidade para registrarmos o quanto pode ser proveitoso para o povo - num país no qual a grande imprensa, no entendimento de alguns, parece dar mostras de torcer pelo partido representativo das elites - ser governado pelo PT, por exemplo. Ou pelo PSOL.... Ou pelo PDT...&lt;br /&gt;No mínimo, isso parece ser garantia de uma informação caprichada em todos os sentidos e direções. Exatamente como a queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uns dois ou três mandatos assim, denúncia após denúncia, pode ser que toda a corja seja espanada e que possamos usufruir apenas dos melhores ideais de presidentes pelos quais Frei Betto possa dizer – como acaba de dizer do presidente Lula – que por eles colocaria suas mãos no fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, já que estamos falando novamente sobre a imprensa ( vide aqui artigo “Liberdade DE Imprensa ou DA imprensa?” ), segundo o citado editorial de O Globo, Lula prepara ataque à liberdade de imprensa e de expressão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será deixado pronto para Dilma um projeto que, entre outros pontos, pretende regular as chamadas “participações cruzadas”, com o objetivo de reduzir o tamanho e a diversificação dos grupos de comunicação. [...] É falso o argumento do incentivo à competição, pois hoje em dia, com a internet e a proliferação de canais de distribuição de informações, há incontáveis e crescentes opções à disposição de leitores, telespectadores e ouvintes. O real objetivo do projeto, de origem chavista, é acabar com a independência das empresas profissionais de jornalismo e entretenimento, pelo corte do seu faturamento, hoje obtido por múltiplas fontes de receitas. Reduzidos em sua escala, os grupos terão de buscar verbas oficiais para se manter, e com isso acabará na prática a liberdade de imprensa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Concentração de poder é sempre concentração de poder. Por mais opções que hoje tenhamos, nenhuma delas ( chega a ser covardia qualquer um tentar compará-las, por exemplo, com as Organizações Globo ) tem como atingir o público por todos os lados, promovendo, por exemplo, a ideologia dominante – sutil ou agressivamente; direta ou indiretamente -, através da divulgação ou excessiva valorização de "SEUS" padrões, novelas, músicos, artistas, escritores, marcas, intelectuais, valores, escolhas, desejos, temores, produtos, grupos e - por que não? - candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Como se pode considerar INDEPENDENTE qualquer empresa que objetive lucro? E, se, como afirma o editorial em tela, “reduzidos em sua escala, os grupos terão de buscar verbas oficiais para se manter, e com isso acabará na prática a liberdade de imprensa”, é sinal de que reconhece ela mesma sua submissão àqueles que a mantenham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) A imprensa atual possuiria, então, senhores, ainda que “múltiplos”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Certo é que, mesmo diante de um consumado projeto de combate à concentração no que se refira à Comunicação, não haveria necessidade de qualquer empresa submeter-se aos desígnios de qualquer governo democrático. Bastaria que reavaliasse sua ambição e o seu grau de dedicação à construção de um mundo realmente melhor e mais justo para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Não posso deixar de comentar também o quanto pode ser falaciosa a interpretação dada pela imprensa às palavras de José Dirceu em torno do “abuso no poder de informar”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li, no blog de Theotonio de Paiva, um artigo sobre alguns jornalistas que, ao prepararem a apresentação do jornal de cada dia, riem-se dos espectadores, chamados entre eles de “HOMERs” - à imagem do idiota Homer Simpson do seriado americano. Será que são muitos dentre eles a pensarem que somos todos nós meros incapazes de compreender o significado do que seja dito quer por eles, quer pelos mocinhos ou bandidos de nossa História?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, por mais que José Dirceu - comprovadas as acusações a pesarem sobre ele - mereça pagar por seus erros, qual o direito temos nós de inventar significados para aquilo que ele diga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De meu lado, tenho certeza de que é mais provável que, ao pronunciar algo como o “abuso no poder de informar”, ele se referisse não de forma crítica à obviamente esperada questão feita pela imprensa de trazer à tona tudo o que aconteça e que mereça tornar-se do conhecimento do público, que é como a imprensa parece convenientemente interpretá-lo... Mas sim ao abuso que a muitos leitores, espectadores, telespectadores parece incomodar. Abuso esse no sentido de simplesmente parecer - pelo menos aos leigos no assunto - que a grande mídia dispõe ilimitadamente do poder de escolher e determinar O que será ( ou NÃO será ) e COMO será noticiado. Sem falar no QUANDO, que também pode ser científico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7747498264601000507?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7747498264601000507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7747498264601000507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/o-cinema-e-letras-sempre-se-posiciona.html' title='ESCÂNDALO!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6414743822673486967</id><published>2010-09-13T18:08:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T12:15:48.963-07:00</updated><title type='text'>A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE ENQUANTO TODO</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Abaixo, com os ajustes que julguei necessários, dois trechos do meu "Vaidade é Loucura ( na obra de Machado de Assis )" - recebido com carinho por Wilson Martins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) “Uma visão de mundo transcende tempo e espaço. Assim é que nos percebemos traçando paralelos entre aquela que nos parece ser a de Machado de Assis e a de mais um pensador não-contemporâneo ao escritor. Para Teilhard Chardin, nascido apenas quando Machado já elaborava as mesmas questões, 'os modos de proceder da vida são três: a profusão, a inventiva e a indiferença para com os indivíduos'. Sobre este último modo de proceder da vida, afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Quantas vezes a Arte, a Poesia, e até a própria Filosofia não têm pintado a Natureza como uma mulher de olhos vendados, pisando uma poeira de existências esmagadas [...]&lt;br /&gt;Pelo fenômeno da associação, a partícula viva é arrancada a si mesma. Presa num conjunto mais vasto do que ela, torna-se parcialmente escrava deste. Deixa de pertencer a si própria.&lt;br /&gt;E o que a incorporação orgânica ou social faz para a distender no Espaço, realiza-o não menos inexoravelmente no Tempo o seu acesso a uma linhagem. Pela força da ortogênese, o indivíduo encontra-se incorporado na fieira. De centro, torna-se intermediário, elo. Já não existe: transmite.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parece-nos que era dessa transmissão quase mecânica, desse legado inconsciente, que tratava o Brás Cubas de dizer não haver deixado filhos para herdar, como se fora possível, assim, interromper a corrente... Quanto a Machado, constatamos a consciência que já demonstrava ter dessa inexorável cadeia humana ( magnificamente sintetizada na herança deixada por Quincas a Rubião, que, por sua vez, deixando uma “coroa”, pede que seja guardada), dessa complexificação advinda de uma organização cada vez maior da consciência sempre e sempre acrescida e transmitida de um para outro homem, e para cujo desenvolvimento certamente contribuiu sobremaneira o escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Teilhard Chardin, tal expansão da consciência obedece ao mesmo processo que antes ocorreu com a matéria, que teria, através de um processo incessante de complexificação, culminado no surgimento da vida e da consciência, no caminho da evolução. Para o padre e cientista, ainda, a cada vez maior organização das consciências acabaria por culminar naquilo que chamou de algo hiperpessoal (no ponto ômega) ou “Cristo Cósmico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-nos que Machado já nos obrigava a olhar para tal possibilidade, sempre despertando nossa consciência, nossa crítica, fazendo-a projetar-se sobre nossa sociedade; mas sempre preocupado em nos interromper de nossa projeção para percebermos quem somos cada um de nós, tijolos dessa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos no capítulo intitulado “A aurora possível”, a tomada de consciência, a lucidez quanto a nós mesmos, a que parece o tempo todo nos querer levar Machado, faz ecoarem as palavras de Pascal, cujos excertos, de resto, vemos como parte integrante da obra machadiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘O homem é grande quando se reconhece miserável’, dizia Pascal. Reconhecimento que, se durante a leitura dos textos de Machado de Assis concretiza-se, vislumbramos a possibilidade da construção de sociedades verdadeiramente humanas, cujas bases decerto trariam a compaixão resultante da consciência do quanto é ilusória a nossa noção de individualidade, mantida por nossos egoísmo e vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que, sempre preocupado em criticar nossos sistemas filosóficos e nossas instituições -relativizando todo e qualquer valor, mas certamente comungando com Schopenhauer, segundo o qual a salvação é, sim, possível ao homem compassivo que ‘compreende a vaidade das rivalidades e do egoísmo dominador, entendendo que seu sofrimento e o do outro são um único sofrimento' -, parece que o autor antecipava mesmo o pensamento de Teilhard , segundo o qual:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘A Saída do Mundo, as portas do futuro, a entrada no Super-Humano, não se abrem para diante a alguns privilegiados apenas, nem a um só povo eleito entre todos os povos! Elas não cederão senão a um empurrão de todos juntos, numa direção em que todos juntos se podem reunir e completar numa renovação espiritual da Terra.’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) “Busquemos em Teilhard Chardin o esclarecimento necessário à nossa negação da individualidade, a fim de que não a confundam com qualquer tipo de panteísmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Seja em que domínio for - quer se trate das células de um corpo, ou dos membros de uma sociedade, ou dos elementos de uma síntese espiritual - a União diferencia. As partes aperfeiçoam-se e completam-se em qualquer conjunto organizado. Foi por termos descurado esta regra universal que tantos Panteísmos nos transviaram no culto de um Grande todo em que os indivíduos se perderiam como uma gota de água, se dissolveriam como um grão de sal, no mar. Aplicada ao caso das somas da consciências, a Lei da União livra-nos desta perigosa e sempre renascente ilusão. Não, ao confluírem segundo a linha dos seus centros, os grãos de consciências não tendem a perder os seus contornos e a misturar-se. Acentuam, pelo contrário, a profundidade e a incomunicabilidade de seu ego.&lt;br /&gt;Quanto mais se tornam, todos juntos, o Outro, mais se acham “eles mesmos”’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, foi justamente por não querermos nos comprometer com qualquer confusão com o panteísmo que preferimos ligar Machado ao pensamento teilhardiano do que ao hegeliano. No entanto, não podemos deixar de acenar para as semelhanças entre as três filosofias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panteísmo de Hegel, diferentemente do panteísmo de Spinoza - que identificava Deus com a natureza -, identificava Deus com a História. Deus seria o que se realizaria na História. Como Teilhard Chardin, Hegel observa a progressiva complexificação dos "seres", no decorrer da história da Terra: minerais, vegetais, animais e, enfim, seres providos de consciência, que se organizam em civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a razão é progressiva, pois sempre algo de novo é acrescentado ao que já existia, ou seja, o espírito do mundo ( ou realizações humanas) progride com a humanidade sempre para a frente, para o absoluto, para uma consciência cada vez maior de si mesmo. Primeiro, o espírito do mundo se conscientizaria de si mesmo no indivíduo; depois, num nível mais elevado dessa consciência, na família e na sociedade, e, finalmente, atingiria a forma mais elevada do autoconhecimento na razão absoluta, ou seja, na arte, na religião e principalmente na filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘A verdade é o todo. Mas o todo não é senão essência que se conclui por seu desenvolvimento. Há que dizer do absoluto que ele é essencialmente resultado, que ele não é senão por fim o que ele é em verdade, e é nisto precisamente que consiste sua natureza de ser sujeito atual ou Devir de si.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é esse mesmo sentimento quase otimista, de crença em alguma coisa para a qual seguir, e que nega tudo o que contrariamente houver sido dito com o intuito de rotular-se Machado de Assis de pessimista, que encontramos, mais uma vez, em texto do autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘A justiça, cujo advento nos é anunciado em versos subidos de entusiasmo, a justiça quase não chega a ser um complemento, mas um suplemento; e assim como a teoria da seleção natural dá a vitória aos mais aptos, assim outra lei, a que se poderá chamar seleção social, entregará a palma aos mais puros. É o inverso da tradição bíblica; é o paraíso no fim.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras, nas quais fica bastante evidente a importância da qualidade, da pureza de cada homem na construção de uma sociedade, apontam claramente para a possibilidade de se participar ativa e conscientemente do processo de seleção a que estaríamos submetidos, sob o prisma de qualquer evolucionismo. Essa participação poder-se-ia dar, por exemplo, apenas ‘trocando-se a orientação no tempo para um absoluto incognoscível (Spencer) por uma orientação no tempo para um absoluto místico ( Teilhard Chardin)’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal participação, que parece ser nada mais do que a busca permanente de crescimento moral e espiritual, a partir da tomada de consciência quanto a nossas piores mazelas, aponta certamente para a liberdade. Liberdade que toda a obra machadiana, ao instigar e provocar a lucidez dos homens, parece ter como objetivo último e final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, talvez o homem seja mais covarde do que mau. Um dia, descobriu que poderia mentir e lucrar com isso, quem sabe um choro para galgar um colo? E tornou-se um grande mentiroso... Mas o pior aconteceu quando intuiu que os outros haviam descoberto a mesma coisa: desconfiado, é provável que, desde então, através dos séculos, venha buscando proteção em coisas como dinheiro e poder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o ser humano, ao longo da História, tem se mostrado capaz de muitas coisas terríveis em função de sua enorme insegurança. Insegurança essa que acabou ganhando contornos dos sete pecados capitais, com destaque para a louca VAIDADE... E, tal qual o alienista do conto, cada um vai projetando nos outros suas próprias imperfeições e protegendo-se delas... Só o despertar de uma aguda consciência para lançá-lo na busca de seus melhores aspectos, passando a projetá-los também em seu vizinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mudar-nos para mudar a sociedade, parece-nos a lição máxima de nosso mestre, Machado de Assis...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ao vencedor, as batatas!', afirmava Spencer, referindo-se à sobrevivência, à detenção do poder advindo da força, à posse de mais bens e alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, qualquer vencedor, submetido à seleção natural, em dado momento, pode deparar-se com aquele que venha rendê-lo, apossando-se de sua coroa. E esta, decerto, deve ser a maior das angústias humanas: o medo, a insegurança, a expectativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Ao vencedor, as batatas!', tendo em vista a "seleção social" imaginada por Machado de Assis, um dia haveremos de poder declarar. E as batatas concedidas ao "puro" não serão passíveis de serem retomadas, pois são elas a simples consciência do que um dia alguém declarou sobre, apesar de poderem, a qualquer momento, fazer-nos mal nessa batalha permanente pelas batatas spencerianas, nada nem ninguém pode tornar-nos maus... E esse sempre será o maior de todos os trunfos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6414743822673486967?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6414743822673486967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6414743822673486967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/evolucao-da-humanidade-enquanto-todo.html' title='A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE ENQUANTO TODO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1155779082868210797</id><published>2010-09-09T20:01:00.000-07:00</published><updated>2010-11-16T16:30:39.437-08:00</updated><title type='text'>NOSSO LAR</title><content type='html'>OS COMENTÁRIOS ABAIXO SE REFEREM AO FILME “NOSSO LAR” E NÃO AO LIVRO DE MESMO NOME PUBLICADO HÁ MUITOS ANOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, “Nosso Lar” é uma decepção enorme. Acredito que não só para mim que, apesar de espiritualista, não me posso dizer espírita, mas também para os espíritas desejosos de abordagens artísticas mais criativas para a doutrina que já conhecem bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar, por exemplo, das metáforas utilizadas tanto para o lado do “mal”, quanto para o lado do “bem”, nos quais transitam os personagens - todos muito pouco consistentes - da trama baseada no livro de Chico Xavier...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lama, escuridão, abandono e pobreza absoluta recepcionam os que tenham uma dívida grande com a espiritualidade... Belas construções e belos jardins; bons – ainda que frugais – alimentos; e excelentes “hospitais”, além de muita claridade e cor é o que podem esperar encontrar aqueles que estejam mais perto de Deus, por haverem se comportado melhor aqui na Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois chego à conclusão de que “Nosso Lar” pode ser considerado, além de tudo, um bocado preconceituoso. Deve ser justamente porque associamos ao bem as belas coisas exteriores acima citadas que acabamos em nossa sociedade aceitando que os ricos, fartamente servidos de todas elas, façam o que bem entendam de tudo e de todos a sua volta. Assim, a verdade é que, em Nosso Lar, como aqui, pode parecer que Deus esteja do lado da beleza e da riqueza como as conhecemos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso para não falarmos no fato de que - por, nos anos 30, a cidade a caminho do céu apresentar o aspecto de nossas cidades contemporâneas, inclusive pelo uso de computadores - o espectador mais desprevenido pode concluir, ainda que amorfamente, sobre estarmos hoje, enquanto humanidade, mais evoluídos espiritualmente, mais próximos de "Nosso Lar" do que a família do médico André Luiz à época do registro do filme. O que seria, sabemos bem, um disparate, pois, ao contrário, quanto mais evoluímos técnica e cientificamente, mais parecem pulular, a nossa volta, a maldade, o egoísmo, a hipocrisia e a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pasmem: do lado “bom”, no filme, ainda encontramos ministérios e ministros... E não há nada mais capitalista do que a vida depois da vida lá, em “Nosso Lar”, onde circula espécie de moeda, que deve ser acumulada, e ouvimos - em tom panfletário - alguns moradores da cidade citarem o número de anos levados para adquirirem sua casa “própria”... O que no mínimo pode ser contraditório, na medida em que esperamos justamente que os há mais tempo ali chegados demonstrem menor dependência dos valores terrenos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que o filme nos leva a crer que os sonhos daqui também continuam sendo os sonhados por lá... Mais falta de imaginação, impossível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando será que cineastas e roteiristas começarão a imaginar um “depois da morte” desvinculado dos valores, hábitos e formas da medíocre vida humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo uma sugestão e, se quiserem, podem me chamar que colaboro na construção de um bom roteiro... Que tal imaginarmos algo assemelhado àquela historinha que corre de boca em boca por aí e que já nem sei mais onde a ouvi pela primeira vez? Aquela historinha que conta que, tendo sido uma visita levada a conhecer o céu e o inferno, surpreendeu-se ela por não ver qualquer diferença entre um e outro lugar, uma vez que ambos, à primeira vista, ofereciam os mesmos recursos, a mesma estrutura, as mesmas cores... E até os mesmos problemas. Por exemplo: todos, tanto em um, quanto em outro lugar, apesar da bela figura, tinham os braços tortos, a lhes impedirem de levar o talher com o delicioso alimento à boca. No entanto, enquanto no inferno a fome, por conta disso, era uma ameaça constante, no céu, superaram o problema rapidamente: sentados em torno de uma imensa mesa redonda, cada membro daquela comunidade alimentava seu vizinho da direita e era alimentado pelo companheiro da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceberam o espírito? Pois é, desse espírito, podemos fazer muitas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma vez que partamos do princípio de que as individualidades permaneçam intactas depois da morte e que queiramos romancear a vida entre uma e outra reencarnação, deveríamos ser capazes de imaginar a busca de crescimento espiritual, inclusive os dramas de consciência comuns ao processo, de forma mais sutil e delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, todos nós sabemos que o inferno, o lodo e a imundície habitam o interior das "piores" pessoas – pobres ou ricas -, assim como o céu, a paz e a pureza transparecem no olhar de nossos "melhores" representantes. Os cineastas precisam encontrar maneiras de representar isso que não sejam tão óbvias quanto em “Nosso Lar”. Pois certo é que um filme de ficção espírita ou espiritualista não pode ser metaforizado pela aparência material das coisas, como o são os de ficção científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que acabei de me convencer de que um grande sucesso de bilheteria imediatamente ( sem tempo para o boca-a-boca ) após o lançamento de um filme nem sempre é sinal de que ele seja bom. Pode ser que o tema instigue – como acredito que seja o caso de “Nosso Lar” - e a propaganda seja boa. Apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a “Nosso Lar” ainda, suponho que a grande maioria dos espectadores espíritas saia decepcionada do cinema, ainda que de maneira inconsciente, confusa. Pode ser que digam que gostaram do filme porque o filme é exatamente o que esperavam que fosse. Mas talvez saiam insatisfeitos, porque no fundo - preservada sua fé -, como qualquer um de nós, eles esperam que uma obra de arte acrescente alguma coisa a suas reflexões de sempre sobre o maior de todos os temas da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais espectadores ( exceto talvez os mais velhos e apegados à vida como a conhecemos ), por outro lado, talvez se decepcionem por esperarem histórias que lhes falem da unidade entre todos os homens e da permeabilidade entre eles de suas piores e melhores características; por esperarem histórias que lhes tragam notícias da evolução da humanidade enquanto todo, ao invés do progresso absolutamente estanque, individual, de cada espírito em relação a cada outro, como vemos em "Nosso Lar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não tenho certeza de haver lido o livro de Chico Xavier, mas o que sei sobre o respeitado médium é que foi um homem que fez questão de viver na mais absoluta simplicidade, completamente desapegado dos valores materiais. Os jardins, o sol, a beleza, ele fazia questão de criá-los todos os dias dentro de seu coração, ensinando, com seu testemunho de vida, que a paz é uma postura diante da vida e não uma condição palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. O melhor do filme: nuances do relacionamento médico/cliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;*Acabei só me lembrando de revisar esse texto ( geralmente faço isso durante os primeiros dias após escrever e publicar cada um deles ) hoje, 16/10. Infelizmente, havia, mais do que de costume, aqui, uma série de coisinhas - vírgulas e "s" - a serem acertadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;De qualquer modo, a leitura agora flui bem melhor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1155779082868210797?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1155779082868210797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1155779082868210797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/09/os-comentarios-abaixo-se-referem-ao.html' title='NOSSO LAR'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3400085588956749333</id><published>2010-08-26T02:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T02:44:31.472-07:00</updated><title type='text'>Sobre a aposentadoria compulsória de juízes criminosos</title><content type='html'>Penso que os juízes, enquanto categoria profissional, deveriam receber salários ainda melhores e usufruir de todas as prerrogativas e garantias possíveis no sentido de se verem protegidos de qualquer tipo de assédio – inclusive daquele possivelmente advindo de seus próprios pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eles devessem mesmo ter direito a uma participação na renda de todos os cartórios sob sua jurisdição... Por que não, uma vez que o objetivo dos cartórios jamais deveria ser enriquecer os responsáveis por sua administração? Seria sim uma maneira de, sem onerar o Estado, reconhecer-se que, na Justiça, não há quem mereça ser mais valorizado do que aquele de quem esperamos a imparcialidade e o total interesse em aproximar-se o mais possível da verdade em cada caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando, claro, dos juízes honestos, daqueles incapazes de desrespeitar a Ética - mais do que a Lei - seja em uma pequena decisão administrativa ou na concepção da sentença mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a respeito da aposentadoria compulsória, punição administrativa máxima sofrida pelos juízes criminosos, li recentemente, no Globo, artigo do desembargador Antonio Cesar Siqueira, presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro. Ele não considera que o recebimento de proventos pelo juiz aposentado compulsoriamente em vista de crimes praticados seja espécie de benefício. E argumenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[... ]Afinal, independente de quaisquer irregularidades, o juiz recebe salários regularmente, sobre os quais incidem todos os descontos previdenciários pertinentes. Ou seja, a aposentadoria, mesmo que compulsória, não é privilégio, mas uma prerrogativa comum a todo servidor público ou trabalhador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nenhum cidadão aposentado, mesmo que cometa crime hediondo, perde seu direito à aposentadoria em razão da condenação. Isso decorre apenas do fato de que o direito foi constituído não pela ação criminosa, mas por contribuições licitamente feitas à previdência social. Por que criar uma punição dirigida apenas a uma categoria profissional? Isto não acarretaria o dever do Estado de devolver todas as contribuições?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Por outro lado, ninguém pode ser duplamente apenado ou punido em decorrência da mesma infração. Um juiz que perca o cargo, sendo impedido de exercer sua profissão, já terá sofrido, com isso, a devida sanção decorrente do ato motivador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, salvo a possibilidade de não estar a par dos dados corretos e tendo-se em vista a sempre presente possibilidade de outros entendimentos acerca dos mesmos temas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A aposentadoria é prerrogativa apenas de todo servidor público que haja trabalhado e contribuído pelo tempo previsto na legislação... Não podendo qualquer um de outras categorias escolher aposentar-se no momento em que bem entender, ainda que com salários proporcionais ao tempo de contribuição, muito menos se for demitido do cargo “a bem do serviço público”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Se as contribuições foram feitas à Previdência e descontadas do salário do juiz durante o tempo em que atuou – ainda que se tenha valido ele de seu cargo para ações nada admiráveis – parece que não se pode ignorar que elas existam. Mas pareceria mais correto se servissem – como parece acontecer em relação aos funcionários de todas as outras categorias - apenas para, por exemplo, serem averbadas a um plano de aposentadoria comum - INSS, que deveria continuar sendo pago até que o tempo previsto em Lei para a aposentadoria fosse atingido. Sendo o ex-juiz, então e somente então, como os demais mortais, aposentado ( e recebendo, no máximo, o “teto” ali previsto ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) É verdade que os funcionários públicos que cometem crimes após sua aposentadoria não perdem seus proventos. No entanto, ao contrário do que ocorre com os juízes, todos eles, ao serem condenados durante o exercício por crimes que levem à perda do cargo, passam a se ver na simples condição de desempregados comuns, tendo, para se aposentar, de pensar na hipótese acima mencionada. Portanto, querer-se o mesmo para os juízes criminosos pode não ser dirigir-lhes qualquer tipo de punição especial, uma vez que estamos falando daqueles juízes cujos crimes sejam descobertos durante o pleno exercício de suas funções. Especial, entretanto, talvez seja o fato de serem os juízes a única categoria a contar com a prerrogativa de serem condenados administrativamente a uma pena(?), a aposentadoria compulsória, que automaticamente - já que "nenhum cidadão aposentado, mesmo que cometa crime hediondo, perde seu direito à aposentadoria em razão da condenação" - passa ironicamente a protegê-los caso venham a ser condenados posteriormente pela Justiça. Não seria mais justo se fossem eles administrativamente apenas afastados de seus cargos enquanto não fossem concluídos os processos judiciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Perder o cargo e perder os vencimentos relativos ao desempenho das funções desse cargo pode não ser entendido como punições distintas, uma vez que vencimentos só podem existir como remuneração àquele que ocupe qualquer cargo. São faces da mesma moeda: a pessoa tem ou não direito a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Enfim, a verdade é que, ainda que o Estado se visse obrigado a devolver ao juiz criminoso todo o montante por ele recolhido aos cofres da Previdência durante o tempo em que esteve em exercício, seria bem mais bonito vermos os juízes criminosos que optassem por essa devolução sem poderem contar com o tempo trabalhado para aposentar-se sequer pelo INSS, do que vê-los usufruindo de permanentes férias muito bem remuneradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Alguns textos desse blog são previamente enviados para análise e possível publicação em outros blogs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3400085588956749333?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3400085588956749333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3400085588956749333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/sobre-aposentadoria-compulsoria-de.html' title='Sobre a aposentadoria compulsória de juízes criminosos'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-372378431563057366</id><published>2010-08-22T08:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-26T02:39:01.394-07:00</updated><title type='text'>"ANITA GARIBALDI, HEROÍNA DE 2 MUNDOS"</title><content type='html'>RAUL DE OLIVEIRA RODRIGUES - político, advogado e jornalista, além de escritor e poeta -, de quem tenho a honra de ser neta, estava concluindo a revisão de um livro sobre ANITA GARIBALDI quando foi interrompido por aquela que, parodiando o poeta, a qualquer momento, há de interromper cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, assinada por mim, a "Apresentação" de sua obra intitulada"Anita Garibaldi, Heroína de 2 Mundos", que acaba de ser publicada pela família Oliveira Rodrigues:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"RECENTEMENTE, ao assistir a uma entrevista com o autor de uma pesquisa sobre a vida de Anita Garibaldi, recordei-me de meu avô falar apaixonadamente a respeito do livro que escrevia (e que deixou já em fase de conclusão) também sobre a heroína, conhecida por haver lutado no Brasil, no Uruguai e na Itália, ao lado do marido, Giuseppe Garibaldi, um dos heróis da unificação italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosa, peguei seus originais para “dar uma olhada”. No entanto, tendo resolvido por primeiro fazer uma rápida leitura daquela outra pesquisa, desanimei-me, uma vez que ela não me conseguiu convencer do heroísmo de Anita, deixando apenas, de Garibaldi, a impressão de que fora, antes de tudo, um desassossegado que, por razões internas, tomava para si alguns propósitos que lhe permitissem justificar sua prévia rebeldia; e, de Anita, a sensação de que era uma mulher apaixonada que, como tantas, desejando exibir-se ao amado, abraçava suas causas e seguia seus passos. Surgiu a pergunta: Por que heroína? E foi formulando esta questão que sentei diante dos arquivos de Raul de Oliveira Rodrigues, ainda confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionante, abrir aquelas pastas amareladas e, mais ainda, deparar com sua caneta, marcando o ponto em que estava na revisão de seu trabalho. O que estaria ele pensando naquele momento em que depositou a caneta e fechou as páginas de seu livro, sem imaginar que seria a última vez? E foi mesmo como neta, com o espírito comovido pelo sentimento da continuidade, que peguei seu instrumento de trabalho, decidida a retomar aquela tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo às primeiras páginas, percebi que ele respondia à minha indagação: Anita, desde menina, e não apenas após seu encontro com Garibaldi, fora uma revolucionária, no sentido mais amplo do termo. No dia a dia, através de seus atos e palavras, mostrava sua paixão pela verdade e pela liberdade. Assim principia Oliveira Rodrigues:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Duas fases distintas se apresentam na vida de Anita Garibaldi: a primeira situa-se entre o seu nascimento e o seu encontro com o condotieri italiano, Giuseppe Garibaldi; e a segunda, partindo desse encontro, termina com a sua morte dramática, nas charnecas de Mandriolo, ao sul da Itália. Em ambas, estão presentes as mesmas virtudes de espírito, de coração e de caráter, bem como a firme resistência moral que trouxera do berço e jamais alienara.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, a sensibilidade e coragem do biografista, ao traçar o perfil da Anita em que deveras acreditava, distanciam sua obra daquelas que, a pretexto de manterem-se fiéis aos acontecimentos, passam a ser meros relatórios das informações coligidas. Informações essas que, muitas vezes, ao apontarem em direções opostas, fazem crer na quase impossibilidade de biografar-se alguém. O que, no entanto, a profunda interação entre o espírito do biógrafo e a figura biografada, delineada, simultaneamente, através das pesquisas realizadas e de um sensível mergulho no inconsciente coletivo, talvez transforme em resultados emocionantes como o que ora o leitor tem em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalte-se ainda que, se a opção de um biógrafo por uma ou outra versão dos acontecimentos pesquisados acaba por dizer tanto sobre ele próprio quanto sobre o sujeito biografado, o desejo de Raul de Oliveira Rodrigues, ao dedicar-se, já com mais de 80 anos de idade, disciplinadamente e por iniciativa própria, ao estudo da vida de Anita Garibaldi, fica evidente no resultado de seu trabalho. Anita, vista através de seus olhos, é alguém tão idealista e humana que, sem mais demora, é preciso melhor conhecer. Afinal, é o que Oliveira Rodrigues parece nos dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Na França, intelectuais e homens públicos, empenhados na constante valorização de seus símbolos patrióticos e de suas figuras históricas, nunca permitiram que se amortecesse, no conceito nacional e internacional, a imagem, para eles sagrada, de Joana D’Arc. Mas no caso de nossa inolvidável Anita Garibaldi, como observou, em 1960, em discurso proferido na Câmara Federal, o então Deputado Otacílio Costa, neste século e meio decorridos desde a morte da ilustre brasileira, a sua imagem foi negligenciada e a sua glória, que continua a luzir na Europa, aqui se fez desbotada, quase esquecida, como se pudéssemos dispensar, na formação política e social das novas gerações, o culto aos exemplos de abnegação e civismo de nossos antepassados e dos valores exponenciais da nacionalidade.'"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-372378431563057366?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/372378431563057366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/372378431563057366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/anita-garibaldi-heroina-de-2-mundos.html' title='&quot;ANITA GARIBALDI, HEROÍNA DE 2 MUNDOS&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5295838243519266583</id><published>2010-08-20T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-11-29T04:21:41.296-08:00</updated><title type='text'>Liberdade DE Imprensa ou PARA a Imprensa?</title><content type='html'>Como o assunto me interessa de perto por conta do personagem jornalista do livro que estou escrevendo, não consigo deixar pra lá essa discussão sobre “Liberdade de Imprensa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pergunta é a seguinte: Por que ninguém demonstra claramente o quanto são diferentes os conceitos “Liberdade DE Imprensa” e “Liberdade PARA a Imprensa”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em matéria sobre o assunto no Globo de hoje, vemos reproduzidas as seguintes palavras do sociólogo Demétrio Magnoli:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vem sendo difundida a teoria de que os jornais são como partidos que fazem parte de um jogo político. Ela surge numa época em que volta a ideia de que o Estado deve falar diretamente às pessoas, evitando a mediação. Essa teoria política dá base a um projeto de jornalismo estatal em curso na América Latina, buscando criar uma imprensa alternativa principalmente nos meios eletrônicos. Fusões na área de telecomunicação poderão, dessa forma, se tornar uma concorrência à imprensa, pois tais empresas se tornariam fornecedoras de notícias que o Estado quer que sejam divulgadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanto-me: existe qualquer dúvida quanto à grande mídia funcionar - ainda que por tabela - de acordo com os interesses do partido que represente a ideologia dominante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém precisa dizer com todas as letras que talvez não exista diferença entre o que vemos a grande imprensa fazer em relação a qualquer ameaça à ideologia que representa e a jovem desejosa de proteger um namoro pelo surgimento de outra, digamos, mais fornida. Ambas – sem qualquer sinal de culpa – parecem tender a omitir as informações que possam favorecer as rivais; por outro lado, fazendo questão de frisar os seus fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à mocinha, esperamos que seu namorado esteja preparado para proteger-se de qualquer exagero a ultrapassar a desculpa da imaturidade e da própria fragilidade humana, acenando para um desvio de caráter de sua namorada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já, em relação à imprensa, como poderíamos dela nos defender, se ela é a primeira a colocar-se como a grande vítima, desejosa de proteger o seu direito de dizer "toda a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizer que nos parece evidente que, ao determinar pautas, ao ignorar ou privilegiar assuntos, ao descartar profissionais, essa imprensa está exercendo não o seu direito à “liberdade de expressão” ou à “liberdade DE imprensa”, como gosta de proclamar; mas sim dando mostras da ilimitada “liberdade PARA a imprensa” em países nos quais o regime é quase uma plutocracia e a grande mídia, quase uma oligarquia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que são muito inteligentes alguns de nossos intelectuais que servem, consciente ou inconscientemente, à manutenção do status quo. Eles certamente devem conseguir assustar seus ouvintes ou leitores, ao lançarem mão de exemplos - no caso, em relação à liberdade DE Imprensa - sobre o que ocorre em países sobre os quais não tenhamos mesmo uma boa impressão de seu governo – imagino que, pelo menos algumas vezes, justamente por conta das informações às quais temos acesso ou não temos acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegamos à consciência da importância de que não é interessante para o povo ser informado apenas daquilo que o Estado queira, da mesma forma que não o é sermos informados apenas daquilo que interesse às grandes empresas de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certo é que, enquanto não pudermos contar com pluralidade suficiente nos meios de comunicação a nos garantir maior imparcialidade em relação aos assuntos veiculados - vivas! a alguns blogs com os quais podemos contar -, talvez seja importante, sim, termos veículos a transmitirem o que seja do interesse também de nossos governantes. Simplesmente porque, da mesma forma que o psicanalista encontra o caminho para a história de seus clientes através de suas fantasias - a representarem suas omissões, talvez possamos vislumbrar mais verdades sobre nossa História ao examinarmos paralelamente aquilo que seja valorizado pela grande mídia e ocultado pelo governo – e vice-versa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5295838243519266583?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5295838243519266583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5295838243519266583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/liberdade-de-imprensa-ou-da-imprensa.html' title='Liberdade DE Imprensa ou PARA a Imprensa?'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6461051564947944540</id><published>2010-08-19T07:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T07:42:24.100-07:00</updated><title type='text'>Outra dica</title><content type='html'>E, se o objetivo é manter meus prezados leitores entre amigos, não posso deixar de sugerir também a leitura dos escritos de Wanderlino Teixeira Leite Netto: visitem seu blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6461051564947944540?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6461051564947944540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6461051564947944540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/outra-dica.html' title='Outra dica'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5642654865266903278</id><published>2010-08-19T05:18:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T05:33:11.738-07:00</updated><title type='text'>"Asfalto e Mato"</title><content type='html'>Meus amigos costumam dizer ( quase reclamar ) que meu blog é muito sério, que eu deveria às vezes escrever com mais humor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, há algum tempo, descobri que um amigo, o professor Saint-Clair Machado de Melo, mantém um blog muitíssimo bem-humorado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestão: depois de lerem o "Cinema e Letras: Impressões" - publicações antigas e novas, por favor -, que tal uma passadinha pelo "AsfaltoeMato"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5642654865266903278?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5642654865266903278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5642654865266903278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/asfalto-e-mato.html' title='&quot;Asfalto e Mato&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6232092994195943078</id><published>2010-08-18T10:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T18:22:17.814-07:00</updated><title type='text'>Divulgação Importante</title><content type='html'>O jornalista Eduardo Homem de Carvalho não só leu "A Juíza", como recomenda o romance em seu visitadíssimo blog. Além de ali gentilmente publicar um dos textos do "Cinema e Letras: Impressões": "Intelectuais têm que ir contra a corrente".&lt;br /&gt;Que tal irem até lá conferir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6232092994195943078?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6232092994195943078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6232092994195943078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/divulgacao-importante.html' title='Divulgação Importante'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-338735120573471083</id><published>2010-08-13T10:55:00.000-07:00</published><updated>2010-11-22T02:12:47.935-08:00</updated><title type='text'>E os pais, o que fazem?</title><content type='html'>Em artigo intitulado “E os filhos, o que fazem?”, publicado em O Globo de hoje, empresária do Rio de Janeiro, sob pseudônimo, faz um desabafo trágico diante da agressividade, da falta de limites e da ausência total de direção registradas no comportamento de colegas de seu filho - segundo ela, alunos de um dos mais bem conceituados colégios da zona sul carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, infelizmente, não espantará a maioria de nós, acostumados que estamos a ouvir histórias parecidas com a contada por “Vera Ferreira” em torno do vandalismo que teve lugar em reuniões organizadas por seu filho, em sua casa, para receber os filhos da nata de nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que a empresária – ela indaga se os pais sabem o que fazem seus filhos -, na verdade, saiba que, pelo andar da carruagem, muitos deles não estão nem um pouco preocupados com isso, já que têm certeza de haverem juntado dinheiro suficiente para corromper pessoas e manipular a História sempre que se tornar necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ia dizer que talvez a pergunta devesse ser: “E os pais, o que fazem?”, mas certamente também para essa resposta o andar da carruagem nos acena com algumas opções: muitos deles estão tratando de interesses materiais, escusos ou não, e importando-se muito pouco com os reflexos de cada uma de suas ações sobre os demais seres humanos; estão preocupados em ganhar mais e em estar mais próximos do “poder”; estão cuidando da beleza e da prorrogação da juventude – que, segundo os valores que abraçam, precisam ser eternas; estão fazendo uso de drogas, legais ou ilegais, pois precisam anestesiar a consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: estão servindo de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seus filhos ( leiam aqui “O Menino do Pijama Listrado” ) estão por aí, desafiando a sociedade; menosprezando pessoas e instituições; acreditando sinceramente não dever respeito a quem quer seja, uma vez que, a seus olhos, todo mundo pode estar representando a mesma farsa à qual estão cansados de assistir dentro de suas casas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-338735120573471083?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/338735120573471083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/338735120573471083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/e-os-pais-o-que-fazem.html' title='E os pais, o que fazem?'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-343193861873262348</id><published>2010-08-13T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T10:18:21.594-07:00</updated><title type='text'>A Implicância com o Ministro Joaquim Barbosa</title><content type='html'>Por que não largam do pé do ministro Joaquim Barbosa, que, honesto e íntegro, só deveria receber demonstrações de compreensão e respeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não existe um mecanismo dentro do STF através do qual os processos parados no gabinete de qualquer ministro licenciado pudessem ser redistribuídos entre aqueles em condições de trabalhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, até prova em contrário, o ministro está doente, e merece, no mínimo, um pouco de sossego para que se possa recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: se o ministro não se licenciou alegando estar internado em um hospital, qual o problema de ser visto, uma ou outra vez, passeando, em uma festa, conversando com amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a má vontade das pessoas sempre leva a distorções. E o fato é que ele, licenciado por não estar em condições de trabalhar, não poderia é ser fotografado trabalhando em outro lugar. Porque, ao contrário do que ocorre em relação ao trabalho, de um passeio, festa, encontro entre amigos, qualquer um pode levantar-se e ir embora, sem maiores problemas, no momento em que precisar, e com o espírito fortalecido pelos momentos amenos a favorecerem a recuperação do organismo como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não liga não, Ministro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-343193861873262348?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/343193861873262348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/343193861873262348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/implicancia-com-o-ministro-joaquim.html' title='A Implicância com o Ministro Joaquim Barbosa'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7269633398198650147</id><published>2010-08-12T18:51:00.001-07:00</published><updated>2010-08-18T10:53:55.256-07:00</updated><title type='text'>Oi!</title><content type='html'>Gente, concluir um romance não é tarefa simples não... Os personagens acabam por mandar e desmandar, às vezes até mudam de nome... As coisas nem sempre caminham como imagináramos inicialmente... E, a cada revisão, parece que quase nos vemos diante de um novo livro... Até que sua publicação venha nos conceder alforria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo esperando concluir o novo romance até meados de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, além de irem lendo o que ainda não leram no "Cinema e Letras", sugiro que deem um pulinho até o blog "Caderno Ensaios", do professor e teatrólogo Theotonio de Paiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Volto a escrever no blog antes de setembro, ainda que menos seguidamente até o término do livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7269633398198650147?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7269633398198650147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7269633398198650147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/oi.html' title='Oi!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8901695883027774740</id><published>2010-08-04T07:47:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T07:59:41.817-07:00</updated><title type='text'>PREZADOS LEITORES</title><content type='html'>Estou precisando dedicar todo o meu tempo ao romance que, como sabem, estou escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal, enquanto aguardam novos textos ( prometo-os para início de setembro ), irem lendo - ou relendo - aqui ( são mais de 100 publicações ) alguns dos artigos mais antigos ( quase todos atemporais )?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficarei contente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8901695883027774740?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8901695883027774740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8901695883027774740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/08/prezados-leitores.html' title='PREZADOS LEITORES'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2919402285743478046</id><published>2010-07-14T17:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T07:42:03.794-07:00</updated><title type='text'>"Capitalismo: uma história de amor"</title><content type='html'>Assisti a todos os documentários do cineasta Michael Moore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos geniais. Mas nenhum que se compare ao último, “Capitalismo: uma história de amor”. Esse só podemos comparar ao excelente "The Corporation", do qual Moore apenas participou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Capitalismo..." começa traçando um paralelo entre a decadência do Império Romano e a América de Bush.&lt;br /&gt;E prova, em cada um de seus minutos, que a decadência americana, das duas, pode ser a pior; e mostra que muita coisa precisa ser feita – ele convoca cada um de seus espectadores nesse sentido - para evitar-se o definitivo caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assistir às entrevistas nos "especiais", verá que, em seu brilhante depoimento, Chris Hedges, do New York Times, traça também um paralelo entre a ascensão e a queda de todos os imperialismos, como, segundo ele, devem ser considerados os Estados Unidos da América. Ele cita Marx, segundo o qual o capitalismo transforma tudo em mercadoria, inclusive os recursos naturais e os seres humanos, concluindo: “O capitalismo irrestrito ou não regulamentado está relacionado a sociedades que se autocanibalizam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre outras coisas, o documentário trata de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Seres humanos despejados das casas nas quais moraram por 20, 40 anos: nenhuma pena ao tomarem os imóveis daqueles que não conseguiram fazer frente aos absurdos termos dos contratos assinados em renovadas e incentivadas hipotecas. Enquanto amigos dos diretores das financeiras, mesmo já sendo ricos, segundo Moore, recebiam empréstimos e assinavam contratos suaves, dos quais as taxas extorsivas eram abolidas e os descontos multiplicados.&lt;br /&gt;Moore lembra Thomas Jefferson, que dizia, em 1816: “Eu sinceramente acredito que os bancos são mais perigosos do que exércitos de prontidão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Importantes empresas que fazem seguros de vida milionários para seus funcionários, colocando a si mesmas como beneficiárias e não as famílias dos pelos patrões chamados “caipiras mortos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Demissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Derivativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Baixíssimos salários para algumas categorias, como a dos pilotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) “Golpe de estado financeiro”. Acordos abjetos entre o sistema financeiro e o governo.&lt;br /&gt;Wall Street no comando.&lt;br /&gt;Wall Street recebendo ajuda dos cofres públicos. Enquanto o povo... nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Como só resta aos melhores alunos das melhores universidades trabalharem para os bancos, ao terminarem seus cursos – ficando longe de trabalhos nos quais poderiam utilizar todo o seu potencial -, caso queiram pagar a dívida milionária contraída com esses mesmos bancos, que - quase uma armadilha - financiaram seus estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Como em Wilkis-Barre, Pensilvânia, juízes e empresários, após fecharem o reformatório público, associaram-se para construir uma casa de nome “agradável”: “Assistência à Criança da Pensilvânia”.&lt;br /&gt;Empregaram 8 milhões de dólares na construção, que o condado alugou por 58 milhões.&lt;br /&gt;Como precisavam de delinquentes para dar utilidade e movimento ao projeto milionário, outros juízes foram cooptados: eles precisavam aumentar a taxa de condenações.&lt;br /&gt;Segundo Michael Moore, os juízes receberam mais de 2,6 milhões por mandarem internar o menino que jogou um bife em cima do padrasto durante o jantar, a menina que brigou com a melhor amiga num shopping, a adolescente que criou uma página na internet para criticar a vice-diretora da escola, que considerava rígida e sem senso de humor... "Cerca de 6.500 jovens foram condenados injustamente."&lt;br /&gt;E o empresário logo aplicou seus milhões na compra de um jatinho e de um iate batizado como “REEL JUSTICE”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Memorando secreto do Citibank sobre seu plano de controlar o mundo.&lt;br /&gt;Em 2005 e 2006, conta-nos o cineasta, o Citgroup criou 3 análises secretas para seus maiores investidores.&lt;br /&gt;Diziam que os Estados Unidos não eram mais uma democracia, mas uma plutonomia: "uma sociedade controlada exclusivamente por e para o benefício do 1% mais rico da população.”&lt;br /&gt;O memorando celebrava essa diferença crescente e o fato de poderem se considerar uma aristocracia.&lt;br /&gt;Aristocracia essa que poderia ser abalada apenas se a sociedade viesse a exigir uma parcela mais justa do bolo servido. Uma improvável revolta dos “caipiras”.&lt;br /&gt;Lamenta o documento que o povo, que são 99% da população, tivesse, como eles, os privilegiados, direito ao voto. Mas comemora a triste realidade: os caipiras não usariam sua força porque estavam subjugados a outra muito maior. Uma força maior mesmo do que o “sonho americano” - que parece agora meio desfeito pelos últimos acontecimentos. Eles contavam era com a ilusão sob a qual vivia cada um daqueles que constituíam os 99% restantes da população de seu país. Ilusão essa que consistia em acreditarem piamente na possibilidade de, se continuassem tentando, poderem um dia usufruir de parte de toda a riqueza, de todos os benefícios e conforto que eles, o 1%, atiravam-lhes na cara todos os dias.&lt;br /&gt;Sua estratégia, então, teria de ser fomentar essa crença, continuar colocando a cenoura à frente dos caipiras, para que eles continuassem puxando a carroça. Dispostos a não reclamar das posturas erradas, porque dispostos, aqui e ali, a errar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, tive de me lembrar de um filme que quase deixo de comentar no blog:&lt;span style="color:#ff9900;"&gt; “A Caixa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É a história de um casal que recebe uma caixa com um botão vermelho e as instruções: se apertarem o botão, receberão um milhão de dólares, mas terão de conviver com a certeza de que, no exato momento de sua escolha, ao apertarem o botão, alguém, certamente um DESCONHECIDO, irá morrer.&lt;br /&gt;Após não muito grande hesitação, a mulher aperta seu futuro: no dia seguinte, o homem que lhes vai entregar a mala com o dinheiro informa-os de que a caixa naquele momento mesmo seria levada para outro casal. Casal esse do qual eles eram certamente DESCONHECIDOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que "A Caixa" teria tudo para ser um bom filme ( mas o diretor parece se haver perdido em algum momento ), partindo dessa proposta: mostrar como cada homem, mergulhado até o pescoço nessa ânsia capitalista de ter, ter, ter, esquece por completo qualquer sentimento altruísta. E a cada vez que um homem decide egoistamente, sem querer saber como seus atos irão afetar outras pessoas, sobre qualquer coisa em sua vida, ele certamente se está esquecendo de que, naquele exato momento, várias outras pessoas estão agindo da mesma forma, em relação a uma infinidade de coisas que podem, sim, acabar por atingi-lo de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando empresas e governos se associam em função de interesses escusos... Quando um homem assina um contrato superfaturado, desvia dinheiro da saúde ou da educação, pode estar causando danos importantes à vida de muitos jovens carentes. Inclusive, armando-os. Inclusive, matando-os e a suas famílias.&lt;br /&gt;Quantos homens agem assim todos os dias, ao decidirem apertar o botão vermelho de suas caixas, num assustador "dane-se"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um jovem delinquente se vê, em seu descaminho, diante da decisão de apertar ou não um gatilho - botão vermelho da caixa que a ele é apresentada -, não raro os criminosos do colarinho branco - que, muitas vezes, conseguem permanecer autoenganados, evitando a consciência e as consequências do resultado mortal de seus atos - estão a seu lado. Em forma das privações que possam haver imprimido àquela vida. Em forma dos valores que, através de suas escolhas e posturas, sempre de cima para baixo, ajudaram a impor à sociedade como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao bandido armado, sabemos, horrorizados, qual destino oferecer: cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até quando a sociedade vai se autoenganar, acreditando combater a corrupção apenas exigindo fichas limpas de candidatos a mandatos políticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criminoso do colarinho branco está muito perto do homem comum. E deve ser reconhecido todas as vezes em que propuser uma ação premiada em prejuízo de um inocente ou da sociedade. Ele deve ser reconhecido sempre que seduzir com sua boa aparência e seu poder (poder inclusive de recompensar os que se sujarem para mantê-los limpos e cheirosos) para sutilmente levar outros a ajudá-lo na prática de cada uma das ações necessárias a seus objetivos finais.&lt;br /&gt;Acredito que cada grande criminoso conte com a colaboração de muitos dos pequenos aspirantes a seu posto. Inclusive dentre aqueles "caipiras" correndo atrás da cenoura lembrados no memorando do Citibank citado por Michael Moore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao invés de namorar com o poder, cada homem comum passasse a se preocupar de fato com a sociedade que vai deixar como herança para seus netos... Ajudaria muito se, em lugar de colaborar com os criminosos do colarinho branco - por ação ou omissão - passasse a realmente se indignar com a injustiça, com o abuso de qualquer tipo de poder.&lt;br /&gt;Se cada funcionário ou familiar próximo a cada um desses bandidos perfumados tivesse coragem de admitir que não é - como costumam justificar suas ações -pensando no futuro dos filhos que resolvem facilitar qualquer tipo de atitude duvidosa, já seria meio caminho andado na direção de uma sociedade mais justa. Mas certamente precisa-se de muita coragem para olhar-se por dentro e perceber que, em um quase consciente autoengano, em uma tola vaidade, no fútil desejo de compartilhar poder e benefícios, é que, com agrados e servilidade, colabora-se todos os dias no sentido de que objetivos nada admiráveis possam ser atingidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que se, de repente, em lugar da costumeira reverência e respeito encontrados a sua volta, os bárbaros de gravatas encontrassem expressões de nojo e desconfiança, duvido muito que continuassem a seguir seu caminho tão confortavelmente autoenganados. Tenho certeza de que acabariam sendo obrigados a, diante do espelho, tirar a cara de pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a grande verdade é que o que todo ser humano quer é admiração e amor. E não duvido de que muitos de nossos criminosos de grife hajam buscado o poder sobre as pessoas como forma de seduzi-las... Quem sabe se lhes déssemos a chance de perceberem que escolheram o caminho errado, ao confundirem reverência, "puxação de saco" e medo com o sentimento fraterno, ainda tenham oportunidade de dar outro rumo a suas vidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer infantil de se dizer, mas precisaríamos nos convencer em definitivo de que adianta, sim, começarmos a reformar o mundo a partir de nós mesmos. Se você age egoistamente, pensando que todos agem assim, imagine que alguém, ao detectar em você um comportamento altruísta, possa vir a querer imitá-lo também. Em sociedade, esse efeito é imediato...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao ler esse texto, por exemplo, sentiu um calorzinho no peito chamado esperança, é porque no fundo você acredita no que lhe digo.&lt;br /&gt;Coragem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos a Michael Moore. Não é que, em alguns momentos, ele nos parece dizer que a humanidade pode não estar de todo perdida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele nos fala de alguns episódios recentes nos quais o povo, unido, pôde se considerar vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele nos lembra do Dr. Salk, inventor da vacina contra a poliomielite, que se recusou a patentear seu invento, dizendo que era ele resultado de seu trabalho, pelo qual havia sido bem remunerado como professor e pesquisador da universidade.&lt;br /&gt;Estava ele satisfeito por ver o fruto de seu esforço tornando-se patrimônio da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Moore nos mostra que existem empresas, das quais os presidentes e diretores, ao invés de robôs gananciosos, são, como o Dr. Salk, seres humanos sensíveis, que sabem abrir mão daquilo de que não precisam em benefício de todos aqueles com os quais trabalham. Todos os funcionários nessas – ainda raras – empresas ganham salários igualmente dignos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, veríamos despontar rapidamente uma sociedade mais justa se cada um dos mais ricos abrisse mão apenas de parte daquilo de que não precisa, ao invés de vorazmente arremessar-se em luta ridícula para obter o primeiro lugar dentre os mais abastados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que precisam chegar lá para descobrirem o que o homem mais rico do mundo, Warren Buffett, descobriu? Pois, segundo Moore, em 2007, ele declarou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É luta de classes, minha classe está ganhando, mas não devia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais uma vez desligo a televisão com uma espécie de alegria por poder contar entre nós com seres humanos como esse cineasta determinado a fazer a sua parte em prol de um mundo melhor para todos.&lt;br /&gt;É emocionante ouvi-lo dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu me recuso a viver em um país como esse. E não vou embora.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2919402285743478046?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2919402285743478046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2919402285743478046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/07/capitalismo-uma-historia-de-amor.html' title='&quot;Capitalismo: uma história de amor&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8610303077320268857</id><published>2010-07-10T10:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T13:36:59.854-07:00</updated><title type='text'>CRIME HEDIONDO</title><content type='html'>Toda sociedade precisa trancafiar seus monstros. Mas depois ela não pode simplesmente lavar as mãos, fingindo que não os gerou no próprio ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Efeito Sombra”, Deepak Chopra nos fala desse inconsciente coletivo no qual estamos mergulhados, convencendo qualquer um de sua existência através da descrição do funcionamento de uma de nossas glândulas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que você chama de ‘eu’ na verdade é ‘nós’ em grau muito mais abrangente do que você imagina.&lt;br /&gt;A prova pode ser encontrada em seu corpo. O sistema imunológico é um projeto coletivo. Sob seu osso peitoral há uma glândula chamada timo, que produz os anticorpos necessários para que você resista às infecções de germes e vírus invasores.&lt;br /&gt;Quando você nasce, seu timo é subdesenvolvido. Ao longo do primeiro ano de vida, você depende da imunidade do corpo de sua mãe. Mas o timo começa a crescer e amadurecer, até chegar à função e ao tamanho máximo, aos doze anos; depois vai encolhendo. Durante o período de crescimento, o timo lhe dá anticorpos para as doenças que atingem toda a raça humana. Você não tem de ser infectado por doença alguma; a herança da imunidade é coletiva – e, ao mesmo tempo, continuamos a aumentar o depósito conforme deparamos com novas enfermidades.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente da mesma forma, segundo Chopra – via Jung, cada um de nós traz na alma todos os arquétipos, todos os sentimentos - bons e maus - que possam perpassar a alma de qualquer outro ser humano. Somos uma construção coletiva antes de nos individualizarmos através do autoconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que a única coisa que pode proteger a humanidade de seus piores aspectos é sem dúvida a CONSCIÊNCIA. Qualquer outro tipo de tentativa resvalará para resultados duvidosos, geralmente regidos pela SOMBRA, que passa a abrigar, em cada criatura em particular e na sociedade como um todo, suas piores facetas. Facetas essas preparadas para assumirem o controle a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto indivíduos em particular e a sociedade como um todo maquiarem suas verdades, ao invés de, sempre sob luz suficiente, optarem pela dedicação a seus melhores aspectos, continuaremos sendo surpreendidos e assustados pelas atitudes daqueles mais inconscientes que, ao se mascararem à imagem de outros mascarados, tão longe passam a estar do melhor de si mesmos que se tornam núcleos perfeitos para a materialização do arquétipo maldade através de seus atos abomináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as vítimas do “efeito sombra” desgraçando outras vítimas em seu caminho de escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda sociedade precisa trancafiar seus monstros: eles não podem por em risco as pessoas a sua volta. E muitas vezes, desgraçadamente, não há sequer como esperarmos que tais monstros possam ser recuperados. Sendo que, para alguns deles, tamanho o grau da perversidade de seus atos, sequer podemos esperar qualquer tipo de humanização através de explicações advindas, por exemplo, do relato de um passado triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá para pensarmos que os criminosos de todos os tipos, cujas histórias nos são apresentadas várias vezes ao dia, sejam entidades completamente separadas do corpo da sociedade. Não dá para, convenientemente, pensarmos que todos eles se desviaram única e exclusivamente por seguirem sua intrínseca má índole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, é no que a sociedade tenta acreditar. Aproveitando-se inclusive, como agora, no caso do goleiro Bruno ( vamos considerar aqui a possibilidade de sua culpa ), da queda de certos ídolos tornados bandidos para, por contraste e por alguns momentos, sentir-se do “outro lado”, do lado bom. Fortalecendo sua visão de mundo, maniqueísta, da perfeita divisão entre o bem e o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a sociedade tenta também culpar as vítimas de cada criminoso com o igual objetivo de conseguir evitar o mergulho nas próprias entranhas, que a obrigaria a deparar-se com a origem de tanta violência e barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que também aquilo que se possa apontar como “provocação” em cada agredido ( como fazem muitos, no caso em tela, levantando a possibilidade de Eliza haver sido uma “interesseira garota de programa” ) pode encontrar suas causas primeiras no âmago dessa mesma sociedade constituída por cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são os valores abraçados por muitos de nossos mais bem situados membros? Dinheiro e poder.&lt;br /&gt;Quem não nasceu em berço de boa madeira e não teve boas oportunidades e educação permanece, como cada outro cidadão, dia e noite, à mercê das novelas, das propagandas, da vida a lhes dizer que não são bons o bastante e que, se quiserem um dia sê-lo, precisam vestir, usar, calçar, ter...&lt;br /&gt;Sendo frágeis de caráter e sabendo ou intuindo o quanto algumas de nossas elites acumularam fortuna às custas de expedientes não muito admiráveis, não será difícil acreditarem que precisam aproveitar qualquer “oportunidade” para conquistarem aquele status que - parece-lhes – virá embrulhado em amor e respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nossa sociedade, através das escolhas e das posturas de seus mais respeitados representantes, mostra o tempo todo a suas jovens mais desprotegidas aquilo que tem valor para eles – dinheiro, poder e beleza -, acreditando elas ser seu corpo jovem a única moeda com a qual podem contar para obter os outros dois itens, não é difícil imaginar como muitas delas correrão atrás de seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo-se do princípio de que fosse mesmo esse o caso de Eliza, diante da perspectiva acima, quem lhe teria coragem de atirar a primeira pedra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao goleiro e a seus ditos cúmplices medonhos? ( continuamos considerando aqui a possibilidade de que sejam culpados )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi conversando sobre essa história apavorante que eu, a socióloga Maria Lúcia R.Maia e a mestre em Criminologia Crítica Flávia Maia percebemos, em nossos corações, misturada ao horror, nada menos do que compaixão por essas criaturas duras, frias, animalescas, monstruosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como deve ser horrível ser um deles! A verdade é que não dá para imaginar o que seja carregar dentro da alma manchas tão escuras, conviver com tantos fantasmas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é triste ver como a vida humana vale pouco em uma sociedade como a nossa? Não é terrível ver como as pessoas se associam em nome de uma ação bárbara contra outra pessoa em troca de alguns trocados ou, quem sabe, pelo “orgulho” de se aproximar do poder, tornando-se cúmplices de uma celebridade? Não é apavorante ver o mal - todos os dias alimentado pela inversão de valores que fragiliza corpos e tritura almas - de repente se condensar em alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço a história de vida do goleiro do Flamengo... E prefiro não conhecê-la, para que possamos delinear aqui uma possível imagem do ser humano que rompe de forma assustadora os limites da humanidade, atravessando as fronteiras que separam a pior das fantasias de como livrar-se de um “inimigo” para transformá-la em aterrorizante realidade. ( Objetivo: evidenciar a relação direta de algumas ações com os valores de nossa sociedade, sem, no entanto, pretender justificativas para sua crueldade. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino pobre? Família não muito bem estruturada? Testemunhou tragédias? Sofreu discriminação em função da cor, da classe social? Passou privações? Foi humilhado? Teve como única oportunidade o futebol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, de repente, sucesso e dinheiro lhe vêm bater à porta. E aquele menino, que não teve tempo de crescer por dentro, vê-se respeitado e reverenciado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando que, junto com a alegria que o menino Bruno - dentro dele – haja experimentado pela repentina receptividade de todos a sua volta, tenham-lhe também dominado outros sentimentos, alguns terríveis como o desprezo...&lt;br /&gt;Como pode ser, afinal, que pessoas maltratem crianças carentes e batam palmas para homens correndo atrás de uma bola? Do que gostariam elas nele agora? Dos gols que negava ao adversário? Do dinheiro que ganhava? Do poder que começava a ter? Certamente não era “dele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucos os ricos de berço que perdem completamente os limites por desde sempre, lançando-se a um buraco sem fundo, poderem bancar todos os desejos que tenham... Não canso de escrever nesse blog sobre ricos e sua falta de consciência; sobre ricos e sua arrogância; sobre ricos e seu autoengano permanente; sobre ricos e seu vazio; sobre ricos pegos nessa armadilha dos valores por eles mesmos criada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é difícil imaginarmos que o pobre tornado rico - se frágil de caráter e, principalmente, se, ao invés de amar, aprendeu a desprezar; se ao invés de conhecer-se, aprendeu a mascarar-se -, seja mais vulnerável ao abismo que se abre diante de todo aquele que pensa, psicopaticamente, tudo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que Bruno possa haver caído dentro desse abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como numa tragédia grega, o filho que tentou negar de todas as maneiras, inclusive, ao que tudo indica, matando sua genitora, foi o mesmo que, segundo testemunhas, parece de repente haver resolvido poupar do planejado assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo comprovadas todas as denúncias, que receba a pena máxima cada um dos membros dessa macabra quadrilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que a sociedade, ao invés de comemorar o encarceramento do “outro” perverso, recolha-se em profundas reflexões, certa de que esse outro é ela mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8610303077320268857?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8610303077320268857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8610303077320268857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/07/crime-hediondo.html' title='CRIME HEDIONDO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7760387292271335865</id><published>2010-07-05T12:31:00.000-07:00</published><updated>2010-11-30T01:22:49.734-08:00</updated><title type='text'>Seletividade Punitiva e o Estatuto da Criança e do Adolescente</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Com um ou outro trecho alterado pelo editor - assim, como segue -, este artigo acaba de ser publicado pelo Boletim da UFMG.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Não deixe de ir até lá para conferir esse e outros textos muitíssimo interessantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente série de reportagens, o&lt;br /&gt;jornal O Globo mostrou que os ex-&lt;br /&gt;-colegas de um dos mais perigosos&lt;br /&gt;bandidos brasileiros, ao contrário dele,&lt;br /&gt;não enveredaram pelo mundo do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal conclusão desse trabalho, em&lt;br /&gt;linhas gerais, parece ser a de que a pobreza&lt;br /&gt;não é fator determinante na formação&lt;br /&gt;de um criminoso. E devemos dizer que,&lt;br /&gt;à primeira vista, esse parece ter sido um&lt;br /&gt;louvável esforço no sentido de modificar o&lt;br /&gt;imaginário social, dentro do qual a pobreza,&lt;br /&gt;em si mesma tão sofrida, acaba sendo&lt;br /&gt;também preconceituosamente vista como&lt;br /&gt;a grande culpada por toda a violência que&lt;br /&gt;nos circunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacam ainda as matérias em&lt;br /&gt;questão a importância da boa escola e a&lt;br /&gt;presença interessada da família em garantir&lt;br /&gt;proteção aos jovens contra as “armadilhas&lt;br /&gt;da criminalidade”, sendo tomado como&lt;br /&gt;exceção o bandido que, mesmo usufruindo&lt;br /&gt;de tais privilégios, foi por elas capturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, somos obrigados&lt;br /&gt;a nos perguntar se a verdade, ainda que&lt;br /&gt;não seja dita com todas as letras, seria&lt;br /&gt;que essa espécie de pobreza privilegiada,&lt;br /&gt;que ainda consegue proteger de alguma&lt;br /&gt;forma os seus, não deveria ser tomada em&lt;br /&gt;um estudo à parte, uma vez que a outra,&lt;br /&gt;completamente desprotegida diante de&lt;br /&gt;uma estrutura social perversa, não pode&lt;br /&gt;deixar de ser percebida como fator fragilizante,&lt;br /&gt;a pesar imensamente toda vez&lt;br /&gt;que um de seus jovens precisa tomar uma&lt;br /&gt;decisão sobre sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a importância da proteção que lhes&lt;br /&gt;falta, e que é oferecida pelas famílias e pelas&lt;br /&gt;boas escolas às classes privilegiadas e a essa&lt;br /&gt;elite da pobreza, fica evidente, segundo a&lt;br /&gt;socióloga Maria Lúcia R. Maia, no grande&lt;br /&gt;número de rapazes que começam a trabalhar&lt;br /&gt;bem tarde e se mantêm em perfeita&lt;br /&gt;harmonia com a sociedade graças ao apoio&lt;br /&gt;moral e material da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, a série de reportagens&lt;br /&gt;acaba nos levando a inferir que não seria&lt;br /&gt;apenas Fernandinho Beira-Mar a encarnar&lt;br /&gt;uma exceção em relação a seus colegas,&lt;br /&gt;ao virar bandido. A exceção mais curiosa&lt;br /&gt;constatada pelas reportagens nos parece&lt;br /&gt;ser exatamente a existência de uma elite&lt;br /&gt;a se destacar em relação a uma pobreza&lt;br /&gt;completamente desamparada e sem qualquer&lt;br /&gt;condição de, por sua vez, amparar&lt;br /&gt;qualquer um dos seus, que ficam expostos&lt;br /&gt;a muitos riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante frisar também que os&lt;br /&gt;criminosos vindos da riqueza e que desfrutam&lt;br /&gt;de muito mais oportunidades do que&lt;br /&gt;o criminoso Fernandinho Beira-Mar talvez&lt;br /&gt;devessem ser tomados como exceções&lt;br /&gt;tão desprezíveis quanto o bandido em&lt;br /&gt;questão. E não se diga em seu favor que&lt;br /&gt;bandidos do colarinho branco não matam,&lt;br /&gt;pois, apesar de, na maioria das vezes, não&lt;br /&gt;sujarem as próprias mãos de sangue, eles&lt;br /&gt;acabam se envolvendo em assassinatos&lt;br /&gt;de vários tipos, acabando biológica ou&lt;br /&gt;moralmente com várias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois do destaque dado às&lt;br /&gt;matérias aqui tratadas, no dia 14 de&lt;br /&gt;junho último, deparamos, no mesmo&lt;br /&gt;jornal, com um editorial a enfatizar a&lt;br /&gt;necessidade de reformulação do Estatuto&lt;br /&gt;da Criança e do Adolescente (ECA), que&lt;br /&gt;está para completar duas décadas. Seria&lt;br /&gt;pura coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas as preocupações, ou melhor,&lt;br /&gt;pleitos desse veículo: a eliminação do dispositivo&lt;br /&gt;segundo o qual o prontuário do&lt;br /&gt;menor infrator é zerado quando completa&lt;br /&gt;18 anos e a redução do limite da inimputabilidade&lt;br /&gt;de 18 para 16 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justifica suas reivindicações, o jornal,&lt;br /&gt;inacreditavelmente, com o fato de que&lt;br /&gt;aproveitando-se “das imunidades conferidas&lt;br /&gt;pela lei aos menores, os chefões do&lt;br /&gt;tráfico passaram a recrutar meninos, e a&lt;br /&gt;armá-los, já na faixa dos 10, 11 anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, mais um castigo para a criança&lt;br /&gt;e o jovem realmente pobres, que já não&lt;br /&gt;contam com a boa escola nem com a&lt;br /&gt;presença da família e se veem violentados&lt;br /&gt;pela imposição dos criminosos, que&lt;br /&gt;sabem como obrigá-los ou convencê-los&lt;br /&gt;à sua associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos assim que, consciente ou inconscientemente,&lt;br /&gt;pode estar por trás de&lt;br /&gt;toda essa campanha em torno da reabilitação&lt;br /&gt;da pobreza o desejo de acabar com&lt;br /&gt;aquele sentimento de responsabilidade&lt;br /&gt;que a sociedade tende a alimentar diante&lt;br /&gt;dos criminosos vindos das classes menos&lt;br /&gt;favorecidas, incutindo-nos a ideia de que,&lt;br /&gt;se não é da pobreza que vêm os bandidos&lt;br /&gt;pobres, então que sejam eles entregues&lt;br /&gt;ao diabo... Quando a verdade é que as&lt;br /&gt;leis deveriam ser mais duras em relação&lt;br /&gt;aos criminosos do andar de cima. É lá&lt;br /&gt;que os privilégios pululam e a impunidade&lt;br /&gt;grassa. É de lá que, em cascata, certas&lt;br /&gt;ações acabam por produzir mais pobreza,&lt;br /&gt;desamparo, criminosos e violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Não espanta o fato de o bandido de&lt;br /&gt;que falávamos ter sido um bom aluno, uma&lt;br /&gt;vez que nossos criminosos do colarinho&lt;br /&gt;branco não só devem ter sido bons alunos&lt;br /&gt;no primeiro grau, como também provavelmente&lt;br /&gt;o foram na pós-graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Descriminalizar a pobreza não é&lt;br /&gt;admitir que existam pobres bonzinhos e&lt;br /&gt;pobres mauzinhos, bem como ricos mauzinhos&lt;br /&gt;e ricos bonzinhos. A criminalização&lt;br /&gt;da pobreza fica evidente, principalmente,&lt;br /&gt;não na ideia de que dela provêm os criminosos&lt;br /&gt;– isso é preconceito –, mas no fato&lt;br /&gt;de que pesa sobre criminosos pobres uma&lt;br /&gt;lei que não pesa da mesma forma sobre os&lt;br /&gt;bandidos mais favorecidos socialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Seletividade punitiva é a regra segundo&lt;br /&gt;a qual se escolhem aqueles que&lt;br /&gt;serão punidos por determinados crimes. E,&lt;br /&gt;enquanto em nossas cadeias prevalecerem&lt;br /&gt;negros pobres, continuaremos vivendo na&lt;br /&gt;prática sob a criminalização da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo a acreditar que um dia haveremos&lt;br /&gt;de viver, de fato, em um Estado de&lt;br /&gt;Direito, em que paire a mesma Justiça sobre&lt;br /&gt;todos, sem exceção, e em todas as situações,&lt;br /&gt;das mais cotidianas e banais às mais&lt;br /&gt;sérias. Para chegarmos lá, é a inversão de&lt;br /&gt;valores, sustentada no dinheiro e no poder,&lt;br /&gt;que precisa ser revista – e não o ECA.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;ABAIXO, O TEXTO ORIGINAL, ANTES DOS TOQUES FINAIS DO EDITOR DO BOLETIM:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SELETIVIDADE PUNITIVA E O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente série de reportagens, O Globo mostrou que os ex-colegas de um dos mais perigosos bandidos brasileiros, ao contrário dele, não enveredaram pelo mundo do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal conclusão desse trabalho, em linhas gerais, parece haver sido a de que a pobreza não é fator determinante na formação de um criminoso. E devemos dizer que, à primeira vista, esse parece haver sido um louvável esforço no sentido de modificar-se o imaginário social, dentro do qual a pobreza, em si mesma tão sofrida, acaba sendo também preconceituosamente vista como a grande culpada por toda a violência que nos circunda. Principalmente por aqueles que não conseguem perceber criticamente o sistema que a origina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacam ainda as matérias em questão a importância da boa escola e da presença interessada da família a garantirem proteção aos jovens contra as “armadilhas da criminalidade”, sendo tomado como exceção o bandido que, mesmo usufruindo de tais privilégios, foi por elas capturado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, somos obrigados a nos perguntar se a verdade, ainda que não seja dita com todas as letras, seria que essa espécie de pobreza privilegiada, que ainda consegue proteger de alguma forma os seus, não deveria ser tomada num estudo à parte, uma vez que a outra, aquela completamente desprotegida diante de uma estrutura social perversa, não pode deixar de ser percebida como fator fragilizante, a pesar imensamente toda vez que um de seus jovens precisa tomar uma decisão sobre sua vida.&lt;br /&gt;Pois a importância da proteção que lhes falta, e que é oferecida pelas famílias e pelas boas escolas às classes privilegiadas e a essa elite da pobreza muito bem homenageada pelo Globo, fica evidente, segundo a socióloga Maria Lúcia R. Maia, no grande número de rapazes que começam a trabalhar bem tarde e se mantêm em perfeita harmonia com a sociedade graças ao apoio moral e material da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, a série de reportagens à qual nos referimos acaba nos levando a inferir que não seria apenas Fernandinho Beira-Mar a encarnar uma exceção em relação a seus colegas, ao virar bandido. A exceção mais curiosa constatada pelas reportagens nos parece ser exatamente a existência, desde a década de 70, de uma elite a se destacar em relação a uma pobreza completamente desamparada e sem qualquer condição de, por sua vez, amparar qualquer um dos seus, que ficam expostos, sim, a muitos riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante frisar também que os criminosos vindos da riqueza e desfrutando de muitas mais oportunidades do que o criminoso Fernandinho Beira-Mar talvez devessem ser tomados como exceções tão desprezíveis quanto o bandido em questão. E não se diga em seu favor que bandidos do colarinho branco não matam, pois, apesar de, na maioria das vezes, não sujarem as próprias mãos de sangue, eles acabam se envolvendo em assassinatos de vários tipos, acabando biológica ou moralmente com várias vidas, inclusive sendo responsáveis por inúmeros genocídios.&lt;br /&gt;Isso, quando não são responsáveis pela lavagem do dinheiro do tráfico de drogas - que, segundo o delegado Orlando Zaccone, representa bilhões de dólares por ano -, fazendo parte da mesma quadrilha do referido traficante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, dias depois do destaque dado às matérias aqui tratadas, no dia 14 de junho último, deparamos, no mesmo jornal, com um editorial a enfatizar a necessidade de uma reformulação do Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA ), que está para completar duas décadas. Seria pura coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São duas as preocupações, ou melhor, são dois os pleitos desse, que é um de nossos maiores veículos de informação: a eliminação do dispositivo segundo o qual o prontuário do menor infrator é zerado quando ele completa 18 anos e a redução do limite da inimputabilidade de 18 para 16 anos.&lt;br /&gt;Justifica suas reivindicações, o impresso, inacreditavelmente, com o fato de que aproveitando-se “das imunidades conferidas pela lei aos menores, os chefões do tráfico passaram a recrutar meninos, e a armá-los, já na faixa dos 10, 11 anos”. Ou seja: a criança e o jovem realmente pobres, aqueles que, via de regra, não contam nem com a boa escola nem com a presença da família, além de se verem - desprotegidos que estão - violentados pela imposição dos criminosos, que sabem como obrigá-los ou convencê-los à sua associação, deveriam ser por isso, segundo o Globo, mais uma vez castigados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos assim que, consciente ou inconscientemente, pode estar por trás de toda essa campanha em torno da reabilitação da pobreza, o desejo de acabar-se com aquele certo sentimento de responsabilidade que a sociedade como um todo tende a alimentar diante dos criminosos vindos das classes menos favorecidas, incutindo-nos a ideia de que, se não é da pobreza que vêm os bandidos pobres, então que sejam eles entregues ao diabo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a verdade é que as leis deveriam ser mais duras em relação aos criminosos do andar de cima. É lá que os privilégios pululam e a impunidade grassa. É de lá que, em cascata, ao sabor da inversão de valores ali fomentada, certas ações acabam por produzir mais pobreza e desamparo, e mais criminosos e violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O fato de o bandido de que falávamos haver sido um bom aluno, conforme frisa o Globo, não há que espantar, uma vez que nossos criminosos do colarinho branco não só devem haver sido bons alunos no primeiro grau, como também provavelmente o foram na pós-graduação.&lt;br /&gt;2) Descriminalizar-se a pobreza não é admitir-se que existam pobres bonzinhos e pobres mauzinhos, bem como ricos mauzinhos e ricos bonzinhos. Pois a criminalização da pobreza se evidencia principalmente não no dizer-se que dela provêm os criminosos – isso é preconceito -, mas sim no se fazer pesar sobre os criminosos pobres uma lei que não pesa da mesma forma sobre os bandidos mais favorecidos socialmente.&lt;br /&gt;3) Seletividade punitiva é a regra segundo a qual se escolhe aqueles que serão punidos por determinados crimes. E, enquanto em nossas cadeias prevalecerem negros pobres, continuaremos vivendo na prática sob a criminalização da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tendo a acreditar que um dia haveremos de viver de fato sob um estado de direito, em que sobre todos, sem exceção, e em todas as situações, das mais cotidianas e banais às mais sérias, paire a mesma Justiça.&lt;br /&gt;Para chegarmos lá, os valores invertidos, que se resumem no valorizar-se o dinheiro e o poder em detrimento dos valores humanos interiores, e que infelizmente vimos abraçados por todos aqueles que não se importam com os meios utilizados para atingirem seus objetivos, sejam eles bandidos pobres ou bandidos ricos, precisam começar - eles sim e não o ECA – a ser revistos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7760387292271335865?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7760387292271335865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7760387292271335865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/07/seletividade-punitiva-e-o-estatuto-da.html' title='Seletividade Punitiva e o Estatuto da Criança e do Adolescente'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2457886754293596463</id><published>2010-07-03T07:41:00.000-07:00</published><updated>2011-02-07T05:06:03.973-08:00</updated><title type='text'>A descriminalização pura e simples do uso de drogas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Organizei esse texto ( composição de alguns escritos anteriormente e já nesse blog, ao lado de outros inéditos ) semanas atrás, em função da sugestão de conhecido jornalista ( para análise e possível publicação em seu site ). Segue ele agora aqui, com novo título e os acertos que considerei necessários para uma sua efetiva publicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo a defesa da descriminalização do uso de drogas como uma manifestação da consciência crescente de que este é um problema da esfera da Saúde Pública. E essa consciência é indispensável.Mas não consigo compreender que esse movimento não seja acompanhado de ampla discussão sobre a legalização e a regulamentação tanto da produção, quanto da venda e do uso dessas substâncias, cujo comércio ilegal tantos prejuízos tem trazido à sociedade; e cujo caráter criminoso dificulta o trabalho daqueles profissionais dedicados à prevenção de seu uso e ao tratamento dos dependentes químicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade é um todo de partes articuladas entre si. Não existe solução satisfatória para qualquer problema atual que não passe pela reestruturação desse todo. Assim, soluções para questões como drogas e violência só serão delineadas de fato quando dermos prioridade à revisão dos valores que temos abraçado e que perpassam a vida e as ações de cada um de nós. Uma espécie de psicanálise social talvez fosse do que precisássemos. Sem brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto jovens das classes média e alta estiverem à deriva ( muitas vezes desconfiados daquilo que seus próprios pais defendem através de suas posturas diante da vida, incluindo-se aí até mesmo o uso de algum tipo de droga ), com um grande vazio nunca preenchido por todas as coisas que o dinheiro possa comprar, sempre haverá mercado para quaisquer drogas, legais ou ilegais...&lt;br /&gt;Enquanto a miséria jogar outra parcela de nossos jovens no vício e nas mãos dos empresários do crime, a violência só aumentará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, insisto que precisamos ampliar a discussão sobre o assunto. E gostaria de destacar as três principais razões que identifico para que pais, mães, médicos, educadores, intelectuais, psicólogos, jornalistas, políticos, juristas e seres humanos de modo geral discutam o retumbante fracasso da política repressiva segundo a qual o assunto vem sendo tratado, e que a simples adoção da descriminalização do uso de drogas, a médio e longo prazos, talvez possa exacerbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira dessas razões é que não podemos deixar de pensar na possibilidade de que essa simples descriminalização possa vir a se tornar medida de caráter elitista, uma vez que, de certa forma, seus maiores beneficiados podem acabar sendo os dependentes das classes mais abastadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Acionistas do Nada" – ao qual faço menção no romance “A Juíza”, o delegado Orlando Zaccone nos fala daqueles que seriam os escolhidos "para pagar o pato" no que se refira ao assunto drogas.&lt;br /&gt;Membro da "Law Enforcement Against Prohibition", organização internacional dedicada à defesa da legalização das drogas -, em recente entrevista ao jornal “O Globo” ( Revista de Domingo ), ele diz que a proibição é mantida “para se incrementar a guerra contra o inimigo do Estado.” E ele explica: “O Estado sempre precisou de inimigos: bruxas, hereges, comunistas. Hoje, são pobres armados. É só uma questão política”.&lt;br /&gt;Segundo o delegado, na mesma entrevista, a última ponta do negócio das drogas é o varejo e é nela que a repressão atua: “Uma pesquisa da UFRJ mostra que a maioria dos presos do Rio são traficantes pegos sozinhos, com pequenas quantidades. Ou seja, aviões. Essa política que rotula os pequenos participantes do negócio é o que nos faz questionar o interesse da repressão. O comércio de drogas gira mais de 500 bilhões de dólares/ano. A repressão não quer atingir a base econômica, que interessa ao sistema. O dinheiro das drogas circula, sai do mercado ilegal para o legal. Quantas investigações há no Brasil sobre lavagem de dinheiro de drogas? Nenhuma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconsistência: temos ouvido que quantidades pequenas, apreendidas com portadores das classes média e alta, podem ser consideradas para uso pessoal, desqualificando o tráfico. O que pode ser bastante preocupante, se acreditarmos nas previsões do sociólogo Fabiano Monteiro - pesquisador do Viva Rio, em reportagem do Globo ( 09/5/10 ) intitulada “Pacificação e venda de drogas lado a lado” -, que prevê, diante do “fim hipotético das guerras por territórios do tráfico”, “o crescimento de venda e de compra de drogas na classe média”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão para que discutamos a possibilidade da legalização das drogas é ser de difícil compreensão o fato de uma sociedade poder conviver passivamente com a ideia de que seus jovens - diante da descriminalização do uso de quaisquer substâncias ilegais - mantenham relações comerciais com a criminalidade.&lt;br /&gt;Isso não cheiraria a hipocrisia? Isso não falaria a favor da possível existência de espécie de acordo de cavalheiros entre a sociedade e a marginalidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, durante a leitura do Globo, no mesmo dia, encontrei matéria intitulada “Tráfico adota nova tática para conviver com UPPs”, que me causou profundo sentimento de estranheza.&lt;br /&gt;Longe de mim a ideia de fazer qualquer crítica às autoridades abaixo, citadas na reportagem em questão: além de respeitá-las, imagino que seu trabalho não seja nada fácil. O que possa parecer aqui crítica que seja lido como perplexidade. Perplexidade essa que, faço questão de frisar, pode haver sido provocada por uma defeituosa leitura minha do texto, ou, por outro lado, por uma sua defeituosa elaboração ( do texto ), ambas as coisas favorecendo possíveis interpretações equivocadas. Assim, recomendo a leitura do citado jornal a todos que leiam o presente artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a matéria em questão nos leva a entender, o governo passa espécie de recado às facções: “o tráfico do Rio terá que abandonar o armamento de guerra e deixar de lado o domínio de território em troca de sua própria sobrevivência: a venda de drogas”.&lt;br /&gt;Foi isso mesmo que eu li - “em troca”? Mas essa não seria uma terminologia utilizada em acordos explícitos ou implícitos!!!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais adiante, em três diferentes momentos da reportagem, que reproduz, indireta ou diretamente, palavras do secretário de segurança do Rio José Mariano Beltrame:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- “...sozinhas, as UPPs não têm a pretensão de acabar com a venda de drogas, e sim o objetivo de devolver a liberdade às comunidades dominadas pelos traficantes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os possíveis próximos passos dos traficantes, em vista das UPPs:&lt;br /&gt;2- “Pode ser que agora, em áreas mais fortes e significativas, eles tentem aí uma outra saída, como retornar a estratégias dos anos 80 ( quando a droga era vendida de forma discreta, através de “esticas” ou “aviões”, e os traficantes se protegiam com armas leves ).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, quase uma contradição com afirmação anterior:&lt;br /&gt;3- “Independente da reorganização que o tráfico tente fazer, a sociedade tem o poder de polícia. Temos o poder da força e, se tivermos que usá-la para seguir com o programa ( das UPPs ), vamos usar. A segurança é planejada, existe peça de reposição, treinamento, escala de plantão, alimentação. Agora, essas pessoas ( bandidos ) que ficam lá, armadas, eu não sei em que escala vão trabalhar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecendo fazer coro a tais declarações, na mesma página, encontramos palavras segundo o jornal do chefe de Polícia Civil Allan Turnoviski: “O tráfico vai ter que aprender que não poderá mais continuar armado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, a matéria em pauta parece querer nos levar a crer que se tem a “força” mas não se tem a “pretensão” para acabar com a venda ilegal de drogas... E sobram pontos de interrogação... Pergunta 1: se podem desarmar o tráfico, por que não podem acabar com ele? Pergunta 2: o objetivo a ser atingido não ficaria parecendo ser a hipócrita aceitação da venda ilícita, desde que problemas identificados como críticos pelos defensores da legalização das drogas, como a violência da guerra do tráfico e a utilização pelos traficantes de armamento pesado, pudessem ser “amenizados”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que nos deparamos com a terceira razão, talvez a mais séria para a necessidade dessa discussão em torno da legalização regulamentada das drogas, que seria a grande probabilidade de, a médio prazo - em face da adoção da descriminalização pura e simples do uso de drogas -podermos vir a verificar um aumento significativo da dependência química ( o uso desmedido do álcool aí incluído ), além dos episódios de violência, desumanidade e falta de limites envolvendo jovens das classes mais altas.&lt;br /&gt;Simplesmente porque tal situação, ao, de certa forma, permitir aos jovens o trânsito livre pela ilegalidade – ilegalidade essa que continua a existir mesmo com menos armas nos morros e guerra arrefecida -, colocar-se-ia contra qualquer princípio educativo. E essa hipócrita contradição poderia favorecer, a médio prazo, a estruturação, em nossos jovens, de personalidades nada sadias, na medida em que as divisas entre o legal e o ilegal, entre o que não deva ser punido e o que deva ser punido não ficariam muito claras. Inclusive isso podendo favorecer o fortalecimento do sentimento fascista – infelizmente já presente em alguns grupos de jovens - da superioridade em relação aos mais humildes – aqueles que, em nossa sociedade, continuariam a ser selecionados pela justiça para pagar por seus crimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Outro texto que merece ser lido e relido, em busca de sua melhor interpretação: no site “Globo – Opinião”, o artigo de Alex Ramos de Faria, intitulado “O Tráfico e as UPPs”, no qual o pesquisador afirma que os traficantes não andavam armados pesadamente para se defenderem da polícia, mas para se defenderem das facções rivais. Sendo que, em vista das UPPs, que acabaram ( ironicamente ) fazendo para eles o papel da segurança, eles puderam abrir mão de suas próprias armas e estão podendo “trabalhar” em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, assim sendo, talvez pudéssemos resumir os três principais motivos aqui apresentados para que questionemos a descriminalização das drogas sem uma discussão paralela em torno de uma sua legalização regulamentada, caracterizando a medida parcial através de três palavras: elitista, hipócrita e deseducativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos mais um pouco: além dos que defendem a manutenção do caráter criminoso das drogas por verdadeiro convencimento e daqueles que o fazem por conta de qualquer interesse escuso, há os que o fazem por conta do grande equívoco que é acreditar que os que defendem sua legalização estejam automaticamente defendendo as drogas em si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bandeira em defesa da legalização das drogas é na verdade em favor da Lei e do Estado de direito propriamente dito; da dignidade humana e da abordagem da questão das drogas pela perspectiva da saúde pública.&lt;br /&gt;Se um "Estado de direito" prevê que todos se submetam às mesmas leis e regras, e se percebemos a diferença do tratamento dado a drogas como o álcool, o tabaco e as anfetaminas, talvez devêssemos refletir sobre a hipocrisia de tal situação em face também dessa perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos inúmeros argumentos que podem ser elencados a favor da legalização das drogas, deveríamos acrescentar ainda - lado a lado com a questão do prejuízo que a hipocrisia, se oficializada, poderia trazer para a juventude - a possibilidade de vermos os recursos dispendidos na repressão, retumbante fracasso, direcionados, além de para o tratamento digno dos já comprometidos pelo vício, a campanhas de prevenção; à formação de professores; à criação de possibilidades de emprego-estágio ( que preparariam os jovens para atuarem em diversas áreas, de acordo com suas aptidões, ali também avaliadas ) para os jovens carentes - incluindo-se aqueles em recuperação; à educação geral mesmo, que, sem dúvida, acabaria por resultar em maiores chances de vermos nossos jovens crescerem cada vez mais longe de qualquer droga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélcio Fernandes Mattos - psiquiatra, psicanalista, professor da Universidade Federal Fluminense e coordenador do CRIAA-UFF ( CAPS-ad/ Centro Regional Integrado de Atendimento ao Adolescente ) - faz questão de frisar: “o projeto de legalização das drogas, da mesma forma como ocorre hoje em relação à guerra contra as drogas, teria de ser aprovado pela ONU, e dele todos os países teriam de participar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, em artigo intitulado “A REDE DE APOIO SOCIAL NAS INTERVENÇÕES COM USÁRIOS DE DROGAS”, material didático do curso de especialização da UFF _ “Prevenção às Drogas e Escola – 2008”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”... mais do que liberar verbas para as ações não repressivas, a legalização permitiria que as relações entre os responsáveis pela direção político-administrativa e os usuários deixassem de ser centradas na perspectiva punitiva. Sem falar que a ambiguidade em relação ao tipo de intervenção e o tempo necessário para se avaliar os resultados seriam reduzidos. Embora a decisão da legalização se fundamente e cresça mais a partir do fracasso contínuo da política repressiva do que da certeza dos resultados específicos que poderiam ser obtidos, haveria uma fundamental mudança no cenário no qual até hoje se encontram os usuários e os responsáveis pelas diferentes intervenções.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E: “... na medida em que a legalização produziria uma inflexão nos objetivos da intervenção e nos meios utilizados para atingi-los, a condução das ações deixaria de ser centrada na punição, criando-se a possibilidade de se conseguir que o sofrimento da família ou do usuário ocupasse o lugar de destaque antes reservado à proibição.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que imaginar como se organizaria a sociedade em função da legalização das drogas é algo bastante difícil. Será naturalmente árdua a tarefa de regulamentar cada passo da produção, venda e uso de cada droga. Mas poderíamos desde já idealizar alguns procedimentos a terem lugar então: isso faz parte do caráter mesmo desse amplo debate que proponho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigamos pensando: da mesma forma que o bom senso não pode aceitar que, no caso, por exemplo, da legalização do jogo no país, possam vir a ter o direito de administrá-lo aqueles que vêm mantendo seu funcionamento na ilegalidade ( seria declaração pública de que o crime compensa ), também não posso imaginar a possibilidade de que, após a legalização das drogas, qualquer um dos envolvidos em seu tráfico, produção e/ou comércio ilegais venha a desfrutar de qualquer privilégio na nova fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que, como ocorre na venda dos remédios de tarja negra, a venda de drogas, a partir de sua legalização, poderia passar a ser subordinada ao Ministério da Saúde, exigindo um documento assinado pelo comprador. Poderia haver algum controle de seus usuários, do quanto se drogam, de seu comportamento, daquilo que fazem sob o efeito da droga ( e a descrição de medidas disciplinadoras )... E seu médico ou CAPS ad, ao qual teria de se apresentar regularmente para tratamento e acompanhamento, seria informado de suas solicitações de substâncias.&lt;br /&gt;Como o álcool, qualquer droga teria de ser proibida a menores, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o coordenador do CRIAA-UFF, no artigo já citado, “na concepção de The ecomomist, a proposta [legalização] é considerada não como a solução, mas sim como um mal menor, já que ‘a proibição parece ser ainda mais prejudicial, especialmente para os mais pobres e fracos do mundo. A legalização não vai acabar com os problemas da criminalidade decorrrente do uso das drogas, mas, como com o álcool e o cigarro, haverá impostos e regras para conter as distorções’. Ou seja, a legalização permitiria que fossem criadas formas de controle e que se pudesse conhecer mais e melhor sobre o consumo de drogas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que, de acordo com Mattos ainda, “uma nova prática de intervenção, aprovada oficialmente, influenciaria na construção de um novo imaginário social, consolidando-o, pouco a pouco, nas relações com os usuários e entre os profissionais. Da mesma forma que hoje a prática repressiva se manifesta em diferentes setores da sociedade, sem que seja percebida, de forma clara, as suas origens”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acredito haver conseguido demonstrar aqui a necessidade de ampla discussão sobre o assunto “legalização das drogas”. Que certamente será infinitamente mais produtiva se cada um desde já se empenhar em um corajoso mergulho dentro de si mesmo, na tentativa de perceber o reflexo do capitalismo selvagem no desejo humano, resultando talvez, por um lado, no número cada vez maior de adictos e, por outro lado, na construção de um processo histórico baseado no casuísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre um desejo, um interesse a ser atendido... Enquanto a verdadeira construção de um mundo melhor para todos – no qual certamente vislumbramos uma cada vez menor demanda por qualquer tipo de droga - é sempre empurrada para um amanhã que nunca chegará, se não não nos conscientizarmos de que o amanhã sempre começa hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2457886754293596463?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2457886754293596463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2457886754293596463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/07/descriminalizacao-pura-e-simples-do-uso.html' title='A descriminalização pura e simples do uso de drogas'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-9041472690082301791</id><published>2010-06-29T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T10:48:58.360-07:00</updated><title type='text'>O sabor da paixão</title><content type='html'>De maneira simples e alegre, fala de coisas importantes como a relatividade das diferenças culturais diante da unidade entre os seres humanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-9041472690082301791?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9041472690082301791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9041472690082301791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/o-sabor-da-paixao.html' title='O sabor da paixão'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1188426827829678852</id><published>2010-06-29T10:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T08:35:57.688-07:00</updated><title type='text'>Um homem sério</title><content type='html'>Belo filme sobre a condição humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1188426827829678852?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1188426827829678852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1188426827829678852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/um-homem-serio.html' title='Um homem sério'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3369662048844249034</id><published>2010-06-29T10:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T10:29:24.003-07:00</updated><title type='text'>Em tempos de Copa do Mundo...</title><content type='html'>Em tempos de Copa do Mundo, “Invictus” é uma ótima opção na hora de escolher um DVD.&lt;br /&gt;O filme conta a história de como Mandela, após uma vida de sofrimentos, foi capaz de usar a Copa Mundial de Rugby, a ter lugar na África do Sul durante seu mandato como presidente, como meio para unir os países branco e negro nos quais o apartheid dividira aquele território.&lt;br /&gt;Mandela ensina suas palavras de força ao capitão do até então enfraquecido time nacional: “[...] Sou o dono do meu destino / Sou o capitão da minha alma”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3369662048844249034?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3369662048844249034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3369662048844249034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/em-tempos-de-copa-do-mundo.html' title='Em tempos de Copa do Mundo...'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8468204921975125160</id><published>2010-06-28T05:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T21:09:14.507-07:00</updated><title type='text'>ASSUNTO SÉRIO NA NOVELA DAS 9</title><content type='html'>Espero que o autor da atual novela das 9 saiba conduzir bastante bem a trama no que se refira ao pedófilo encarnado pelo ator Marcelo Antonni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, acredito que Sílvio de Abreu poderia pensar na possibilidade de evitar outros momentos em que o pervertido contracene diretamente com crianças.&lt;br /&gt;Afinal, são tantos os recursos que as modernas tecnologias oferecem... Por que não utilizar espécies de montagens, focando apenas de costas qualquer das crianças? Sem falar que, numa montagem, evitar-se-ia que elas captassem alguma ambiguidade daqueles olhares e afagos recebidos, que são propositalmente sugestivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas que ficam sobre as cenas até agora transmitidas: como irão receber aquelas crianças os comentários de algum coleguinha que haja ouvido seus pais ou irmãos mais velhos conversando sobre o capítulo no qual elas apareceram? Será que os psicólogos são capazes de prever possíveis consequências disso?&lt;br /&gt;Pois, da mesma forma que aquilo que apenas temeram ou desejaram pode se refletir vida afora no comportamento de qualquer criança, não seria possível que as cenas que as pequenas atrizes representaram ou aquilo que possam ouvir a respeito de sua atuação, ao se misturarem, de certa forma, com o real, seja “subconscientizado” de maneira a prejudicar seu amadurecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, tais cenas – a novela em si - podem ser bastante úteis, ao servirem de alerta ou de motivação para uma boa conversa entre pais e filhos - incluindo-se as pequenas atrizes - de todas as idades. E a Globo, justiça seja feita - desta vez chocando mesmo -, mais uma vez, pode estar, através de uma novela, conseguindo abrir importantes canais de comunicação e esclarecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, disse que espero que o autor de “Passione” saiba conduzir especialmente bem o assunto “pedofilia”, pois, uma vez que o tenha abordado em uma novela de grande audiência, não pode correr o risco de ver humanizada essa terrível perversão, ao ser ela vivida por um homem bonito, rico, simpático...&lt;br /&gt;Tudo o que não esperamos nesse momento é qualquer tipo de humanização dessa patologia, que precisa ser sempre enfrentada como caso de polícia, ainda quando também da psiquiatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, acreditamos que, cercando-se de cuidados, seja possível que o autor atinja o objetivo de denunciar esse tipo de crime hediondo, fazendo com que a sociedade atente para a terrível e cada vez mais evidente certeza de que, por trás da beleza, da agressividade e da riqueza, bem como da feiúra, da simpatia e da pobreza - em qualquer lugar - pode existir um monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a única maneira de protegermos nossas crianças, além de estarmos presentes, é orientá-las no sentido de que confiem em nós; no sentido de que nos possam contar qualquer coisa, assegurando-lhes que sempre serão por nós amadas e, seja qual for o sentimento por elas experimentado, jamais poderão ser responsabilizadas pela covardia de um possível agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue pequeno conto infantil que escrevi logo depois de participar de uma reunião de professores durante a qual se falou sobre a triste história de uma aluna, naquele momento já casada, mas ainda sob o reflexo de tudo o que sofrera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando que toda criança precisava saber que seu corpo lhe pertencia e que, como a um segredo precioso, ela precisava ter consciência do seu direito de protegê-lo da curiosidade alheia; recusando-se, por outro lado, a fazer segredo de qualquer tentativa de violá-lo, mostrei, então, essa historinha para alguns dos meus colegas-professores, e imaginamos o quanto talvez pudesse ser importante - num mundo no qual, infelizmente, algumas vezes, nem os próprios pais merecem confiança - se psicólogos se dispusessem a estudar a possibilidade de pretextos, como essa historinha, para boas conversas, em casa ou na escola. Pois é provável que as crianças à mercê de qualquer anormal se fortalecessem, ao compreenderem que, em histórias como a sua, é preciso gritar por socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CAIXINHA DOURADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a princesinha nasceu, ganhou de presente uma caixinha dourada.&lt;br /&gt;Sua chave foi guardada numa prateleira alta, e um dia lhe disseram que, quando fosse capaz de alcançá-la sem usar escada ou banquinho teria chegado o momento de dividir seus segredos com quem escolhesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina foi crescendo e nunca se separou da caixinha, que trazia sempre consigo. De vez em quando olhava para cima, tentando adivinhar quanto tempo levaria para poder pegar aquela chavezinha tão importante.&lt;br /&gt;E o tempo foi passando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol, como era chamada por todos que a cercavam, era a criança mais alegre do mundo: brincava com as outras crianças da corte, filhas dos nobres e dos empregados que ali residiam; estudava com os professores especialmente contratados; e observava, com muita curiosidade, o mundo à sua volta, até aonde podiam ir os olhos de seu coração. O tempo todo distribuindo sorrisos e dando gritinhos de alegria...&lt;br /&gt;Logo todos perceberam que a princesa seria uma pessoa muito boa, sempre preocupada com os súditos do pai, e não aceitando ver qualquer pessoa maltratada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, de repente, Carolina parou de sorrir. Perguntada, dizia nada haver acontecido, mas seus olhinhos, antes brilhantes, pareciam nada enxergar quando olhavam para alguém ou para alguma coisa. Era como se estivessem procurando dentro de si mesma alguma coisa que precisasse muito ver, compreender...&lt;br /&gt;Seu comportamento foi ficando cada vez mais estranho: os professores percebiam sua indiferença diante das matérias anteriormente preferidas, e notaram que, por duas vezes seguidas, quando alguém falara alguma coisa sobre caixinhas douradas, a menina parecera adormecer sobre a carteira, totalmente alienada das pessoas que a cercavam.&lt;br /&gt;De outras vezes, no entanto, seu comportamento era o oposto: queria porque queria que todos falassem sobre suas caixinhas douradas: quem as tinha?; quem não as tinha? E ficava de tal maneira agitada com o assunto que, à noite, era comum ter o sono perturbado por pesadelos.&lt;br /&gt;Os médicos consultados, bem como os conselheiros da corte, não conseguiam chegar a qualquer conclusão sobre as mudanças da princesinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e Carolina foi se fechando ainda mais... Costumava dizer que a plantas das quais mais gostava eram as heras, que subiam pelas paredes, e eram capazes de esconder portas e janelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, Carol, distraída, quebrou uma escultura muito admirada no reino. Sem saber se seria castigada pelo acontecido, ficou aliviada quando Sara, a baronesa que a socorreu, explicou-lhe que a peça não se havia quebrado, mas apenas parcialmente desmontado. E, após o conserto, vendo que a moça era uma pessoa muito sensível, Carol acabou por lhe contar que, há algum tempo, tinha a impressão de que entravam em seu quarto à noite, pegavam a chavezinha na prateleira alta e..., o que acontecia depois ela não lembrava porque acabava dormindo profundamente.&lt;br /&gt;Mas essa impressão, contara a princesinha à moça, incomodava-a muito, e ela, não sabia direito por que, tinha medo de contar o acontecido para qualquer pessoa... Como se pudessem culpá-la por não haver conseguido evitar que se aproximassem da chave, que ainda não alcançava - deduzira a amiga da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A baronesa, apenas por lhe dizer que conhecia muitas histórias parecidas com aquela e que sabia o que fazer, conseguiu tranquilizar Carolina e, depois de deixar a menina entre as cobertas, tratou de se esconder em um canto escuro do corredor, à espreita...&lt;br /&gt;De repente, Sara percebeu que alguém se aproximava sorrateiramente do quarto da princesa.&lt;br /&gt;Pé ante pé, ela seguiu o vulto que, agilmente, pegou a chave na prateleira. No momento em que ele ia se virar, em busca dos segredos da caixinha dourada, a moça o atacou, aos socos e pontapés.&lt;br /&gt;Apesar de não haver conseguido arrancar-lhe a máscara que lhe cobria o rosto, conseguiu assustá-lo, gritando-lhe que, se voltasse, pagaria caro pelo que ousara fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina nada ouvira, pois dormira profundamente aquela noite, sossegada pelo carinho da baronesa, que lhe garantiu, no dia seguinte, que aquilo nunca mais aconteceria, pois, além de protegê-la, alertaria todos nas redondezas sobre a existência daquele malfeitor que punha em risco os segredos das crianças do palácio. Explicou-lhe também que, infelizmente, como aquele invasor poderia ser qualquer um, ela deveria ficar atenta, e gritar por Sara quando suspeitasse de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a princesinha, pouco a pouco, foi voltando a ser a menina alegre que era antes.&lt;br /&gt;E, algum tempo depois, no mesmo dia em que um bondoso príncipe de outro reino veio visitar sua família, Carolina percebeu que, sem escada ou banquinho, já podia alcançar a chave de sua caixinha dourada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Noveleira de plantão me informa que as notícias sobre o andamento da novela das 9 mudaram: talvez o personagem de Marcelo Antonny esconda outro tipo de problema ( 24/07/10 ).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8468204921975125160?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8468204921975125160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8468204921975125160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/assunto-serio-na-novela-das-9.html' title='ASSUNTO SÉRIO NA NOVELA DAS 9'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-2400618704725543071</id><published>2010-06-23T11:09:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T06:21:00.513-07:00</updated><title type='text'>Desestigmatizar</title><content type='html'>Como friso em um dos primeiros artigos nesse blog ( “Margarida” ), acho muito injusto que pessoas acometidas por doenças graves - como o câncer, por exemplo -, tenham seu sofrimento multiplicado pela carga de culpa advinda das conclusões que permeiam o imaginário social a respeito do quanto o ódio alimentado nos corações das pessoas seria o principal responsável por algumas dessas moléstias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que pudéssemos comprovar que todos aqueles que odeiam acabam desenvolvendo algum tipo de mal físico, ou que grande parte dos doentes terminais tivesse sido sufocada por seus sentimentos negativos, todos nós conhecemos pessoas maravilhosas e autoconscientes que um dia adoeceram... E não me venham com essa história de que “quem vê cara não vê coração”, pois sabemos muito bem que, se encaramos alguém em seu dia a dia, podemos sentir, mais do que ver, aquilo que vai em sua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Andar do Bêbado”, Leonard Mlodinow nos apresenta, numa acessível linguagem científica, provas de que fazemos bem em desconfiar de certos padrões: o homem, inclusive especialistas em várias áreas – o que é mais grave -, tende a buscar aqueles que rejam o comportamento humano, certo de que, assim, poderá fazer previsões e ter um maior controle sobre tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mlodinow faz o alerta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A evolução do cérebro humano o tornou muito eficiente no reconhecimento de padrões; porém, como nos mostra o viés da confirmação, estamos mais concentrados em encontrar e confirmar padrões que em minimizar nossas conclusões falsas. Ainda assim, não precisamos ficar pessimistas, pois temos a capacidade de superar nossos preconceitos. Um primeiro passo é a simples percepção de que os eventos aleatórios também produzem padrões. Outro é aprendermos a questionar nossas percepções e teorias. Por fim, temos que aprender a gastar tanto tempo em busca de provas de que estamos errados quanto de razões que demonstrem que estamos certos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a arrogância e a vaidade de nossa espécie parecem levar muitos de nós a preferirem o controle/poder advindo das suas certezas “estatisticamente comprovadas" - ainda que desconfiem de que possam não haver somado dados suficientes para tirar conclusões absolutas -, do que terem de admitir que a verdade talvez seja muito mais relativa do que se possa à primeira vista supor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigamos mais um pouco o pensamento do físico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[ ...] mesmo que nossos dados tenham uma significância de 3%, se testarmos 100 médiuns em busca de habilidades psíquicas – ou 100 medicamentos ineficazes, em busca de sua eficácia -, devemos esperar que alguma pessoas pareçam ser médiuns, ou que alguns remédios ineficazes pareçam eficazes. É por isso que pesquisas eleitorais, ou estudos médicos, especialmente os de pequeno porte, às vezes contradizem outras pesquisas ou estudos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando o meu fogão da marca Viking começou a apresentar defeitos e, por acaso, uma conhecida me contou que tivera o mesmo problema, comecei a dizer aos meus amigos que evitassem essa marca. Quando tive a impressão de que as aeromoças de vários vôos da United Airlines eram mais carrancudas que as de outras companhias, comecei a evitar os vôos da United. Eu não tinha muitos dados, mas minha intuição identificou padrões.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard Mlodinow afirma a seguir que, ao fazermos uma análise mais apurada, vemos que muitos dos pressupostos da sociedade moderna se baseiam “em ilusões coletivas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o que ele diz, logo depois de demonstrar como até aquilo de que somos testemunhas oculares pode ser discutível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Também usamos a imaginação para pegar atalhos e preencher lacunas nos padrões de dados não visuais. Assim, como com as informações visuais, chegamos a conclusões e fazemos julgamentos com base em informações incompletas, e concluímos, ao terminarmos de analisar os padrões, que a “imagem” a que chegamos é clara e precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que é mesmo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo sem falar no quanto o ser humano pode ser tendencioso quando se trata de algo que lhe interesse de maneira especial.&lt;br /&gt;Assim, é praticamente certo que, autoenganadamente ou ciente de seu desejo de manipular determinada situação, muitos são capazes de resvalar para declarações ou conclusões muito pouco confiáveis. Prejudicando o resultado de qualquer pesquisa, estejam eles do lado pesquisado ou do lado pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo interessante, no livro em questão, o autor traz daquele filme no qual o personagem vivido por Richard Gere, ao frequentar secretamente uma escola de dança, desejoso de fazer uma surpresa à esposa, é pego seguidamente em mentiras que levam sua mulher a ter certeza de sua traição.&lt;br /&gt;Mlodinow nos explica onde se localiza o erro do padrão identificado: a mulher acreditava que a maioria dos homens que traem mentem. Seu marido fora flagrado em mentiras, portanto era certa, para ela, a conclusão de que a estivesse traindo.&lt;br /&gt;No entanto, ela se esquecera do óbvio: ainda que todos os homens que traíssem mentissem, sempre existiriam muitos motivos a levarem um homem a usar tal artifício: nem todo homem que mente está traindo sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que fiquei pensando: ao receber-se em escolas ou instituições – dedicadas a educar e proteger - aqueles jovens das classes menos favorecidas, que vivem expostos a riscos vários; e sabendo-se, por confidência ou dedução, que foram eles vítimas de algum tipo de violência doméstica, dever-se-ia tomar cuidado com a certeza que perpassa o imaginário da sociedade, incluindo-se o de profissionais, segundo a qual todo aquele que foi um dia agredido passa a ser um agressor em potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos, diante da certeza de haver um número enorme de variantes a afetarem o comportamento de cada indivíduo: ainda que a maioria daqueles que hajam cometido atos de violência tenham um dia sofrido algo semelhante, certamente é infinitamente maior o número daqueles que foram de alguma maneira agredidos e reagiram de outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso, talvez devêssemos levar em consideração, por exemplo, dentre outros dados, se o jovem, apesar de agredido por uns, recebeu amor de outros... Quem sabe aprendeu o que é respeito no contato com bons professores?&lt;br /&gt;Afinal, sabemos que muitos, embora não tenham sido diretamente atacados, pelo simples fato de haverem sido ( ou menos: de se haverem - mimados - sentido menos amados do que gostariam ) de alguma forma desamados ( vide exemplos nas classes mais altas ), desenvolvem algum tipo de recalque a transformá-los em verdadeiros sociopatas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde quero chegar: imagino que a aproximação seja mais fácil entre sociedade/educadores/cuidadores e todos aqueles necessitados de proteção, se não permitirmos que pese sobre estes últimos qualquer estigma determinista.&lt;br /&gt;É preciso que nossos jovens percebam que sabemos que podemos deles esperar o melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-2400618704725543071?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2400618704725543071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/2400618704725543071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/desestigmatizar.html' title='Desestigmatizar'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4424481392881561672</id><published>2010-06-22T20:26:00.001-07:00</published><updated>2010-06-22T20:34:40.371-07:00</updated><title type='text'>Vaidade é Loucura ( na obra de Machado de Assis )</title><content type='html'>Em um dos capítulos do meu “Vaidade é Loucura ( na obra de Machado de Assis )”, abuso do direito de citar a sabedoria alheia... Cito-me, aqui, citando-a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Erasmo fala da insatisfação provocada por seu livro [ "Elogio da Loucura" ] nas pessoas da comunidade leitora. E se justifica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Criticar os costumes dos homens sem atacar ninguém pessoalmente, será algo realmente mordaz? Não será antes instruir e aconselhar? De resto, não faço sem cessar minha própria crítica? Uma sátira que não poupa nenhuma das condições humanas não agride homem algum em particular, mas sim os vícios de todos. E se alguém se levanta e grita que foi ferido, é que realmente se reconhece culpado, ou pelo menos se confessa inquieto. Neste gênero, são Jerônimo mostrou-se mais livre e mais acerbo, às vezes sem poupar os nomes. De minha parte, abstive-me de mencionar um único nome, e tanto moderei meu estilo que o leitor inteligente verá sem dificuldade que meu intuito era divertir, de modo algum magoar. Não remexi, como Juvenal, no esgoto dos vícios ocultos; não cataloguei as torpezas, mas sim os ridículos. Se ainda houver um obstinado que esta argumentação não tranquilize, peço-lhe que pense na honra que é ser atacado pela Loucura, pois é ela que ponho no palco, com todas as características de sua personagem.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-nos que Erasmo e Machado fizeram a mesma coisa: mexer com a vaidade humana, denunciá-la. [...]&lt;br /&gt;E é um paralelo entre a loucura e a vaidade que encontramos traçado em inúmeras linhas do Elogio da Loucura, e que deixa bastante claro, como muito bem depois registrou Machado de Assis, que a vaidade talvez seja muito mais loucura do que qualquer outra loucura: ‘Assim, imitaríamos os retóricos de nosso tempo, que se acham deuses por usarem duas línguas, como as sanguessugas, e consideram uma maravilha inserir em seu latim alguns pequenos vocábulos gregos, mosaico amiúde fora de propósito. Se as palavras estrangeiras lhes faltam, arrancam de bolorentos pergaminhos quatro ou cinco expressões arcaicas que deitam poeira nos olhos do leitor, de maneira que os que os entendem se pavoneiam, e os que não os entendem os admiram ainda mais. As pessoas, realmente, encontram um prazer supremo no que lhes é supremamente estranho. Sua vaidade tem parte nisso; riem, aplaudem, mexem a orelha como os asnos, para mostrar que compreenderam bem: ‘É isso, é isso mesmo!’’”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão bom se todos falassem e escrevessem para o maior número possível de pessoas...&lt;br /&gt;Mas isso só é possível quando se acredita realmente naquilo que se diz ou escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão bom se todos soubessem, sempre que fosse o caso, dizer “não entendi”...&lt;br /&gt;Mas isso só é possível quando tocamos nossa essência, no fundo de nosso coração, e não mais nos confundimos com as aparências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4424481392881561672?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4424481392881561672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4424481392881561672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/vaidade-e-loucura-na-obra-de-machado-de.html' title='Vaidade é Loucura ( na obra de Machado de Assis )'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6594836088953602169</id><published>2010-06-22T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T16:03:08.465-07:00</updated><title type='text'>Estão todos bem</title><content type='html'>Bom filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essencialmente, trata de desmistificar o que seja o tão desejado "estar bem".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6594836088953602169?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6594836088953602169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6594836088953602169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/estao-todos-bem.html' title='Estão todos bem'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8740051662115606864</id><published>2010-06-20T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T19:28:56.176-07:00</updated><title type='text'>O SOLISTA</title><content type='html'>“O Solista” me lembra de alguma maneira “O Pescador de Ilusões”.&lt;br /&gt;Tanto em um quanto em outro filme, vemos, dentre outros personagens, um homem em busca de si mesmo, de um sentido para sua vida, para seu trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive, da mesma forma que “O Pescador...” ( vide comentário no blog ), “O Solista” poderia ser analisado a partir da psicologia analítica de Jung. Isso, observando-se o trajeto do personagem-jornalista enquanto vai juntando suas muitas facetas... E talvez possamos dizer que ele acaba vislumbrando o “graal” a partir do momento em que valoriza a sensibilidade/sabedoria do “bobo-louco-músico” que cruza seu caminho... O que acaba por lhe permitir uma reaproximação de sua mulher e/ou de sua “anima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, não podemos deixar de tecer alguns comentários em vista do músico possivelmente esquizofrênico e de seu relacionamento com o jornalista, que acaba por se tornar seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, tudo começa quando, sensibilizado depois de um acidente e determinado a encontrar assunto mais humano para suas crônicas, o jornalista sai atento pelas ruas e se depara com o homem de falas algo desconexas, tocando soberbamente um violino quebrado e dizendo-se ex-aluno de uma conhecida escola de música...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer da história, ficamos sabendo que o violonista houvera abandonado o conservatório por causa de um surto psicótico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, superficialmente falando, a esquizofrenia se caracteriza por espécie de fissura na personalidade de alguém, de onde emergem vozes, delírios e alucinações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma sociedade marcada há mais de dois séculos pela medicalização, que, nas últimas décadas, através da propaganda – inclusive dentro dos consultórios médicos -, transformou o indivíduo em consumidor de remédios como de qualquer outro produto, imaginar que se pense em medicar alguém que ouve vozes pode parecer bastante natural, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, parece que o filme acena para uma nova mentalidade que vem se formando em oposição à cultura do remédio para tudo, desde as pílulas para as pequenas e grandes tristezas, passando pelas vitaminas, pelo emagrecedor e pelo revigorante sexual...&lt;br /&gt;E dentro dessa nova mentalidade, que engatinha – mas já tenta se por de pé -, é principalmente questionado o uso a três por dois de remédios para as afecções da mente – alma, emoção...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é a Loucura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primórdios da História, a sociedade tenta calar seus “loucos” de alguma maneira, jogando-os em navios a percorrerem sem destino os mares sem fim, trancafiando-os dentro de manicômios ou simplesmente, como fazem inclusive muitos daqueles que recentemente se posicionaram a favor da desmanicomialização, abandonando-os, fornecendo-lhes muitas vezes como tratamento uma única opção: o re-mé-di-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que temos medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que o louco nos fale de nossa própria loucura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que seu lado rústico nos fale daquilo que temos por baixo de nossos trajes de gala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que sua sabedoria-tola enfraqueça nossas certezas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, vemos a insistência do jornalista junto ao responsável pelo abrigo para o qual encaminhara o músico - a quem estava decidido a ajudar -, no sentido de que lhe fossem dados remédios. Sugeriu inclusive ao rapaz, em vista de sua cuidadosa negativa e diante das leis locais, que imaginassem uma falsa denúncia de que o moço representasse “risco para si mesmo e para os demais”, a fim de que, internado, recebesse fármacos que, segundo supunha, colocariam-no em condições de escolher melhor o que queria para sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem parecia querer alguma coisa para o músico era o jornalista... Possivelmente não de forma consciente e provavelmente bastante autoenganado, queria ver “progressos” suficientes no comportamento daquele que virara espécie de musa para sua coluna no jornal... Queria mais assunto... Talvez ele quisesse história para o livro que acabaram convidando-o a escrever sobre o personagem centro do sucesso de seus últimos textos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é quando tenta forçar o músico a aceitar rótulos ( esquizofrênico ) e a ser tutelado pela irmã que vê Nathaniel Anthony Ayers se tornar agressivo pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, chegamos a pensar que o jornalista irá abandonar o músico ou que irá aproveitar a oportunidade para, como queria de início, interná-lo... Mas é a reação daquele homem em defesa da vida que escolhera viver e o enlevo espiritual no qual o músico parecia transportado sempre que ouvia ou tocava uma bela música que, além da sacudida que lhe dá a mulher ao atirar-lhe ao rosto a possibilidade de ele estar “explorando o louco”, parecem transportar o jornalista Steve Lopez, pela primeira vez na vida, para o mais fundo de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais bonito nesse filme, que, dentre outras coisas, coloca em evidência uma Los Angeles com mais de 90000 sem-tetos ( destacando sensivelmente o fato de, apesar de toda a aridez de suas vidas, eles parecerem conservar alguma alegria de viver ) é perceber, ao final, a amizade entre aquelas duas pessoas – o músico e o jornalista – baseada na aceitação de suas diferenças mais gritantes, que se tornaram pequenas na descoberta da humanidade que tinham em comum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem remédio, o músico continua vivendo a vida na qual parece encontrar algum equilíbrio, principalmente depois de constatar que seu novo amigo talvez fosse mais sincero do que, a princípio, qualquer um dos dois pudesse suspeitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após OUVIR seu próprio coração, o jornalista convence-se de que o músico, seu amigo, como ele mesmo, merece respeito e tem o direito de escolher como viver os seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Elogio da Loucura”, Erasmo de Rotterdam nada mais faz do que traçar um paralelo entre a Loucura e a Vaidade.&lt;br /&gt;Machado de Assis, em texto intitulado "Elogio da Vaidade", faz uma paródia do trabalho do filósofo que não deixa dúvida quanto a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Michel Foucault, em “História da Loucura”, premia o leitor com trechos assim, a sapecarem a mesma senhora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nesta adesão imaginária a si mesmo, o homem faz surgir sua loucura como uma miragem. O símbolo da loucura será doravante este espelho que, nada refletindo de real, refletiria secretamente, para aquele que nele se contempla, o sonho de sua presunção. A loucura não diz tanto respeito à verdade e ao mundo quanto ao homem e à verdade de si mesmo que ele acredita distinguir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos homens bem sucedidos colocam todos os dias em risco a si mesmos e a toda a sociedade em suas ganância e vaidade sem limites?&lt;br /&gt;Eles não são internados. E, se tomam remédios, fazem-no exclusivamente segundo a própria vontade, provavelmente como mais um dos artifícios utilizados para calar as VOZES de suas consciências... Talvez fosse melhor se simplesmente ouvissem vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. A música e o novo amigo certamente fazem muito por Nathaniel, que passa a tocar vários instrumentos e acaba por aceitar morar novamente sob um teto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias como essa nos levam a valorizar cada vez mais aquelas instituições que disponibilizam cursos de Música, Esporte, Dança, Arte etc. para aqueles que muitas vezes sequer conhecem o próprio potencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8740051662115606864?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8740051662115606864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8740051662115606864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/o-solista.html' title='O SOLISTA'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-7299450056672165529</id><published>2010-06-18T10:58:00.001-07:00</published><updated>2010-06-18T13:49:49.942-07:00</updated><title type='text'>EDUCAÇÃO</title><content type='html'>Segundo editorial do Globo intitulado “A Educação ensina que o crime é exceção”, a boa escola que educou os 22 alunos bem sucedidos, da mesma turma do bandido Fernandinho Beira-Mar, localizava-se na “carente Caxias dos anos 70”.&lt;br /&gt;Os anos 70 foram anos de ditadura. E, num momento em que a educação oferecida hoje por nossas escolas é tão – e de certa forma legitimamente – criticada, corremos o risco de ver, através de textos desse tipo, reforçada a tese daqueles que querem associar fracassos a qualquer governo de esquerda... Tese simplista essa segundo a qual, naqueles terríveis tempos, tivemos uma educação melhor do que a de hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sendo especialista, peço desculpas pela fragilidade dos conceitos aqui tratados, e quero deixar claro que ouso abordar o assunto apenas porque acredito que, cada um de nós, cidadãos, precisa se manifestar sempre que nossa alma se inquiete diante de temas de fundamental importância para a sociedade como um todo.&lt;br /&gt;Isso é, afinal, no que deve consistir o debate dentro de uma democracia, enquanto deixar que discutam entre si apenas os especialistas seria típico das tecnocracias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, gostaria de registrar que acredito que a verdade seja que, ao longo da história brasileira, embora, por um lado, tenhamos tido a certeza da existência de muitos bons alunos, como certamente o foram os colegas do referido criminoso, por outro lado, nunca tivemos uma escola de excelente qualidade. O que, naturalmente, com todas as mudanças que vimos sofrendo, parece tornar-se cada vez mais difícil, algo a exigir muito mais do que vontade política e verba: provavelmente a consciência de cada cidadão quanto a sua responsabilidade como agente multiplicador de valores e formador de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre alguns modelos de escola que tivemos, houve a escola tecnicista - e imagino que a escola da época da ditadura se enquadrasse nesse grupo -, que privilegiava a transmissão de conteúdos... Conteúdos muitas vezes duvidosos, diga-se de passagem, uma vez que sabemos o quanto a história nacional fora então adaptada aos interesses daqueles que detinham o poder. Conteúdos, em todas as matérias, sempre a incutir-nos a certeza de termos de buscar uma resposta única para cada pergunta... Sem falar de como, então, os elos entre as disciplinas – a Filosofia, a Psicologia e a Sociologia -, capazes de nos fornecer a importante visão de que todas as matérias constituem uma só ciência foram criminosamente abolidos de nossos currículos(* ). ( Graças a Deus, começam a ser a eles novamente incorporados. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opondo-se a essa escola, tivemos a escola politicista, preocupada prioritariamente com a forma de transmitir os ensinamentos e na qual a transmissão de conteúdos não passava de pretexto para a “conscientização política”.&lt;br /&gt;Segundo um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos, com os quais, há muitos anos, aprendi a terminologia acima, para surpresa de todos, essa escola formava cidadãos passivos, enfraquecidos diante da certeza de sua condição submissa.&lt;br /&gt;Não me lembro dos detalhes, mas, na palestra à qual assisti, esses pesquisadores mostraram que uma alternativa aos modelos educacionais falidos seria ensinar-se a partir de uma perspectiva aberta, longe das verdades absolutas. Um exemplo: o professor de matemática deveria ensinar a continha de somar ou a de subtrair tanto começando da forma tradicional, da direita para a esquerda, quanto da esquerda para a direita ( eu aprendi ali que isso era possível ); o professor de Leitura deveria ouvir as impressões de cada aluno sobre os textos lidos, tentando pincelar os pontos em comum e as divergências, evitando rotular qualquer delas de “errada”; e assim por diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordei logo com eles. Isso, aliado ao retorno das disciplinas consideradas “elos” aos currículos, certamente formaria uma nova estrutura de pensamento em criaturas mais seguras de si mesmas, uma vez que certas de que a resposta do outro, ainda que ótima, jamais seria a única resposta; certas de que boas respostas poderiam brotar de seu confiável coração, a qualquer momento e diante de qualquer situação. Sem falar que tal “método” formaria professores seguros ao ponto de, sempre que necessário fosse, pronunciarem o respeitável “não sei, vou verificar” que, por identificação – todos nós não sabemos muitas coisas -, mais segurança somaria àquela recém adquirida por seus alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, também porque vi que muitos professores aplaudiram aquela exposição, acredito que, pouco a pouco, em uma ou outra escola, particulares e públicas, ainda que aos trancos e barrancos e quase silenciosamente, é possível que possamos estar no caminho tanto de constituirmos melhores professores quanto melhores alunos. Estruturalmente. Conscientes de serem parte de alguma coisa maior do que eles mesmos. Conscientes de pertencerem a um todo chamado humanidade, da mesma forma que passarão a perceber as disciplinas estudadas como órgãos de um mesmo organismo. Sócios no mundo do conhecimento. Cidadãos fortalecidos, capazes de, eles mesmos, empreenderem, ao longo de suas vidas, uma busca permanente pelo saber. Produzindo saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa nova consciência, que acredito em gestação, aponta para o fato de que uma boa Educação emerge da certeza de que somos todos, e não apenas os professores ou pais, responsáveis por educar – principalmente com o testemunho de nossas vidas - todas as crianças e jovens de nosso tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aguardamos que essa espécie de escola-mundo se atualize, o que observamos é que não raro a escola culpa a família por seu fracasso, e a família, por sua vez, responsabiliza a escola pelo fracasso de seus filhos, sem perceberem que o problema todo talvez esteja na teima em manter-se um modelo de escola superado. O problema talvez esteja em acreditarmos em certos modelos de avaliação que avaliam como antigamente pessoas que estão sendo submetidas a outro modelo de formação. E isso vale inclusive para o vestibular e para os concursos de ingresso a inúmeras carreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é raro vermos pais que se consideram sucesso em suas profissões, defenderem o modelo “conteudístico” das escolas por eles freqüentadas... No entanto, talvez o fato de haverem decorado tabuadas, capitais de estados e países, e os preceitos da “Moral e Cívica”, além de haverem aprendido a decidir rapidamente entre o “s” e o “z”, o que lhes conferiu boas notas e um diploma atrás do outro, pode não haver sido o que determinou o seu futuro.&lt;br /&gt;( Ora, o que os favoreceu pode haver sido o fato de haverem podido escolher sua carreira, tendo a ela se dedicado a partir de então, sempre com a proteção e a admiração de suas famílias. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o desafio que enfrentamos ao educarmos as novas gerações é de outra ordem... Os jovens, exigentes, desprezam a decoreba, desconfiam da importância de certos conteúdos... Conheço um rapaz que aprendeu a escrever corretamente – e bem – depois que resolveu sentar-se ao computador para escrever sobre a doença que o consumia e que era, ao mesmo tempo, medicada e ignorada pela maioria das pessoas a sua volta. O word e as leituras que foi fazendo em torno da moléstia acabaram lhe ensinando mais sobre ortografia e redação do que todos os anos que passara na escola. O que pode ser conferido à vista dos textos por ele produzidos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que acredito que, se quisermos uma boa Educação para nossos jovens em um futuro próximo, temos de nos convencer de que educar passa por sabermos lidar com o que de mais humano haja em cada um de nós, em cada um de nossos alunos. E isso só ser torna possível quando entramos profundamente em contato com nós mesmos, abrindo mão de qualquer tipo de hipocrisia.&lt;br /&gt;Professores e pais e cidadãos de um modo geral, todos nós, ao nos aprimorarmos como pessoas, buscando nossos interesses mais profundos e dando o nosso melhor em função da construção de uma sociedade mais verdadeira, plural e justa, contribuiremos para isso. Conscientes de que educamos, inclusive os professores, muito mais com o que somos do que com aquilo que propositalmente desejemos transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” é a base da revolta de alguns jovens das classes privilegiadas, que acabam por direcionar a toda a sociedade a decepção em relação a seus próprios pais.&lt;br /&gt;E mais importante: “servir de exemplo” também não funciona se aquilo que se quer oferecer como modelo não passar de máscara, de pura hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tudo isso para dizer que, se a escola de Caxias ajudou a manter longe do crime os colegas do terrível criminoso Fernandinho Beira-Mar, essa outra escola-mundo de que falamos e na qual a sociedade precisa acreditar, se existisse então, talvez houvesse evitado também o descaminho do próprio bandido. E de outros criminosos mais, inclusive daqueles advindos das classes superiores. Simplesmente porque, nessa escola viva, para além dos muros da instituição, os melhores valores humanos estariam em pauta. Todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) No editorial do BCEN, Boletim do Centro Educacional de Niterói, da Fundação Brasileira de Educação, referente ao bimestre agosto/setembro de 1984, eu já valorizava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A consciência de que fazemos parte de um todo é importante. E talvez alguns educadores não a tenham justamente porque não lhes permitiram desenvolver essa visão ainda na escola, quando foi formada a sua estrutura de pensamento.&lt;br /&gt;A Filosofia, mãe de todas as ciências, vai mostrar ao aluno que a Física, a Química, a Matemática e a Biologia estão há muito tempo aliadas na busca de respostas humanas, do sentido da vida, do princípio e fim das coisas. A Psicologia trará maior compreensão quanto à consciência surgida na evolução da vida. E a Sociologia completará o quadro ligando o homem ao processo social, à Geografia e à História.&lt;br /&gt;É preciso que [...] permitamos esses conhecimentos a nós mesmos e ao aluno. É necessário que ele possa se ver dentro de um bloco compacto de conhecimentos e não mais no esfacelado a que está acostumado [..] É importante que tenha, desde cedo, oportunidade de ver que as angústias – que o fazem sentir-se diferente dos outros – foram as dúvidas dos grandes pensadores da humanidade”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Educacional de Niterói, naquela época, mantinha a Filosofia em seu currículo e o aluno do segundo grau, ali, já tinha, no contato com Saussure, a oportunidade de descobrir a Língua como ciência.&lt;br /&gt;Lembro-me de um aluno, na aula de Literatura, encantado com a máxima dialética do linguista francês: "Então, &lt;strong&gt;a Língua muda porque não muda&lt;/strong&gt;, professora?"&lt;br /&gt;Às vezes, me pergunto em quantos aspectos de sua vida aquele aluno aproveitou o conceito, que eu mesma volta e meia evoco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-7299450056672165529?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7299450056672165529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/7299450056672165529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/segundo-editorial-do-globo-intitulado.html' title='EDUCAÇÃO'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-9131640805854921041</id><published>2010-06-13T18:57:00.000-07:00</published><updated>2010-06-13T19:01:02.283-07:00</updated><title type='text'>"Acima de qualquer suspeita"</title><content type='html'>“Acima de qualquer suspeita”, com Michael Douglas no papel do promotor capaz de plantar evidências nas cenas dos crimes que “elucida”, é título nacional homônimo do mais antigo e não menos intenso “Acima de qualquer suspeita” protagonizado por Harrison Ford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois filmes giram em torno da ideia – exaustivamente trabalhada em nossas novelas – de qualquer inescrupuloso, algumas vezes com a ajuda de policiais corruptos, poder forjar provas contra aquele que, por razões pessoais ou profissionais, possa lhe interessar culpar de alguma coisa. No caso dos filmes, de assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme mais antigo trata do assunto do ponto de vista das emoções, inclusive as sufocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais recente mostra um promotor capaz de friamente planejar destruir a vida de pessoas com o objetivo de garantir os tais – ironia! -respeitos profissional e social que o impeliriam para “cima”. Desprezivelmente  autoenganado ( vide nesse blog artigo “Respeitabilidade e Autoengano” ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a indignação maior nasce da observação do jornalista vivido por Jesse Metcalfe. Diríamos que ele é a própria encarnação da “meta-hipocrisia”...&lt;br /&gt;Pois, se a hipocrisia se evidencia sempre que alguém utiliza dois pesos e duas medidas em suas avaliações: um peso, para seus interesses e outro peso, para os demais, a meta-hipocrisia, descubro agora, pode ser percebida quando alguém, como o repórter investigativo no filme, associa seus interesses mais mesquinhos ao - a princípio - nobre objetivo de derrubar um hipócrita. Conseguindo, em suas ações, ser ainda mais hipócrita do que o hipócrita. No caso da história em questão, vemos que o personagem – dizendo-se decidido a provar, em nome de um ideal, o quanto eram passíveis de fraude as provas circunstanciais plantadas pelo promotor – visava mesmo era o reflexo positivo em sua carreira que poderia advir do desmascaramento do mau caráter. Carreira em nome da qual, diga-se de passagem, ele era capaz de fraudar e matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que na vida real, como na ficção, podemos contar tanto com autoridades quanto com jornalistas honestos, corajosos, apaixonados pela permanente busca da verdade e, por isso, merecedores do verdadeiro respeito de si mesmos e de cada um de nós.&lt;br /&gt;Como, no filme, a promotora vivida impecavelmente por Amber Tamblyn, e o jornalista, amigo de “Metcalfe”.&lt;br /&gt;Como o juiz João Pedro, no romance “A Juíza”.&lt;br /&gt;Como o jornalista Arthur, personagem importante do romance que estou concluindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-9131640805854921041?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9131640805854921041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/9131640805854921041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/acima-de-qualquer-suspeita.html' title='&quot;Acima de qualquer suspeita&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-1919724677860324551</id><published>2010-06-05T17:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T07:16:43.604-07:00</updated><title type='text'>Eduardo Galeano</title><content type='html'>Talvez possamos dizer que, em certo sentido, o valor de um livro seja determinado na mesma medida pelo perfil daqueles que o apreciam e daqueles que o desprezam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No posfácio de "As Veias Abertas da América Latina", Eduardo Galeano declara ( grifos nossos ):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"...os comentários mais favoráveis que o livro recebeu não provêm de nenhum crítico literário de prestígio, mas das ditaduras que o elogiaram, proibindo-o."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nestas terras, o que assistimos não é a infância selvagem do capitalismo, mas a sua cruenta decrepitude. &lt;strong&gt;O subdesenvolvimento não é uma etapa do desenvolvimento. É sua consequência. O subdesenvolvimento da América Latina provém do desenvolvimento alheio [...]."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"O sistema encontra seu paradigma na imutável sociedade das formigas. Por isto se dá mal com a história dos homens, [na qual]&lt;strong&gt;cada ato de destruição encontra sua resposta - cedo ou&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;tarde- num ato de criação."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, provavelmente se referindo ao fato de seus livros haverem sido proibidos por falarem da realidade imediata, em "Nós Dizemos Não", Galeano declara:&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Os donos do poder se refugiam no passado,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;acreditando que ele está quieto, está morto, para negar o presente [...].&lt;/strong&gt; A história oficial nos convida a visitar um museu de múmias. Assim, não há perigo: pode-se estudar os índios que morreram há séculos e, ao mesmo tempo, pode-se desprezar ou ignorar os índios que vivem agora. Pode-se admirar as ruínas portentosas dos templos, da Antiguidade, enquanto se assiste de braços cruzados ao envenenamento dos rios e à destruição dos bosques onde os índios têm morada na atualidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A verdade é que parece muito fácil postar-se como pessoa politizada e humanista, confundindo os ingênuos com um discurso bonito mas sempre voltado para causas distantes - no tempo e/ou no espaço - dos próprios interesses ou conveniências.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-1919724677860324551?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1919724677860324551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/1919724677860324551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/eduardo-galeano.html' title='Eduardo Galeano'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-6258092407474138543</id><published>2010-06-05T08:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T04:08:04.595-07:00</updated><title type='text'>O Código Florestal e Míriam Leitão</title><content type='html'>Gosto quando leio um texto escrito com paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo a possibilidade - que existe - de eu estar completamente por fora dos acontecimentos e não haver compreendido nadinha - a economista Míriam Leitão, sob o título "Código do Erro", escreve sua coluna de hoje, em "O Globo", preocupada com a perspectiva da adaptação de nosso "Código Florestal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuida ela, além dos riscos que tal medida possa representar, do quanto as reformas pretendidas poderiam acabar por anistiar aqueles que desde sempre descumpriram o que preceitua o documento, trazendo claros prejuízos, por outro lado, aos que, nesses 50 anos de sua existência, a ele se mantiveram atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a oportunidade para frisar o quanto é importante estarmos abertos a cada coisa que alguém diz ou escreve, evitando, por exemplo, rotulá-lo de forma definitiva como de direita ou de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que deveríamos nos manifestar a favor ou contra cada atitude ou palavra, concedendo a nós mesmos o direito de abraçarmos ideias porque nelas acreditamos e nunca apenas porque formuladas por determinado partido ou por estarem vinculadas a determinadas correntes ou pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena conferir o artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs. Só depois de publicar o texto acima é que vi o artigo do deputado Aldo Rebelo intitulado "A Guerra Comercial das ONGs", à página 7 do primeiro caderno do mesmo jornal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Utilizando, por incrível que possa parecer, argumentos semelhantes aos apontados por Míriam Leitão, ele defende a posição exatamente oposta à da economista, concluindo assim:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"É o momento de restaurarmos, com a reforma do Código Florestal, a lógica da produção ambientalmente sustentável sem nos deixarmos influenciar pelo intrépito da guerra comercial das ONGs internacionais."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é difícil algumas vezes para nós, leigos, decidirmos com quem está a razão!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para mim, isso se resumiria a saber quem, afinal, ao invés de defender os interesses de nosso povo, tem coragem de se colocar a serviço do agronegócio e dos interesses estrangeiros: aqueles que defendem a reforma do Código Florestal, ou aqueles que se lhe opõem? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vou procurar conversar com aqueles melhor informados do que eu...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se me decidir, publico aqui minha conclusão... Caso contrário, continuarei a pensar sobre o assunto e espero que meus leitores façam o mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-6258092407474138543?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6258092407474138543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/6258092407474138543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/o-codigo-florestal-e-miriam-leitao.html' title='O Código Florestal e Míriam Leitão'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5054096212836667113</id><published>2010-06-04T16:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T08:51:58.979-07:00</updated><title type='text'>"Sherlock Holmes"</title><content type='html'>Não gostei.&lt;br /&gt;História mal construída e nada nesse detetive e em seu parceiro encontrou eco em mim, naquilo tudo que antes ouvira ou lera sobre os personagens.&lt;br /&gt;Muitos reclamam: a famosa frase "Elementar, meu caro Watson!" não foi pronunciada uma vez sequer durante todo o filme. Nota 7.&lt;br /&gt;Tudo bem que a proposta fosse outra... Mas então o nível de exigência sobe ainda mais. Nota 5.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5054096212836667113?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5054096212836667113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5054096212836667113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/sherlock-holmes.html' title='&quot;Sherlock Holmes&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4560396582272658346</id><published>2010-06-04T08:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-04T17:33:23.896-07:00</updated><title type='text'>Sandra Quintela</title><content type='html'>Querem aprender sobre Economia e Justiça Social?&lt;br /&gt;Querem entender a questão do petróleo?&lt;br /&gt;Querem tomar conhecimento dos horrores de que o capital - aquele mesmo que financia campanhas e anuncia produtos - é capaz?&lt;br /&gt;Querem conhecer alternativas possíveis para todas as políticas que estão aí?&lt;br /&gt;Pesquisem e leiam os artigos da economista Sandra Quintela. Fiquem atentos sempre que ouvirem seu nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4560396582272658346?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4560396582272658346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4560396582272658346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/sandra-quintela.html' title='Sandra Quintela'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5690820632311915166</id><published>2010-06-04T05:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T12:59:24.739-07:00</updated><title type='text'>"Amor sem escalas"</title><content type='html'>Fora a exposição nua e crua do que seja a demissão em massa de funcionários e a frieza do mundo globalizado diante de seus sentimentos, podemos resumir assim esse filme: é a história mais caricaturalmente feminista veiculada pelos cinemas nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos Ryan, o personagem vivido por Clooney, apresentado como o homem mais desgarrado e avesso às relações humanas profundas que se possa imaginar, acabar por se envolver com uma mulher que encarna nada menos do que o arquétipo do perfeito machista. Capaz inclusive de separar muito bem sua vida de mãe de família – mantida em segredo - daquilo que chama “fuga”, e que consiste em brincar - e ela o diz com todas as letras - de ser espécie de Ryan “com vagina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que aquelas que já se descabelaram muito na tentativa de se relacionarem com homens do tipo descrito - e que não hajam tido coragem de olhar para dentro de si mesmas para descobrirem o porquê - desliguem a televisão com a alma lavada, após verem Alex levar Ryan a perceber que se deparou com alguém tão superficial quanto ele mesmo. Mas todos aqueles que esperam que as relações humanas evoluam ( uma mulher livre não pode ser prisioneira do estereótipo do macho descompromissado ) para algo bem melhor do que o modelo que inclui mulheres das quais Vera Farmiga - na pele de Alex - encarna espécie de caricatura chegam ao fim da sessão apenas cansados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre-se que Ryan talvez haja revisto sua filosofia de vida, tornando-se inclusive mais generoso e capaz de amar, em vista da ameaça de viver algo parecido com aquilo que sua profissão o levava a oferecer a tantas pessoas: a demissão. Ou quase isso.&lt;br /&gt;A possibilidade de ver-se definitivamente com os pés no chão pode havê-lo obrigado a parar de fugir de si mesmo.&lt;br /&gt;Mas ficamos sem saber se sua primeira decepção amorosa estreitará ainda mais seu contato consigo mesmo, levando-o a questionar o trabalho, que retoma e de cuja dimensão terrível começara a suspeitar, ou se simplesmente voltará a ser o Ryan "aéreo" de sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5690820632311915166?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5690820632311915166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5690820632311915166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/amor-sem-escalas.html' title='&quot;Amor sem escalas&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-154256167799628591</id><published>2010-06-03T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T16:46:23.603-07:00</updated><title type='text'>"NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO"</title><content type='html'>A mulher de Nicola, temendo pelo emprego do marido, diante da reação dos "hipócritas" aos seus comentários apaixonados sobre o filme “Ladrões de Bicicleta”, que acaba de ser exibido no estabelecimento de ensino no qual ele lecionava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem de escolher, Nicola: os ideais ou a família...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas por quê?” – devolve ele, e escuta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que o mundo é assim!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem intencionado, ele arremata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas, se é assim, precisamos mudá-lo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gianni, relutando em trocar de caminho, escuta do milionário que virá a ser seu sogro e sócio em negócios escusos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lembre-se de que quem vence a batalha contra a consciência vence a guerra da existência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, parece que desde sempre a família foi usada como argumento - contraditoriamente altruísta - para convencer muitos a abrirem mão daquilo em que acreditavam...&lt;br /&gt;Por que não dizer a Nicola: “Isso, Nicola, já que tem um filho, não se pode deixar seduzir pelos valores daqueles que pensam que um ser humano tem apenas necessidades materiais a serem atendidas. E o espírito? E o sentimento de se pertencer a algo maior, seja ele Deus ou o simples processo histórico?”&lt;br /&gt;Ou simplesmente: “ Isso, Nicola, o certo é que a verdadeira felicidade só será de um homem quando for de todos os homens... E esse dia pode estar longe, mas seu filho precisa saber que você já se colocou a caminho”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Nós que nos amávamos tanto”, obra prima de Ettore Scola, três amigos idealistas, decididos a participarem da construção de um mundo melhor, são testados pela vida, no período de 30 – 45 a 75 – anos da História da Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belíssimo filme!, pede atenção ao personagem Antonio, que, apesar de algumas atitudes questionáveis, parece ser aquele que se mantém até o fim mais motivado. Vide como tenta conscientizar os pais à porta da escola do filho, uma das últimas cenas do filme. É como se ele - dentre os três, o menos ambicioso - nos acenasse para a importância das pequenas atitudes diárias, a operarem mudanças primeiro em nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme - atual? - faz menção ainda a: redes de televisão que manipulam a opinião pública; livros grandiosos recusados por não atenderem aos interesses comerciais das editoras; equívocos impostos como verdades ao interpetrar-se uma obra de arte; inúmeros crimes cometidos em nome da ganância e do egoísmo... O filme retrata esse mesmo homem de hoje, que conhecemos bem, sempre interessado em dominar o espaço e cada vez mais convencido de que, por tabela, pode também dominar o tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prazeroso constatarmos ao final: Gianni, que enriquece pelos piores meios, dá mostras da consciência da inutilidade de toda sua vida. Pena que os protagonistas atuais da vida real, que sabemos haver percorrido caminhos semelhantes, parecem cada vez mais abraçados ao autoengano, decididos a não darem o "braço a torcer"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, é para Gianni que parece dirigida a frase em dado momento pronunciada por Nicola: “Viver como se gosta custa pouco, pois se paga com uma coisa que não existe: a felicidade”...&lt;br /&gt;Talvez pensar que a felicidade não exista sirva realmente de consolo àqueles cujas escolhas os afastem cada vez mais da única felicidade possível, que é a da comunhão do homem com aquilo que é sua própria essência. Escondidos de si mesmos, é certo que os muitos Giannis da atualidade precisam primeiro ter coragem de olhar por trás de suas muitas máscaras para depois poderem vislumbrar o que seria a mais simples e verdadeira alegria possível a um ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Achávamos que mudaríamos o mundo, mas foi ele que nos fez mudar”, é uma das últimas tiradas de Nicola, o intelectual dos três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi resistindo às mudanças, para não abrir mão daquilo que realmente importava - seu ideal e o amor da mulher que, em momentos diferentes e para seu sofrimento, acabou se envolvendo com seus dois amigos -, que Antonio tornou-se ainda mais ele mesmo...&lt;br /&gt;De qualquer forma, "não mudar" talvez exija bastante flexibilidade e, por outro lado, o mundo só transforma negativamente aqueles que abram mão da própria vida em função de algo que, no fundo, no fundo, nunca os convenceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade, por sua vez, parece-nos engessada, ainda que isoladamente cada homem venha a modificar-se de uma ou outra maneira.&lt;br /&gt;Gosto de dizer que mudam os cenários, os panos de fundo, para o desfilar sem fim, nos palcos da vida, de personagens a repetirem os mesmos conflitos humanos, inclusive os mesmos movimentos de "mudança". A humanidade permanece a mesma, cuspindo sem parar homens aturdidos entre o impulso para o seu melhor e as tentações em nome da “família”, da “vitória sobre a guerra da existência”... Permanece a mesma, sem saber se acredita ou não nessa alguma coisa pulsante chamada coração que, em algum instante, até mesmo pelo pior dentre os homens, pode ser sentido como o grande guardador de todos os segredos, bombeador de sangue, sentimentos e Consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, à imagem do personagem do filme “O Feitiço do Tempo” ( vide artigo “’O Feitiço do Tempo’, em Míriam Leitão” ), a humanidade como um todo parece presa nessa repetição sem fim de personagens Giannis, Nicolas e Antonios, bem como de outros que, ao contrário destes, sequer chegam a vislumbrar a diversidade das escolhas possíveis... No entanto, talvez estejamos caminhando em espiral, ao invés de em círculos, como, à primeira vista, possamos pensar... E se, de três bem intencionados em cada ponto da História, acabar por sobrar um Antonio, disposto, ainda que aos “trancos e barrancos”, a não desistir de seu trabalho de formiguinha ( parodiando Saussure: o homem muda - no melhor sentido - porque não muda ), certo será que um belo dia ter-se-á a massa crítica necessária a mais um grande salto em nossa evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Costumo associar as três buscas humanas: o autoconhecimento - através ou não da psicanálise; a espiritualidade e a luta política por um mundo mais justo e melhor para todos. Uma parece levar à outra naturalmente.&lt;br /&gt;Por incrível que a alguns possa parecer, consciência política e Consciência espiritual talvez tenham mais pontos em comum do que pensamos.&lt;br /&gt;Em relação a "A Juíza", ouvi interpretações as mais interessantes: uns dizem haver compreendido a Consciência, voz narradora da história, como consciência social, política mesmo; outros, perceberam nela o transcendental.&lt;br /&gt;Em ambos os casos, meus leitores registraram que uma ou outra iam se atualizando à medida em que o personagem se aprofundava na busca de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-154256167799628591?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/154256167799628591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/154256167799628591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/06/nos-que-nos-amavamos-tanto.html' title='&quot;NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5657721186777720884</id><published>2010-05-22T10:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T15:04:13.699-07:00</updated><title type='text'>"INTELECTUAIS TÊM QUE IR CONTRA A CORRENTE"</title><content type='html'>Em artigo intitulado “Rede e democracia ( Crimes que não podem ser punidos, tampouco perdoados )”, o psicanalista, professor da UFF e coordenador do CRIAA-UFF Hélcio Fernandes Mattos, em determinado momento, ilustra a apresentação de suas ideias com a seguinte citação do livro “Tirania da Intimidade”, de Richard Sennett:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nos tornamos, então, o observador passivo de uma personalidade política que expõe suas boas intenções, apesar de mostrar nas suas ações o contrário. Ora, quanto mais as pessoas concebem o espaço político como a ocasião de dividir uma personalidade coletiva, menos elas são tentadas a utilizar a pretensa fraternidade para alcançar as mudanças sociais. A manutenção da comunidade torna-se um fim em si mesmo; a exclusão daqueles que não pertencem verdadeiramente ao grupo torna-se a atividade principal de seus membros. A busca de interesses comuns é substituída pela procura de uma identidade comum.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionada pela força dessas palavras, cuja carga de protesto imediatamente encontrou eco em meu coração, tendo em vista aquilo que percebo em situações as mais variadas, resolvi dividir com meus leitores algumas reflexões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas começaram sua trajetória profissional reagindo a algum tipo de autoritarismo, rompendo com preconceitos ou protestando contra a ideologia dominante; enfrentaram dificuldades; e viram seu trabalho reconhecido somente depois que aquilo que contestaram e aqueles que incomodaram desceram do "pódium"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas delas, depois de se tornarem, elas próprias, personalidades reverenciadas, inclusive - e ironicamente - em nome de tudo o que contestaram, pareceram deixar de ir contra muitas erradas e absurdas situações, simplesmente por medo de perderem o doce mel da aceitação e dos benefícios materiais por ela produzidos, relegando ao passado o espírito da verdadeira contestação?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desacomodar-se, em função daquela essência humana que sempre mostra a cada um de nós o caminho para a identificação com cada espoliado, injustiçado, esquecido - ainda que os observemos de nossa zona de conforto -, parece, para essas confusas criaturas, então, tomar contornos de ameaça...&lt;br /&gt;É comum que acabem preferindo fechar os olhos, atordoando-se de uma ou outra maneira, evitando questionar-se também sobre por que, apesar de tantas "conquistas", a felicidade lhes parece escapar...&lt;br /&gt;E muitas vezes, num autoengano após o outro, participam de protestos, debates ou discussões infelizmente envolvendo apenas aquelas questões completamente dentro do consenso, que verdadeiramente não ameacem o “status quo”, que não mudem absolutamente nada, que apenas distraiam a opinião pública e a de cada uma delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim: quantas pessoas, para não "descerem" do patamar que pensam haver conquistado, ignoram o apelo daqueles que passaram a ocupar os lugares, por elas mesmas deixados vagos, da contestação, da indignação e da inconformação, apenas porque, se o acolhessem, iriam contra alguns poderosos cuja proximidade passaram a usar como cartão de visitas, ou com os quais aprenderam a “gostar” de conviver...?&lt;br /&gt;Mesmo que os eflúvios dessa convivência, por trás dos benefícios e favorecimentos - sejam em termos de projeção, de comodidade, de enriquecimento - à noite possa visitá-los em sonhos nada agradáveis... A falar-lhes de um tempo em que, embora pudessem parecer menos "queridas" e "aceitas", sabiam que a verdade era que, então, mereceriam ser muito amadas e respeitadas. E podiam gostar tranquilamente de si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista publicada hoje pelo caderno “Prosa e Verso”, o historiador Tony Judt ensina que é preciso “redescobrir a linguagem da divergência”, buscando:“exercitar o pensamento independente mesmo sob o risco de desaprovação dentro de sua própria comunidade. E, em política, insistir na validade do embate, da discordância e da divisão, onde existirem. A democracia não pode sobreviver numa dieta de consenso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, referindo-se a exemplos de intelectuais como o foram Hannah Arendt e Albert Camus, não deixa dúvidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se tivéssemos que tirar um exemplo de todas essas pessoas, seria esse: intelectuais têm que ir contra a corrente em suas próprias comunidades ( seja nacional, religiosa, ideológica etc ). Intelectuais que apenas fornecem argumentos em favor de um determinado grupo desempenham outro tipo de papel.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5657721186777720884?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5657721186777720884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5657721186777720884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/intelectuais-tem-que-ir-contra-corrente.html' title='&quot;INTELECTUAIS TÊM QUE IR CONTRA A CORRENTE&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-3216999727951433042</id><published>2010-05-19T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T10:57:32.040-07:00</updated><title type='text'>PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;O Cinema e Letras: Impressões ( cinemeletras.blogspot.com ) está completando um ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;E agradece a todos aqueles que o acolhem com carinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Prometemos continuar em nossa proposta de "impressionistamente" explorar o "encoberto" - geralmente óbvio - diante de cada tema, incentivando o autoconhecimento e a busca permanente dos valores humanos fundamentais, na esperança de, assim, estarmos contribuindo para o estabelecimento do debate necessário à construção de um mundo melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sheila Maria Madastavicius&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-3216999727951433042?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3216999727951433042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/3216999727951433042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/parabens.html' title='PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-5389259660815486013</id><published>2010-05-10T09:24:00.000-07:00</published><updated>2011-01-11T13:08:41.962-08:00</updated><title type='text'>Cinema e Letras: Impressões é o blog de Sheila Maria Madastavicius</title><content type='html'>Seja muito bem-vindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;A partir de janeiro de 2011, o blog - único - de Sheila Maria Madastavicius, esse "Cinema e Letras: Impressões", ao ser acolhido pelo "Brasilianas.org", passa a ali publicar alguns de seus artigos ( sempre antes aqui publicados ).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-5389259660815486013?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5389259660815486013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/5389259660815486013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/daniel.html' title='Cinema e Letras: Impressões é o blog de Sheila Maria Madastavicius'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-914949950990786466</id><published>2010-05-08T10:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T10:17:53.554-07:00</updated><title type='text'>"Múltipla Escolha", de Lya Luft</title><content type='html'>Não posso dizer que seja leitora assídua dos escritos da Lya Luft. Nem que concorde com tudo aquilo que haja chegado a ler da escritora. Mas, folheando seu “Múltipla Escolha”, deparei com o seguinte parágrafo, que faço questão de registrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se pensar bem, verei que não preciso ser magro nem atlético nem um modelo de funcionário, não preciso ter muito dinheiro ou conhecer Paris, não preciso nem mesmo ser importante ou bem-sucedido. Precisaria, sim, ser um sujeito decente, encontrar alguma harmonia comigo mesmo, com os outros, e com a natureza na qual fervilha a vida e a morte é apaziguadora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada confirmação de que essa consciência, sobre a qual de várias maneiras sempre falo nesse blog, é abraçada por um número cada vez maior de pessoas, vislumbro a possibilidade de que há de chegar o dia em que a humanidade deixará de andar em ciclos de ambição egocêntrica, insatisfação e infelicidade. E dará um salto qualitativo, rompendo a repetição fútil e passando a evoluir em espiral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-914949950990786466?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/914949950990786466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/914949950990786466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/multipla-escolha-de-lya-luft.html' title='&quot;Múltipla Escolha&quot;, de Lya Luft'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4383319824115591525</id><published>2010-05-06T17:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T17:17:02.185-07:00</updated><title type='text'>O Desinformante</title><content type='html'>À semelhança de filmes como “A Firma”, “Cidade do Silêncio” e “O Fim da Escuridão”,  “O Desinformante”, baseado em fatos reais, fala das questões éticas em torno dos “grandes negócios escusos de grandes corporações”, como, por exemplo, a fixação de preços dos aditivos dos alimentos.&lt;br /&gt;Alguns dos pensamentos ameaçadores esboçados por seus personagens:&lt;br /&gt;“Reunião de homens de terno pode ser formação de quadrilha.”&lt;br /&gt;“Os clientes são inimigos e os concorrentes, amigos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4383319824115591525?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4383319824115591525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4383319824115591525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/o-desinformante.html' title='O Desinformante'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-8453199647301829109</id><published>2010-05-06T07:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T08:15:46.816-07:00</updated><title type='text'>2012</title><content type='html'>Assisti a 2012 há algum tempo e ainda não me havia sentido disposta a escrever sobre o filme. Até que agora, após “Tudo pode dar certo”, percebo que a obra de Roland Emmerich também trata do “acaso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com algumas das obras mais valorizadas pela humanidade, salvas juntamente com as criaturas escolhidas para ocuparem a Arca construída na iminência do final do mundo, estava um exemplar do livro de um escritor quase desconhecido. Simplesmente porque, por acaso, um dos organizadores daquela operação estava lendo o romance de John Cusack– e por sinal apreciando bastante sua leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, as mais profundas lições das humanidade e igualdade necessárias à construção de um mundo melhor são trazidas para a história através desse livro, cujo autor e sua família, também por acaso, acabam impondo sua presença àquela “expedição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, em meio a todas aquelas cenas esperadas em filmes apocalípticos – algumas impressionantes -, o ponto alto fica por conta do instante em que, após interessante discussão, os operários responsáveis pela força braçal utilizada na construção da Arca são aceitos em seu interior. Mesmo ultrapassando a capacidade de lotação daquela nave.&lt;br /&gt;O que a princípio seria a salvação das elites de todos os continentes ( alguém inclusive, no filme, contrapõe à ideia de darem passagem aos empregados o fato de que o financiamento de todo o projeto fora possível apenas por causa dos endinheirados ) acaba se tornando espécie de ensaio do mundo ideal imaginado por Cusack em seu livro, no qual a inclusão e o respeito a valores outros que não o capital acabam determinando as atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, passada a tempestade, ficamos sabendo que o futuro, como nosso passado, começa no continente africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso. Ou nem tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-8453199647301829109?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8453199647301829109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/8453199647301829109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/2012.html' title='2012'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-4063347861645955854</id><published>2010-05-04T19:32:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T08:41:09.206-07:00</updated><title type='text'>Romance "A Juíza"</title><content type='html'>De Sheila Maria Madastavicius, o romance "A Juíza" pode ser comprado através do site da editora Nitpress.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-4063347861645955854?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4063347861645955854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/4063347861645955854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/de-hermann-hesse-segundo-um-amigo.html' title='Romance &quot;A Juíza&quot;'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-500516499815676924.post-592545774576042846</id><published>2010-05-04T19:12:00.000-07:00</published><updated>2010-05-09T11:14:26.327-07:00</updated><title type='text'>TUDO PODE DAR CERTO - a Consciência Cósmica</title><content type='html'>“Tudo pode dar certo”, título nacional do último filme de Woody Allen, ao dar ao “certo” ideia mais de “possibilidade” do que de certeza, define muito bem aquilo de que trata a película: o acaso, fortemente presente em cada evento de nossa vida e responsável muitas vezes por aquilo que nos habituamos a chamar de sorte ou de azar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o personagem principal da história, o físico e professor de xadrez Boris, ser aparentemente um pessimista, desiludido com a vida e com a raça humana, a mensagem final, saída de sua própria boca, acena para a “possibilidade” otimista de que sorte e felicidade estejam relacionadas à coragem de nos aventurarmos no “acaso” dos encontros e dos acontecimentos, em busca de nós mesmos, de nossa verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com piadas sutis e outras nem tanto, o filme é bastante interessante; ao mesmo tempo profundo e superficial. E, embora alguns afirmem nele identificar espécie de retorno do Woody Allen de algum tempo atrás, ficamos com a sensação de que o cineasta completou mesmo foi um ciclo perfeito – mas em espiral, claro, pulando para outra dimensão. Abraçar a Física Moderna parece ser, afinal, a forma que Woody encontrou de se “espiritualizar”. Talvez de amenizar a acentuada consciência que sempre lhe foi peculiar do absurdo de nossa condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do cinema pensativa, e muitos dos livros lidos ao longo dos últimos 20 anos me vieram à lembrança. Entre eles, todos os de Fritjof Capra ( O Tao da Física, O Ponto de Mutação, Sabedoria Incomum... ), além de um do qual fiz uma leitura diagonal nos últimos dias, “O andar do bêbado”, do físico Leonard Mlodinow, que trata essencialmente da importância de aprendermos a aceitar e a lidar com o... acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mlodinow, pelo menos à primeira vista, parece nos convencer facilmente de que a única fórmula para o sucesso é não termos medo de fracassar. Segundo ele, se a vida joga dados, quanto mais vezes lhe dermos oportunidade de lançá-los, mais chances. De fracasso. Mas também de sucesso. Seja lá o que for que isso queira dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Capra, jamais me esquecerei de como trata do princípio da incerteza, descrito primeiro por Heisenberg... Sem falar na descrição que faz do “spin – movimento rodopiante” das partículas subatômicas, segundo o qual – incrível!, o observador acaba por influenciar aquilo que observa ou analisa, mesmo a milhares de quilômetros de distância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja trecho de “O Ponto de Mutação” e, se possível, leia o livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O aspecto paradoxal do experimento EPR decorre do fato de o observador ter liberdade de escolha do eixo de medição. Uma vez feita essa escolha, a medição transforma em certeza as tendências das partículas para girar em torno de vários eixos. O ponto fundamental é que podemos escolher o nosso eixo de medição no último minuto, quando as partículas já estão bastante distanciadas uma da outra. No instante em que realizarmos nossa medição na partícula 1, a partícula 2, que pode estar a milhares de quilômetros de distância, adquirirá um “spin” definido – “para cima” ou “para baixo”, se escolhermos um eixo vertical; “para a esquerda” ou “para a direita”, se o eixo escolhido for o horizontal. Como é que a partícula 2 sabe que eixo escolhemos? Não há tempo para ela receber informação através de qualquer sinal convencional.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, depois de nos familiarizarmos com alguns conceitos da física quântica, como o embutido no trecho acima – a existência de espécie de ligação entre todas as coisas? -, a ideia, o sentimento, de sermos “um” com cada outro ser humano – familiar àqueles dedicados aos ensinamentos esotéricos, torna-se, para nós, algo definitivamente concreto. E somos levados a tentar enumerar outras evidências dessa “certeza” que parece haver arrebatado Woody Allen, levando-o a nos presentear com essa homenagem à beleza de vivermos eternamente submetidos à incerteza dos acasos. Acasos, no entanto ( não nos esqueçamos de que a médium sobre a qual Boris cai dá a entender que “talvez soubesse” daquele acidente ), quem sabe paradoxalmente d e t e r m i n a d o s por essa fabulosa orquestra - ponto mágico entre o caos e a harmonia - chamada Universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um com o mundo e com cada outro ser humano:&lt;br /&gt;1) Misticamente: bramanismo etc&lt;br /&gt;2) Cientificamente: Física Quântica&lt;br /&gt;3) Historicamente: O processo histórico do materialista liga todos os seres humanos – a se moverem dialeticamente -, de todas as épocas, em uma coisa só e inseparável.&lt;br /&gt;4) Cartesianamente: causas e efeitos uns dos outros&lt;br /&gt;5) Sociologicamente: vide Durkheim e o consciente coletivo&lt;br /&gt;6) Psicologicamente: vide Jung e o inconsciente coletivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hegel trata da História do Espírito Universal, que se realiza em etapas sucessivas em “busca” da consciência de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panteísmo de Hegel nos fala de um Deus que se confunde com a História dos homens, enquanto o panteísmo de Spinoza nos fala de um Deus que é o conjunto de toda a Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o padre e físico Teilhar de Chardin, “o absoluto só no final será o que é em realidade”. Segundo ele, após o “Big Bang”, viemos de um processo de evolução, no qual os níveis de complexidade vão se superando, uns aos outros, em saltos espantosos. Primeiro, a vida surge de uma matéria cada vez mais organizada; depois, é a vez do surgimento da consciência, fruto de células arrumadas, de espécie em espécie, em níveis de complexidade cada vez mais inacreditáveis. E a organização continua: em grupos humanos, sociedades, países, continentes... E a hoje tão falada globalização talvez fosse por ele, se estivesse ainda entre nós, compreendida como mais uma fase nesse caminho sem fim em direção ao “Absoluto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “O Fenômeno Humano”, seu livro mais conhecido, sem precisar falar em dogmas religiosos – apesar de ser padre, este cientista nos deixa a certeza absoluta da existência de Deus. Simplesmente porque, se da organização de alguns milhares de neurônios transcende algo abstrato e fantástico como cada uma de nossas consciências individuais, é natural imaginarmos que, da organização de todo um universo infinito – macro e micro –, que inclui o conjunto de todas as consciências, transcenda esse absoluto – ou Deus – para o qual, segundo Teilhard, caminhamos.&lt;br /&gt;( Pergunta: em vista disso, existiria necessidade de confronto entre "criacionismo" e "evolucionismo"? )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais ou menos como se o objetivo de nossa passagem por aqui fosse de alguma maneira traduzir a energia pura dos sentimentos. Buscar o nosso melhor como seres humanos, já que essa energia pura, ao final, será aquilo que era em princípio: energia pura. Mas cada vez mais consciente de si mesma.&lt;br /&gt;Energia pura: “de onde viemos” e “para onde iremos”, cada um de nós, ao encontro de todos os outros...&lt;br /&gt;Consciência pura. Pura Consciência.&lt;br /&gt;( No romance "A Juíza", essa Consciência ganha voz )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/500516499815676924-592545774576042846?l=cinemeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/592545774576042846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/500516499815676924/posts/default/592545774576042846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinemeletras.blogspot.com/2010/05/tudo-pode-dar-certo.html' title='TUDO PODE DAR CERTO - a Consciência Cósmica'/><author><name>Sheila Maria Madastavicius</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
